Elvis 1956


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Elvis não morreu e estará em Londrina em tributo



A Elvisback Big Band sobe ao palco do Teatro Ouro Verde (rua Maranhão, 85) no próximo 19 de agosto, às 21h, para realizar um tributo ao Rei do Rock. O ''Elvis in Concert'' também faz menção ao aniversário de 34 anos da morte de Elvis Presley, uma vez que a apresentação acontece três dias após a data.

Desde 2006 na estrada, o grupo se destaca pela alta qualidade de suas performances, que trazem um conjunto completo de instrumentistas para interpretar as canções que fizeram sucesso na voz marcante de Elvis. Além disso, o vocalista, Adam Presley, preza pela caracterização fidedigna, que faz o público ter a impressão de estar diante do cantor norte-americano.

A Elvisback Big Band figura entre as melhores formações que fazem cover do ícone na América Latina. Originário de São Paulo, o grupo já realizou, em cinco anos de trabalho, diversas turnês pelo Brasil, com apresentações nas principais cidades do País.

Os ingressos para o show já estão sendo comercializados. Eles podem ser encontrados na loja Trapézio (rua Paranaguá, 921-loja 3) e nas Livrarias Curitiba do Shopping Catuaí. A entrada inteira custa R$50,00 e a meia R$25,00. Assinantes da Folha de Londrina pagam R$35,00.

Serviço:

''Elvis in Concert''

Onde: Teatro Ouro Verde (rua Maranhão, 85)

Quando: 19/8, às 21h

Quanto: R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia); R$35,00 com o bônus da Folha de Londrina

Postos de venda: Trapézio (rua Paranaguá, 921-loja 3, telefone 3324-6905) e Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí, telefone 3294-8300)

livro Elvis What Happened? completo parte 2



 
continuaçáo do livro Elvis What Happened?
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


