Elvis 1956


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

livro Elvis What Happened? completo parte 7



continuaçáo do livro Elvis What Happened?

capitulo 8



ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Linda Thompson é mais elegante do que a maior parte das modelos, mais bonita do que a maioria das estrelas de cinema. Ela tem, talvez, mais roupas do que Jackie Onassis e, certamente mais jóias. Ela não deixa de ser mais bonita pelo fato de ter o atraente sotaque sulista deste lado como em E o Vento Levou. Desde que se separou de Priscilla, em 1972, e dependendo dos humores de Presley ela tem estado ligada e desligada, como sendo sua namorada oficial.
Em fevereiro de 1974, Presley acabava de terminar outra temporada no Las Vegas Hilton. Presley, Sonny e Linda estavam no trigésimo andar na Suíte Imperial, que havia se tornado a casa de Presley, quando ele estava em Las Vegas.
Em um determinado momento desta noite, a elegante Linda Thompson estava sentada no banheiro luxuoso e bem equipado da Suíte Imperial. Quaisquer que sejam os pensamentos que estavam passando por sua mente naquele momento, seus devaneios foram bruscamente interrompidos. Repentinamente ela foi surpreendida por uma explosão retumbante. Ao mesmo tempo, um pequeno rasgo no papel higiênico em seu lado direito. Quase simultaneamente, o espelho na parede sobre a porta do armário estilhaçou-se em vários pedaços. Linda recompôs sua roupa e correu para a sala principal. Seu lindo rosto estava pálido. “O que foi isto?” ela gritou. O seu sotaque cadenciado do Sul



ELVIS: O QUE ACONTECEU?


se ausentou decididamente. “O que em nome de Deus foi isso?”
Presley e Sonny se juntaram a Red. Sonny e Red estavam abalados. A única pessoa que parecia estar calma era Elvis. Ele estava deitado em um sofá, à cabeça apoiada em algumas almofadas. Em sua mão direita o contorno familiar de seu revólver favorito, um Savage calibre .22. Ainda fumegante. “Ei, querido está animado agora.”
Presley estava praticando tiro ao alvo. Sonny se lembra do incidente, um dos muitos quando Presley rendeu-se à vontade cega de atirar com as muitas armas de seu arsenal. “Elvis nunca fica sem uma arma,” lembra Sonny. “Geralmente ele carrega duas ou até três com ele. Mesmo quando ele está no palco, ele carrega uma pequena Derringer quatro tiros na parte superior da bota. Ele sempre racionaliza que ele precisa de armas para proteção contra loucos. Bem, eu tenho que admitir, há uma abundância de casos loucos em volta, mas ele tem literalmente dezenas de armas. Ao longo dos anos, ele comprou centenas, estou dizendo centenas. Ele não necessita de tantas armas para se proteger.
“Agora, eu carrego uma arma, e tenho muito respeito por aquilo que uma arma pode fazer. Tomo tanto cuidado quando estou transportando aquela arma como quando dirijo pela auto-estrada de Hollywood, mas Elvis é tão descuidado com elas, que é assustador. Eu não ficaria nem um pouco surpreso se um dia pegar um jornal e ver que Elvis deu um tiro acidental em alguém.”
“Acho que ele estava tentando acertar um interruptor na parede oposta,” diz Sonny sobre aquela noite. “Bem, foi um tiro ruim e ele errou. A maldita bala foi direto através da parede e não acertou Linda por centímetros. Se ela estivesse em pé ao lado do suporte de papel higiênico, teria acertado diretamente em sua perna. Se tivesse mudado de curso ou ricocheteado em alguma coisa, poderia tê-la matado, man. “Naquela noite em especial, Presley fingiu que todos estavam criando um caso




ELVIS: O QUE ACONTECEU?


por nada, mas Sonny sente que intimamente Presley deve ter ficado abalado.
Os tiros por impulso de Presley podem vir a qualquer hora, em qualquer lugar. A sua paixão por armas, juntamente com o tédio doloroso da prisão virtual, fazem-no agir como uma criança travessa. Um brinquedo, mas os brinquedos são armas reais, carregados com balas reais. Uma noite, neste mesmo período Presley e Red West estavam sentados na sala de jantar da Suíte Imperial. Red recorda: “Em cima da mesa há um grande lustre maravilhoso com quinze ou vinte lâmpadas nele. É muito chique.
“De qualquer maneira, Elvis está sentado com os pés em cima da mesa, e parecia algo saído de um filme de Robert Mitchum. Ele saca esta arma – só pode ter sido um Savage calibre .22, se me lembro bem. Enfim, ele simplesmente começa a atirar casualmente nas lâmpadas. Eu não sei quantas vezes ele carregou aquela coisa maldita, mas ele a manteve carregada até que explodiu cada uma das lâmpadas. Havia gesso caindo como louco, e havia buracos por todos os lugares do teto ” A gerência do Hilton Hotel guardou suas reclamações para si, mas eles realmente lhe apresentaram uma conta dura.
É difícil dizer o que faz um homem ficar obsessivo por armas. Presley não tem o menor respeito por elas, embora ele realmente saiba o respeito que elas podem produzir.
Red explica. “Agora, eu não estava lá quando isso aconteceu, nem Sonny, portanto só podemos relatar o que ‘E’ nos disse. Mas parece que foi no início, quando eu estava na marinha. Elvis estava em um bar, ou talvez tenha sido um café ou um restaurante na Lamar Avenue, em Memphis.
“O modo como ele contou havia um marinheiro o incomodando por causa de sua roupa e de seu cabelo comprido. Elvis agüenta isso durante algum tempo, embora ele esteja ardendo por dentro. Enfim, depois de um tempo ele coloca a mão no bolso, mas ele não tem uma arma de verdade, creio que era uma arma de sinal de partida. Ele caminha até o marinheiro,



ELVIS: O QUE ACONTECEU?


e coloca a pistola diretamente em baixo de seu queixo e, de acordo com Elvis – ‘Escute, seu filho da puta, quero que você tome posição de sentido e me chame de senhor.’
“O marinheiro ficou se cagando’ e tomou a posição de sentido. Então Elvis lhe diz, ‘Agora, eu vou lá fora tomar um pouco de ar fresco por alguns segundos e quando eu voltar ainda quero vê-lo em posição de sentido.’ Elvis disse que saiu e entrou em seu carro. Ele diz que deu uma volta em torno do quarteirão, e quando ele passou pelo lugar novamente ele pode ver o marinheiro ainda em posição de sentido. Elvis disse que ficou em sua mente, e ele achava que a arma era um ótimo compensador contra intimidações.”
Em um dia normal, Presley vai se levantar as quatro ou cinco da tarde. Logo depois que ele se levanta, dependendo do seu humor, ele pede um café da manhã gigantesco. Muitas vezes enquanto ele come o pequeno almoço, ele liga o televisor. Por causa do televisor e de seus nervos, seus homens sempre rezam para que não haja nada que o desagrade na televisão.
“Por exemplo,” diz Red, “Elvis não gosta muito de outros cantores, pelo menos aqueles que estão vivos. Ele realmente admira muito Bobby Darin, mas ele faleceu. Geralmente Elvis sempre terá uma critica a fazer em relação a outro cantor. Ele não gosta de concorrência.
“O pior de todos, ele realmente odeia Robert Goulet por alguma razão. Não me lembro se ele já o havia encontrado alguma vez ou se ele tinha visto alguma performance sua ao vivo. De qualquer maneira, uma tarde de 1974, ele está degustando o seu breakfast e aparece Robert Goulet na televisão de tela grande. Muito lentamente, Elvis termina o que ele tem na boca, pousa a faca e o garfo, pega esta grande mother calibre .22 e – boom – explodiu o velho Robert deixando a tela e o aparelho de televisão em pedaços.
“Ele então pousa a .22, pega sua faca




ELVIS: O QUE ACONTECEU?