ele não iria desistir, ele teria morrido em vez de cortar aquele cabelo.”
Na verdade, ao longo do caminho Red lembra-se, houve uma época que Elvis pensou que seu cabelo ia ser cortado, ele tinha um olhar em seu rosto que deu a impressão que ia morrer. Não foi muito depois da primeira operação resgate de Red. Naqueles dias, quando as crianças foram proibidas de fumar nas dependências da escola, o banheiro era o fumódromo. Era lá que todos os fumantes se reuniam para dar os seus tragos, longe dos olhos vigilantes dos professores. Red entrou para urinar.
“O lugar estava cheio de fumaça, você mal podia ver um palmo a sua frente além da névoa fumarenta,” Red relembra, “Mas eu podia ver longe o bastante para perceber que o velho ‘E’ estava cheio de problemas novamente. Cerca de quatro ou cinco rapazes cercavam-no, e eles o seguravam e empurravam-o contra a parede e, em seguida, agarravam-o por trás. Eles gritavam e riam e debochavam dele e de seu cabelo. Eles decidiram que iriam cortar o seu cabelo.
“Agora, um cara inteligente normalmente mantém o nariz fora dos problemas das outras pessoas. Eu conhecia os caras que estavam molestando Elvis. Eles estavam no time de futebol. Suponho que eles adquiriram essa idéia de cortar o cabelo do velho Coach Boyce. Os caras que estavam importunando Elvis não eram rapazes totalmente maus, apenas um pouco barulhentos e essas coisas. Mas quando eu vi a expressão de Elvis, aquilo provocou algo dentro de mim. Quero dizer, nós éramos crianças e eles não iam matá-lo nem nada, mas havia aquele olhar apavorado em seu rosto. Ele parecia um pequeno animal assustado e eu não agüentava vê-lo assim. Quando você é muito pobre, você tende a deixar o mundo cuidar de suas próprias preocupações, mas aquela cara do Elvis posso vê-la ainda agora. E há vi muitas vezes depois, e ela sempre tinha o mesmo efeito sobre mim. Simplesmente tocava algo dentro de mim. É o rosto de uma criança que pede ajuda.”
Red rapidamente caminhou até a parede onde
a turma tinha imobilizado Elvis. “Agora, veja,” disse Red ao bando, “isto não vai fazer bem a ninguém. Não há necessidade disto. Se ele gosta de seu cabelo assim, bem, não há sentido em cortá-lo. Agora, se vocês cortarem o seu cabelo, isto vai se transformar em outra coisa.” Mais uma vez aquela fala arrastada, preguiçosa, tranqüila tinha um efeito dramático. O bando deixou Elvis ir. Antes que Elvis partisse, ele dirigiu um olhar para Red que lhe agradecia um milhão de vezes.
Dave Hebler, que conheceu Red como alguém comum, resume Red desta forma: “Você sabe, se um cara me aborrece, eu vou embora. Se ele me seguir e insistir, então, tudo bem irei para cima dele. Agora com Sonny, se alguém o aborrecer, ele tentará falar com o cara, e se isso não funcionar, então ele vai para cima dele. Mas com Red, se alguém o aborrecer, ele lhe dá um aviso de dois minutos. Se você não entender a mensagem rápido o bastante, boom, tudo está acabado.” Durante os dias posteriores, os três juntos pareciam os Três Mosqueteiros.
Elvis viu Red no dia seguinte e lhe agradeceu timidamente. Não deve ter sido fácil para Elvis, um ano mais velho do que Red e um ano a frente dele na escola, ter que agradecer a ele duas vezes por livrá-lo de problemas.
“Nos anos posteriores”, diz Red, “ele recordava aqueles dois incidentes, embora nunca os mencionasse. Elvis nunca se esquece de porra nenhuma; ele tem uma memória de elefante. De qualquer maneira, você sabe naquele ano de 1952 me coloquei no papel de protetor de Elvis. Não foi um papel que procurei, apenas aconteceu dessa maneira.”
Foi um papel que Red assumiu durante os vinte e quatro anos seguintes de uma forma ou de outra. “Elvis tinha um sistema comigo. Às vezes ele se parecia com uma criança mimada que precisava ser repreendida, outras vezes ele era tão desamparado e precisava de ajuda que era como se fosse meu próprio filho. Foi um trabalho que eu prontamente assumi e que tinha muita diversão e muita mágoa. E mesmo agora, ainda sinto que é a minha função, mesmo que nunca volte a vê-lo novamente.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?