e garfo e diz: ‘Isso deve ser o suficiente para esta merda’, e então ele continua a comer.
Falar sobre isso agora, em volta de pessoas normais, eu percebo o quão estranho esse tipo de coisa era. Mas no momento, devo admitir, todos nós o apoiávamos. Sempre que ele fazia algo assim, todos nós riamos como loucos e fazíamos disso uma grande piada. Suponho que quando fazíamos isso somente o incentivávamos.
Mas se aquela bala tivesse ricocheteado do televisor e tivesse acertado alguém, não teria sido tão engraçado.
“De fato, uma noite, a bala de uma arma de Presley ricocheteou de um televisor e realmente acertou alguém. Foi em uma suíte de dois quartos no Holiday Inn – ou poderia ter sido o Ramada, eu não sei, ficamos em tantos lugares - mas eu me lembro que foi na auto-estrada em Asheville, Carolina do Norte, e estávamos nos preparando para o show.”
Na sala estava o pai de Elvis, Vernon Presley, e o Dr. George Nichopoulos, médico de Memphis, de origem grega, que costumava viajar com a comitiva para cuidar de Presley.




O Dr. Nick, como ele é chamado, é um homem baixo, de boa aparência com chocantes cabelos brancos e com uma inclinação para bons anéis, pulseiras e relógios, uma preferência que Presley reconheceu com muitos presentes caros. O Dr. Nick tem Presley algumas vezes muito mal em sua vida, tanto física como emocionalmente. Ele faz o seu melhor, nem sempre com êxito, para desencorajar Presley de uma dieta insana que mataria um porco, e exala um interesse claramente paternal no superstar. O filho do Dr. Nick, Dean, é muitas vezes um membro da comitiva Presley; e ele está tão próximo da família quanto possível sem ser um parente de sangue.
“Não me lembro exatamente o que aconteceu,” diz Sonny, “mas pouco antes do show, Elvis sacou um revólver que estava metido em seu cinto e estourou um maldito televisor que estava na sala principal. Mas desta vez a bala, eu acho que calibre .22 passou zunindo em torno do interior da televisão, ricocheteou e saiu novamente.



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Ela zuniu passando perto da cabeça de Vernon e atingiu o Dr. Nick direto no coração.
“Graças a Deus no momento que a coisa bateu no Dr. Nick já estava completamente sem força e simplesmente resvalou em seu terno e caiu no chão.”
Dave Hebler estava no terraço da suíte quando ouviu a arma disparar e veio correndo para dentro. Por essa hora Sonny tinha removido rapidamente o televisor estourado da sala e tinha-o substituído por outro que estava no quarto. Sonny lembra-se que havia seguranças para o show esperando lá fora. Eles começaram a bater na porta querendo saber o que estava acontecendo.
Outro membro da equipe de guarda-costas de Elvis Presley, um homem denominado Dick Grob, ex-piloto de caça das Forças Aéreas dos Estados Unidos e ex-policial de Palm Springs que tinha se juntado a Presley no pessoal permanente da Máfia de Memphis, conversou em particular com os outros guardas e os apaziguou. “Ele lhes contou algum tipo de história e eles foram embora satisfeitos,” diz Sonny. “Não é todo dia que você ouve uma arma disparar quando ela deveria estar lá para proteger a bunda de um superstar. Mais tarde, Elvis deu ao chefe de segurança um relógio de ouro.”
Previsivelmente, o público e a imprensa não tiveram nenhuma idéia sobre o espetáculo extravagante do tiroteio. Isto foi o mais próximo que o saudável Dr. Nick chegou de um ataque do coração. “Sinceramente”, Red acrescenta: “Eu não posso lhe dizer quantos televisores Elvis destruiu com o seu tiroteio. Ele atirava em televisores em quartos de hotel e, em qualquer uma de suas casas. Ele destruiu uma enorme em Graceland, em Memphis, aquela que ele tinha em seu quarto. Ele atirou em outra em sua casa de Palm Springs .”
Ninguém diria uma palavra para ele sobre isso, embora houvesse um tempo em que ele fora chamado para explicar suas ações. A reprimenda veio de sua pequena filha Lisa Marie, de sete anos. Depois de ver um desses quebrado