Delbert “Sonny” West passou as mãos em seu corte de cabelo eriçado da U.S. Air Force e assistiu ao espetáculo diante dele com admiração. Apenas meia hora antes, ele havia entrado pelos portões principais do Rodeo Grounds em Tucson, Arizona. Com ele estava uma garota tranqüila, caipira do Sudoeste cuja conduta sugeria que quando alguém inventou a virgindade e a torta de maça, devia tê-la em mente. O rosto delicado e o melhor vestido de domingo que ela usava disseram-lhe imediatamente para resistir à tentação e evitar qualquer mau pensamento.
No entanto, apenas meia hora depois, ela estava se comportando totalmente fora do personagem – como uma ninfeta sedenta pelo sexo. Talvez ele estivesse errado, depois de tudo a noite não terminaria sem recompensa. A razão para a sua transformação estava lá no palco – Elvis Aron Presley, o garoto da Humes School, onde Sonny West também esteve quatro anos atrás.
Elvis Presley, com seu cabelo que brilha como couro envernizado, escancarava sobre o microfone as mais sugestivas maneiras. A sua virilha girava a polegadas do pedestal do microfone, e ele tremia em movimentos convulsivos, como se possuído por um espírito alienígena. Quando ele cantava devagar ele soluçava. Quando ele cantava acelerado ele hipnotizava seus adoradores. As mulheres pareciam ser atacadas por emoções diversas, da compaixão maternal a obediência parecida a de um escravo. Os seus lábios pendendo para o lado direito de sua boca, arrogantemente fazendo uma expressão de triunfo. Então sua boca entortava de dor, e mil mulheres gritavam em compaixão e queriam embalar a pobre criança em seus braços.
“Since mah babeeee left me...” As palavras de “Heartbreak Hotel”, já um fenômeno em vendas, tinham as mulheres chorando a dor de sua perda.
Meu Deus pensou Sonny West, este é o Elvis Presley de rosto espinhento, que há apenas quatro anos teve que recorrer ao meu primo Red para livrá-lo de problemas. “Era difícil de eu acreditar”, recordou ele.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Sonny estava tendo problemas consideráveis para manter a Miss maçã em seu assento. Sonny estava na força aérea e tinha ido ao Rodeo Ground, que não ficava longe de sua base, para ver porque todo esse reboliço em torno do garoto que havia freqüentado a mesma escola que ele. “Acredite-me esta moça se transformou diante dos meus olhos. Eu tinha ouvido toda a publicidade e eu sabia que Red era muito próximo a Elvis, mas realmente não pareceu ter qualquer impacto sobre mim. Ele era apenas um cantor de country and western que tinha a batida do rock ‘n’ roll. Mas esta menina, estou lhe dizendo, se alguém a tivesse coagido ao ato, e em seguida, arrastado-a para a cama, teria acontecido naquele momento. Toda vez que ele se mexia parecia que duzentas meninas ficavam fora de si. Então, depois do show, a minha garota voltou a ser o que era antes. Era como se todas naquele instante enxergassem somente Elvis e ninguém mais.”
Sonny nunca marcara gol com a moça, mas o incidente deu-lhe uma visualização do controle impressionante que Elvis tinha sobre o público feminino, um poder que Sonny viu potencializado mil vezes nos anos seguintes. Sonny nunca conheceu Elvis na escola. “Somente o via no corredor de vez em quando,” ele lembra. “Estava cerca de quatro anos atrás dele, assim não cheguei a conhecê-lo. Talvez se ele tivesse sido um grande herói do futebol ou se tivesse sido um valentão bom de briga, talvez ficasse interessado em saber mais sobre ele, mas na realidade ele era apenas um garoto mais velho que passou a ser notado porque ele tinha aquele cabelo comprido e roupas extravagantes. Ele não era mais do que um João ninguém.”
Mas agora Elvis Presley era de fato alguém – Sonny percebia, tinha algo escondido dentro dele quando esteve na Humes High School. Que agora transbordava.
Sonny quis ir aos bastidores naquela noite e tentar ver Elvis, mas ele era muito tímido, e de qualquer maneira ele provavelmente não teria sido capaz de chegar perto dele. O ano era 1956, e “Heartbreak Hotel” batia recordes de vendas em todo o país.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?




Os religiosos estavam pregando sobre o mal de Elvis Presley. Mesmo a imprensa Comunista da Europa Oriental viu Elvis Presley como a razão principal para o alto índice de degeneração dos jovens americanos. Na verdade, eles disseram, Elvis Presley era a melhor razão para que os jovens comunistas permanecessem comunistas.
No apelo popular, Elvis Presley superou até Valentino. Havia Frank Sinatra, também, é claro, mas Elvis era alguém que a juventude americana poderia chamar de um dos seus. Mais dois anos de histeria mundial sobre Elvis passariam antes que Sonny West o conhecesse.
“Eu sabia que o meu primo Red estava muito próximo de Elvis,” Sonny lembra. “Eles se tornaram como irmãos. Mas quando eles estavam se unindo eu estava em outro lugar. Então eu entrei na Força Aérea, por isso não estive junto no começo, como Red. Conheci-o em 1958. Elvis estava muito perto de entrar no exército, e Red havia feito uma tarefa nos fuzileiros navais
“Quando Red voltou a Memphis de licença, ele sempre estaria com Elvis em seus shows, na verdade qualquer lugar que fosse Red estava com ele. Eu acabava de sair da força aérea, e disse a Red que queria conhecê-lo. Eu era um garoto típico do Sul na época. Um caipira que era muito fácil de impressionar.”
Se Sonny esperava ver um sofisticado superstar com óculos escuros e uma taça de champanhe nas mãos com outras celebridades, ele se decepcionaria. “Red me disse que iria me apresentar”, lembra Sonny. “Então ele me disse para ir até o Rainbow Roller Skating Rink. A patinação era um sucesso naqueles dias em Memphis. Se você não ia ao cinema então você ia ao Rainbow.” Elvis estava com vinte e três na época e era a maior estrela da música no país.
Hoje os superstars de vinte e três anos de idade iriam para uma pista de patinação com o mesmo entusiasmo que iriam a uma igreja. Mas Elvis era um tipo diferente de superstar. Apesar de suas rotações ultrajantes no palco, ele era muito fiel às suas profundas raízes do Sul.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Ele vivia com os seus pais, a quem ele adorava. Ele era educado ao ponto da humildade, com os mais velhos, e os seus prazeres eram bastante simples.
“Naqueles dias”, diz Sonny, “Elvis alugaria a pista de patinação para ele e os seus rapazes da meia-noite para frente. Muitas vezes haveria fãs, e ocasionalmente eles participariam. Ele sempre foi educado e atencioso para com eles.” Para a maioria com vinte e três anos a patinação provavelmente teria parecido um pouco juvenil. Mas foi como se Elvis tentasse compensar as coisas que ele tinha perdido. Elvis continuaria visitando aquele rinque ao longo dos anos 60.
Outras noites, ele iria alugar o Memphis fairgrounds direto com o proprietário, uma personalidade local chamado Wimpy Adams. Ele se divertiria na montanha russa e nos carros bate-bate com seus amigos de Memphis, até a alvorada em algumas manhãs. “Era uma brincadeira simples, divertida, mas estiveram entre os melhores dias de nossas vidas. A vida de Red, a minha vida e eu sei que a vida de Elvis também.”
Sonny conheceu Elvis em uma noite de primavera de 1958. Ele foi ao rinque com o seu cunhado, Bill Thorpe, um excelente atleta, que foi campeão de boxe na Memphis All-Schools Boxing. “Era um pouco antes da meia-noite, e nós apenas passávamos o tempo em torno da borda da pista até Red chegar patinando com Elvis. Ele nos apresentou e Elvis não poderia ter sido melhor. Ele apertou minha mão e perguntou sobre o meu tempo na força aérea. Patinamos durante algum tempo. Ele parecia genuinamente interessado em mim e o que eu tinha a dizer. Ele foi apesar de quem era um rapaz muito comum. Ele era tão bonito como o inferno, mas ele parecia não levar muito a sério todas as garotas que caiam em cima dele. Não tinha subido a sua cabeça. Você simplesmente não conseguia encontrar um cara mais agradável.” Nos anos que se seguiram, Red sempre se lembraria da primeira impressão de Sonny, ele teria um nó na garganta, porque Elvis, de fato se modificou; mesmo que não fosse por sua culpa, ele mudou.
Elvis virou-se para a pista, estendeu um caloroso aperto de mão, deu aquele sorriso com os lábios para o lado e começou a rir olhando para Sonny e Bil Thorpe. Ele os deixou com o comentário “Carne nova, hein?”
Red sorriu para Elvis, esfregou as mãos e disse, “Sim, Elvis, carne nova.” E nem Sonny nem Bill entenderam o que significava, embora em breve compreendessem.
Elvis, Red e uma multidão de pessoas íntimas, incluindo os primos de Elvis, Bobby e Junior Smith, começaram a patinar em torno do ringue. Sonny reconheceu os meninos Smith. Eles tinham outro irmão, Billy, que passaria a fazer parte da comitiva de Presley quando Sonny deu o fora. Bobby e Júnior não foram tão afortunados. Eles eram a ovelha negra da família Presley e posteriormente foram exilados para os limites externos do grupo, mas naquele tempo eles eram tão hábeis patinadores como se poderia encontrar em Memphis.
Um pouco depois da meia-noite, Sonny e Bill Thorpe perceberam que várias caixas de papelão foram trazidas a cena. Dentro havia uma variedade de proteções almofadadas para as canelas, ombros, cotovelos e joelhos.
“Parecia uma idéia bastante razoável,” relembra Sonny. “Não éramos patinadores muito bons, portanto começamos a colocá-los. Se caíssemos não nos machucaríamos, e em vista que a maioria de nós jogava futebol, era uma boa idéia para evitar ferimentos.”
Então Sonny e Bill viram para que as proteções serviriam realmente, e eles perceberam o que significava a expressão de Elvis “carne nova”. O grupo tinha se dividido em duas equipes e jogavam um jogo chamado “guerra”. O jogo tinha regras extremamente simples. Ambas as equipes atacavam um ao outro, e o objetivo era bater na base dos pés.
Sonny lembra-se de Bill Thorpe observando: “Nós dissemos, ‘Você está louco, eu não vou participar desta coisa.” Sonny não foi tão prudente, em particular como o seu primo, Red atreveu-se a subir na pista.
Sonny diz: “Eu devia estar louco, mas já era tarde demais. A próxima coisa que eu sabia é que estava na pista.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Junior Smith foi o árbitro. Ele soprou o apito e a guerra começou.”
Sonny estava no time oposto a Red e Elvis. Não havia regras, exceto um acordo entre cavalheiros de que não haveria golpes. Apesar do fato que o cara mais duro da equipe adversária era Red West, Sonny não tinha nenhuma grande preocupação em relação a ele.
“Mas, céus, havia uma garota eu nunca vou esquecê-la... ela tinha um corpo achatado e quase me mata”, disse Sonny. “Eu estava patinando, então zás, essa menina me derrubava. Elvis se deu conta e deu uma gargalhada. Levantava-me e, zás para o chão eu iria de novo. Quando eu vi a mulher do outro lado, eu estava pronto para ir para cima dela, eu queria matá-la.
“Aproximadamente depois de meia hora que ela tinha me partido ao meio. Ela me fez derrapar sobre a grade e rasguei o meu rosto. Elvis sempre tinha um homem para os primeiros socorros ali. Então ele me ajudou a levantar e fui novamente para o chão.
“Por fim, eu a vi vindo em minha direção, e eu me preparei para mandá-la pelos ares.
“Bem, man, foi um erro. Quando ela me acertou, me deixou mais plano que uma moeda. Eu, seis pés e duas polegadas e uma garota achatada me bate na bunda. Desta vez, ela me bateu tão forte que eu bati a minha cabeça no chão e foi isso. Eu perdi os sentidos. Quando recuperei os sentidos, Elvis estava em pé em cima de mim, rindo aquele riso infantil. Ele olhou para baixo e disse, ‘Carne nova, hein?’ Aqueles filhos da puta sabiam desde o início o que ela pode fazer. Mas foi muito divertido e era divertido estar com Elvis.”
Sonny e Red relembram que Elvis jogou duro e com muita resistência naquelas noites, e deleitou-se com as adversidades e quedas. Finalmente, Elvis Aron Presley era um dos caras.
“Bem, não exatamente,” corrige Red. Nós assegurávamos que ele nunca se machucasse. Sempre cuidávamos dele. Ninguém pegou Elvis. A maioria de nós
ELVIS: O QUE ACONTECEU?