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ela disse, “Papai por que você atirou na televisão?”
Ele sorriu timidamente e disse, “Ah, querida teve algo nela que o papai não gostou.”
Presley continuaria fazendo compras em lojas de produtos esportivos para armas. Ele as comprava como comprava carros, aos montes. Em 1970, em uma determinada farra em Beverly Hills, para a qual Sonny ainda tem a lista de compras que deu a Kerrs Sporting Goods o melhor negócio que alguma vez já tiveram. Em apenas um mês, ele comprou trinta e dois revólveres, uma espingarda e um rifle. O arsenal incluía os fora de série como o banhado a ouro, .357 Colt python, que custou $1.959 dólares, e um revólver .44 Ruger Blackhawk, também banhado a ouro.no valor de $1.850. O restante variou de $1.000 até $66 por uma Derringer. O custo total das compras foi de $19,792 dólares.




Aquela Derringer de quatro tiros que ele transporta na bota no palco, bem uma noite ela estava o incomodando no tornozelo,” diz Red West. “Elvis simplesmente para entre os números e a arranca fora a vista de todos. Havia policiais por toda a parte. Se eles não viram ou se o público não viu então eles estavam cegos. Ele a colocou no palco ao lado de Charlie Hodge. Charlie simplesmente a arrastou e colocou-a no bolso.
“Uma noite na turnê quando ele estava usando aquela maldita Magnum enorme dele, que tinha voado em um de seus aviões privados para Dallas, eu acho. De qualquer maneira, Elvis tinha dormido o tempo todo e estava de pijama. Ele muitas vezes dorme no avião de pijama e vai direto para a cama do hotel. Mas ele estava carregando essa Magnum no topo do pijama. Ele tinha um casaco por cima de seu pijama, mas o pijama não foi o suficientemente forte para manter esta enorme Magnum. Ela simplesmente começou a cair. Elvis estava cheio de pílulas para dormir, e pareceu não saber o que estava acontecendo. Estávamos começando a sair do avião no aeroporto e quando ele está descendo as escadas do avião a Magnum cai em frente aos policiais que estão por toda parte, e uma multidão





ELVIS: O QUE ACONTECEU?


esperando por ele. Era noite e chovia um pouco e aqui estou eu com uma lanterna à procura desta maldita Magnum. Eu finalmente a encontrei e Elvis simplesmente pegou-a de mim como se tivesse deixado cair um centavo. Sem nenhum cuidado. Nunca saberei como nada disso saiu na imprensa, porque acontecia o tempo todo. Supõem se que há muitos jornalistas afiados em volta, mas nunca pegaram nada disso, e não era difícil averiguar, porque era tão exposto.”
As armas de Elvis, pelo menos aquelas que ele carrega, sempre estão carregadas - mas não totalmente, a primeira câmara está sempre vazia. Sonny diz: “É um hábito que eu tenho. Eu tinha um amigo que deixou cair uma arma. Ela desarmou o cão. De qualquer maneira, ela disparou e acertou o seu coração, matando-o na hora. Agora, depois que isso aconteceu eu sempre me assegurava, quando estava armado fazendo a segurança para Elvis de deixar a primeira câmara vazia, por duas razões. Em primeiro lugar, não quero que me aconteça a mesma coisa, e em segundo lugar, se eu estiver tendo algum problema com os fãs durante um show e minha arma cair no chão, poderia disparar e atingir alguém na platéia, o que seria uma tragédia.”
Presley poderia fazê-lo por esses motivos também, mas de acordo com Sonny, ele tem uma terceira visão. “Elvis sabe o gênio ruim que tem”, diz Sonny. “Num piscar de olhos, tudo pode acontecer. Se ele puxar o gatilho num impulso nervoso, a câmera vazia vai lhe dar o tempo suficiente para perceber o que ele está fazendo.
“Lembro-me uma vez no Memphian Theater. Este é o cinema que Elvis muitas vezes alugava para ele e os rapazes assistirem aos seus filmes favoritos. Havia muitas pessoas naquela noite. Então, ele foi até o banheiro. Ele parecia estar ali há algum tempo. De qualquer maneira, um dos caras – não era um membro regular, apenas um amigo, de qualquer maneira, ele começou a bater na porta gritando, mas de uma maneira jocosa. Não me lembro quem era,




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mas adivinho que ele não era alguém tão próximo a Elvis. De qualquer maneira, Elvis grita, ‘Ok, man, ok’.
“Mas esse cara continua batendo na porta, que era uma forma idiota de agir como ele saberia muito em breve.
“Ao que parece, Elvis esguichou, ‘Maldição!’ ele gritou assim que saiu pela porta, ‘Quem você pensa que é, filho da puta?’ Com isso, ele sacou sua arma, apontou-a diretamente para o tipo e puxou o gatilho. Jesus, graças a Deus, não tinha uma bala na câmara, caso contrário, ele teria estourado a cabeça do homem sobre seus ombros.”
Quando o tédio se apoderava de Elvis em uma de suas muitas mansões, o lugar pareceria um estante de tiros. Ele tem sido conhecido por pegar uma arma ou um rifle e começar a atirar e fazer um inferno completo. Mesmo quando ele não estava em um estado de excitação devido aos seus remédios prescritos, ele passava horas com todos os tipos de práticas de tiro ao alvo. Um passatempo favorito em especial era encher a piscina com balões ou lâmpadas e atirar até que a piscina se tornasse um cemitério de borracha estourada e vidros quebrados. Isto em si provavelmente pode ser atribuído ao tédio e, possivelmente, foi apenas marginalmente perigoso. “Mas”, diz Red, “o que foi realmente selvagem era quando ele dispararia suas armas em uma via pública.”
Red e Sonny West e Dave Hebler estiveram com Elvis em literalmente dúzias de ocasiões quando a estrela ficava enfurecida, simplesmente porque outro carro o ultrapassara. Muitas vezes ele tem todos os motivos para ficar zangado. As carradas de espertinhos colando no carro dele e gritando insultos e fazendo gestos obscenos. Mas outras vezes, houve pilotos que, sem perceber que o motorista era Presley passavam por ele na estrada. Quando isto acontece, mexe com a ambição infantil de Presley de ser policial. Ele perseguirá o condutor e gritará para ele encostar, e exibirá um de seus muitos distintivos policiais que ele coleciona





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como alguns garotos colecionam bolinhas de gude, e dá ao motorista errante um sermão.
“Ele acredita que ele é a lei,” diz Dave Hebler. “Você tem que colocar isso em perspectiva, no entanto. No círculo de entretenimento, ele tem todo o direito de ser a lei. Ele é mimado, ele é uma indústria que capitaliza um monte de dinheiro para muita gente. Isso pode ser até certo ponto entendido. Mas ele perde a realidade. Porque quando ele sai do seu mundo e entra no mundo real, ele não consegue diferenciar um do outro.
Ele ainda acredita que está no comando. Mas ele é como uma realeza isolada, como o Imperador do Japão ou a Rainha da Inglaterra. Apesar de sua origem humilde, ele não teve contato com o mundo exterior por muitos anos. É um caso genuíno de ser um Howard Hughes. Elvis não sabe quanto custa uma fatia de pizza no centro de L.A. Ele não sabe quanto um americano médio paga por uma camisa. Ele é afastado de tudo isso.
 
 
 
 
“Agora, quando alguém passa por ele em um carro indo a setenta milhas por hora, ele diz, ‘Quem ele pensa que é? Para fazer isso? Ele não pode correr,’ embora Elvis ande a toda velocidade o tempo todo como um louco. È como se alguém tivesse tentando se apoderar de seus privilégios especiais. Prometo a vocês, man, é um estudo muito interessante. Ele não tem absolutamente nenhum auto controle, portanto pega a arma e atira. Como um menino que pega uma pedra e a joga pela janela sem nenhuma razão real além do fato de ela estar ali, Elvis pegará uma arma e a detonará.”
“Eu honestamente não posso acreditar que ele sempre está se divertindo com as armas, pois ele é sinistro... No geral, eu acredito que ele é como um menino travesso incontrolável.”
Dave se lembra de um exemplo perfeito. Ele estava dirigindo ao longo da Elvis Presley Boulevard do lado de fora de sua mansão Graceland, em Memphis. Era o verão de 1974, em uma noite agradável e quente pouco antes do pôr do sol. Dave dirigia pela estrada de Graceland. Ele diminuiu a marcha quando chegou perto do portão, porque
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