amigos muito próximos. Ocasionalmente, um estranho tentaria se mostrar para sua namorada, tentando tirar Elvis.
“Aproximadamente uma semana depois que Sonny veio à pista. Houve um sujeito que estava fazendo a si mesmo de idiota. Indo para cima de Elvis e ninguém mais. Bem, nós cuidamos dele direitinho. Depois da primeira noite, Sonny e eu estávamos sempre na equipe de Elvis.
“Bem, esse cara, Sonny e eu lhe ensinamos uma lição. Nós o acertamos e o enviamos a cerca de quinze pés de altura. Sorte ele não ter batido na grade, ou teríamos que matá-lo. Elvis gostava desse tipo de lealdade.”
Elvis estava a apenas algumas semanas de ir para o exército. Ele teve uma afinidade imediata pelo estilo rude de Sonny. Red sabia que Sonny ia estar na equipe de Elvis por um longo tempo. Elvis tinha dito a Sonny que quando ele desse baixa no exército, ele gostaria de vê-lo mais.
Houve apenas uma pequena nota de discórdia. Elvis disse a Red, uma semana antes de partir para a Alemanha, “Ele é um bom rapaz, o seu primo Sonny. Mas ele nunca para de dizer ‘filho da puta’. Ele chama a todos de ‘filho da puta’. Eu apenas queria que ele parasse de dizer isso o tempo todo.”
 
 
" Elvis luta pela proibição do livro que diz tudo."
Capílulo - 3


“Elvis acha que você é um bom sujeito,” Red disse a Sonny, “mas a sua maneira de xingar muito, dizendo ‘maldição’ e chamando a todos de filho da puta.” Ambos riram. Mas como Sonny tornou-se mais intimo, muito mais intimo, ele percebeu que o palavrão filho da puta para Elvis consistia em um insulto particularmente profundo. Se Priscilla Presley foi, como aponta Red, uma das duas pessoas a quem Presley verdadeiramente amou, então a outra era a sua mãe, Gladys Presley.
Sonny diz: “Era como se o palavrão fosse um insulto imediato a sua mãe, e, o homem, pisava em terreno perigoso com Elvis.” Foi em 1963 que Sonny viu o palavrão provocar um flash incontrolável de temperamento.
Até então, Presley estava faturando cerca de três milhões de dólares por ano, e os seus hábitos de gastos tinham conseguido proporções exóticas. O seu compromisso com os filmes fez com que ele passasse mais tempo em Hollywood. Junto com uma frota espantosa de carros, Presley alugou, e posteriormente comprou algumas das melhores e mais elegantes casas que Tinseltown pode oferecer. Uma em particular que ele alugou ficava em Bel Air, na Belagio Road. Era o tipo de casa que as crianças pobres de Memphis sonhavam quando eles folheavam vorazmente as revistas de cinema.
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Elvis era especialmente generoso com a sua hospitalidade. Suas casas estavam sempre à disposição de seus amigos e do bando sempre fiel de sulistas que tinham sido apelidados pela imprensa de “A Máfia de Memphis.” Se ele gostasse de você, você estava dentro, e quando Elvis gostava de você, não havia meia medida. Roupas, festas, Cadillacs, faziam parte do pacote de ser “um amigo.” Em troca ele exigia lealdade cega e uma fé que tudo o que ele fizesse era o certo.
Nesta determinada noite, que está indelevelmente impressa na mente de Sonny, Elvis manteve a casa aberta. O lugar foi feito para diversão e jogos. Além de sua decoração luxuosa, havia uma sala especial para festas que continha todos os tipos imagináveis de jogos de pimball. No centro da sala havia uma mesa de bilhar tamanho grande de competição. A sala ficava em um nível mais baixo. A poucos passos da sala de jogos, você era levado para uma sala gigantesca. Sonny sabia que haveria alguns rapazes jogando em torno de uma festa improvisada. As filmagens de Fun in Acapulco tinham terminado e todos estavam relaxando. “Eu estava no International House of Pancakes on the Strip, e trouxe essas duas garotas bonitas. Uma das meninas mais tarde tornou-se uma atriz bastante conhecida, e a outra – vamos chamá-la de Judy (que não é o seu nome real) – era um coisinha doce. Eu acho que ela provavelmente está casada agora, então eu não quero embaraçá-la, identificando-a.
“De qualquer modo eu as levei até a casa, e há um movimento intenso acontecendo lá em cima. Dependendo do seu humor, Elvis em uma noite dessas, pode dizer olá a todos e ir direto para a cama. Outras noites ele não iria sequer descer, mas se ele estava à procura de um pouco de ação, ele bajularia alguma moça durante algum tempo e logo a levaria para cima. Nesta noite, Elvis não parece estar fazendo qualquer dessas coisas. Ele estava muito cansado e parecia um pouco agitado. Eu entrei e lhe dei um grande olá. Ele queria que eu jogasse bilhar com ele. Agora eu tinha essas senhoras comigo, mas quando Elvis
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


quer que você faça alguma coisa, você faz. Então eu deixei estas duas pequenas para os outros abutres lá em cima e comecei a jogar bilhar com Elvis.
“Depois de um tempo começamos a jogar parceria com dois outros caras da festa. O humor de Elvis não estava sendo ajudado pelo fato que ele errava as suas tacadas o tempo todo. Como em todos estes casos, fiquei um pouco tenso, sabendo que Elvis pode se irritar nestas situações. O que me deixou mais preocupado foi o fato que havia um monte de gente lá, várias garotas, e eu estava com medo que ele fizesse algo na frente de todos eles.” A intuição de Sonny foi chocantemente precisa.
Por esta altura, Judy tinha ficado um pouco entediada com a festa. O homem que tinha vindo com ela, Sonny, parecia muito ocupado jogando sinuca para tomar conhecimento dela. Ela decidiu partir. “De qualquer forma, Elvis estava prestes a dar uma tacada e a pequena Judy vem descendo as escadas para a sala de jogos.”
Ela chamou-lhe, “Eu acho melhor eu ir embora agora, Sonny. Você pode manobrar o seu carro, por favor? Ele está bloqueando o meu e não posso sair.”
Sonny respondeu, “sim, querida, apenas um minuto.”

Elvis levantou-se lentamente da mesa onde ele estava prestes a acertar uma tacada. “Sonny que diabos ela quer?”
Sonny deu de ombros. “Nada, chefe. Ela só quer que eu manobre o meu carro para que ela possa sair.”
Isso não satisfez Elvis. “Para o inferno, man, você está jogando. Deixe que ela ache outra pessoa para manobrar o maldito carro.”
Judy corou com o embaraço. Ela nunca teve a oportunidade de conhecer Elvis, embora ela o admirasse, e agora aqui ele a mandava par o inferno. Judy respondeu, “Olhe, me desculpe somente não conheço ninguém mais aqui. Por isso eu pedi para Sonny. E Sonny, se você apenas manobrá-lo, eu partirei. Sinto muito incomodá-lo.” Judy parecia que queria pular em um buraco em qualquer lugar. Os olhos de Elvis Presley estreitaram-se, ele se levantou e seus lábios entortaram para trás. Sonny conhecia os sinais.
“Maldição!” Elvis gritou. “Maldição, você não ouviu o que eu disse? Consiga alguém para manobrá-lo.”
Judy já tinha aturado bastante constrangimento e retrucou de volta. “Vá para o inferno você, filho da puta.” que o fez. Aconteceu muito rápido.
“Ele tomou o taco de sinuca na mão,” Sonny lembra. “Então, como se ele lançasse uma lança, ele apenas inclinou-se e jogou-o direto através da mesa de sinuca. Ela não teve tempo de desviar. A ponta do taco de sinuca apontou diretamente em seu corpo. Bateu um pouco acima do mamilo do peito esquerdo. Ela não gritou. Pareceu mais com uma respiração aguda, e ela se contorceu para trás no chão.”
Sonny arremessou-se em volta da mesa onde Judy estava deitada no chão. “Judy, Judy, você está bem, querida?” Sonny estava preocupado. “Ela estava muito pálida. E ela estava lá soluçando baixinho. Seu rosto estava mais branco do que sorvete de baunilha. Eu estava com medo de que algo ruim pudesse ter acontecido. Foi um golpe em tanto.”
Quando Sonny gritou e perguntou a Judy se estava tudo bem, Presley pegou outro taco e respondeu, “Inferno sim, ela está muito bem. Foi apenas uma daquelas quedas dramáticas. Arraste o rabo para fora daqui.”
Sonny apanhou Judy, que soluçava baixinho em seus braços e levou-a para o nível superior da toca, e deitou-a suavemente em um sofá. Um silêncio caiu sobre a festa. Todo mundo parecia estar embaraçado. Elvis chamou Sonny para que ele voltasse para a mesa de sinuca, “ela estava sofrendo,” lembrou Sonny. “A sua cara estava toda contorcida de dor. E ela soluçava. Jesus, eu me senti horrível. Eu falei com ela, tentando acalmá-la. Mas ela estava com dor e estava louca, e eu não a culpo por estar louca.”
Ela olhou para Sonny e repetiu, “Esse filho da puta, por que ele fez isso? Eu nunca fiz nada para ele. Ele não precisava ter feito isso.”
Ela estava segurando o seu peito e chorando. “Puxa querida”, disse Sonny, “Lamento o que aconteceu. Eu sei que ele não quis fazer isso. Foi uma daquelas reações
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


sem pensar, você sabe. Foi o temperamento. Ele não quis fazer isso. Vai dar tudo certo. “Sonny estava com raiva de si mesmo. Aqui ele estava encobrindo Elvis no que ele pensava ser um ato particularmente brutal. Se qualquer outro homem tivesse feito isso na presença de Sonny, ele o teria esquartejado.
“Então,” relembra Sonny, “Ela começou a falar sobre processar Elvis. Eu estava preocupado com isso no fundo de minha mente. Ela tinha cada maldito direito de processá-lo. Eu disse-lhe para não ser boba. Ela devia esquecer isso. Então, eu muito gentilmente disse que ele estava em sua casa, e ela realmente o insultou, e havia muitos amigos em volta como testemunha e logo eu disse, ‘Quem você pensa que eles vão defender?’”
Judy soltava faíscas. “Eu não me importo a quem eles irão defender. Vou processá-lo. Ele merece.” Sonny sentia vergonha de si mesmo. Realmente não era o seu estilo. Aqui estava esta pequena, vítima de uma reação súbita de temperamento sádico, e ele estava tentando convencê-la de não processá-lo.
“Eu não a culparia nem um pouco,” ele diz, “mas eu estava tão próximo de Elvis. Era para mim uma segunda natureza defendê-lo, mesmo quando eu sabia que ele estava muito errado. Fizemos todos, uma lavagem cerebral em nós mesmos naquele modo de pensar.”
Judy levantou-se e partiu. Ela nunca entrou com uma ação.
Sonny voltou à toca depois que Judy partiu. Ele estava com raiva de Presley. Ele fechou a cara para o seu chefe do outro lado da mesa de sinuca, que agora tinha se acalmado e estava, obviamente, se sentido culpado. Ele estava tentando justificar suas ações. De jeito nenhum ele iria admitir que estivesse errado, de acordo com Sonny. “Olha Sonny,” disse ele, “se ela tivesse me batido ou me chamado de canalha ou tivesse me mandado se foder, tudo bem.”
Sonny fez uma careta. “Ei, cara, a garotinha está sofrendo. Não havia necessidade de fazer isso. Ela só queria que eu manobrasse o maldito carro.”
Elvis foi insistente dizendo que ele tinha o direito de fazer o que fez. Então ele disse timidamente. “Bem, man, ela
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


não deveria ter me chamado de filho da puta. Isso não está certo.”
Os médicos informam que um golpe particularmente severo na região sensível da mama pode provocar várias doenças, um tumor, um cisto ou um coágulo de sangue. Logo após o incidente do taco de sinuca, Sonny encontrou com Judy na Strip, em Hollywood. Ela ainda estava muito aborrecida com o que tinha acontecido.
“Pedi desculpas a ela, porque foi um mau negócio e eu gostava bastante dela. Senti-me responsável, porque eu a trouxe para o lugar. Enfim, eu não sei se é verdade ou não, mas ela me disse que o taco de sinuca tinha danificado alguns nervos do peito esquerdo. O mamilo do peito esquerdo tinha ficado mais baixo do que o mamilo do direito. Porra me deixou irritado. Ela era um docinho, uma pequena bem atraente... Filho da puta, que me deixou com raiva.”
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no video a baixo um dos trairas Dave Hebler aparece com elvis em 1974 na escola de karate de ed parker

http://www.youtube.com/watch?v=szM92dl6T5k

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