a estrada estava lotada com a quantidade normal de fãs que mantêm a vigília 24 horas.
“Só depois”, diz Dave, “eu notei um carro estacionado contra o muro de Graceland.
Em cima dele uma lata de cerveja. Agora, quando vi a cerveja pude pensar instintivamente: Oh-oh prática de tiro ao alvo, de Elvis, em seguida imaginei ele não faria isso do lado de fora do maldito portão e na frente dessas pessoas. Uma porra que ele não fez. Ele sacou rapidamente uma arma inclinou-se para fora e – Blam, tentou derrubar a lata de cima do carro. Ele não a acertou por um centímetro. Ele xingou. Quase morri. E se um repórter dissesse alguma coisa sobre o incidente? Pois bem, ele não parecia se preocupar exceto eu. Man, isso é pura imprudência, é loucura.
“Eu fico nervoso em volta de alguém que não trata uma arma com o mesmo cuidado que você trataria uma cascavel. Perdi o meu olho porque algum louco bastardo se descuidou com um rifle de ar. Após o incidente da lata de cerveja, Elvis somente riu, e colocou a arma na cintura e seguimos em frente. Nas casas de Elvis, ou onde quer que ele fique hospedado, você poderia querer descansar em um sofá e de repente você está sentado em uma arma perdida. Aconteceu uma vez com Sonny, a arma estava no meio entre duas almofadas. Ele sentou e aponta do cano pegou diretamente no rabo dele. Man, isso é loucura pura negligência. Há crianças por vezes vagueado em torno desses lugares.”
 
 
 
 
Deve ser dito que as armas de Presley são legais, e estão todas licenciadas. Ele se preocupa em ajudar as agências de policia em todo o país. Não é a intenção de ele tê-los ao seu lado para que lhe quebrem qualquer galho; é só – segundo os rapazes West e Dave Hebler – que ele é fascinado pela função policial. Ele é obcecado pela autoridade que um uniforme de polícia ou um distintivo dá. Ele irá a extremos para obter esses emblemas de autoridade. Há muito tempo foi emitido para ele um distintivo legitimo de xerife de Shelby County, Memphis.
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


De fato, todos os seus guarda-costas, incluindo Red, Sonny e Dave possuem distintivos legítimos de xerife do condado de Shelby. Mesmo o seu médico George Nichopoulos, tinha um.
Presley arranja estes distintivos através de seus contatos no departamento do xerife. Estes não são distintivos honorários; eles são distintivos legítimos que permitem ao portador carregar uma arma. Os titulares destes emblemas são ligados e segurados, como um agente de policia regular. “Creio que ele tem emblemas policiais, de xerifes da metade dos estados da União,” diz Sonny. “Se uma organização de policia local lhe oferecer um distintivo honorário, ele perde o interesse. Se não puder adquirir o verdadeiro, ele não o quer em absoluto, ele ignora quem lhe oferece algo que não tenha peso real.”
 
 
 
 
Presley é um amigo próximo do Xerife Bill Morris do Condado de Shelby, um policial aplicado que não pode ser culpado de estar lisonjeado por ser amigo de Presley. Presley comprou para Morris uma Mercedes nova em folha, mas, para ser justo com o Xerife, foi um presente espontâneo sem segundas intenções.
Sonny diz: “O Xerife foi nocauteado pelo presente. Ele é um homem muito bom. Muito honesto, muito duro, mas como todo mundo, ele é humano também, e está impressionado com Elvis, como todos nós estávamos.”
Sonny recorda que no começo de 1971, o Xerife Morris providenciou para Presley e Sonny irem a National Sheriffs’ Conference Building em Washington. “Elvis ficou muito impressionado por isto,” diz Sonny, “ombro a ombro com os melhores policiais do país. Começou nisto. Quando chegamos a Washington fomos muito bem tratados pelos federais, que foi um grande grupo de rapazes. Eles realmente nos deram um tratamento de tapete vermelho. Levaram-nos para o Edifício federal e nos mostraram os arquivos e as exposições de todos os crimes da história. Foi como passar por um museu, e tanto ‘E’ como eu ficamos interessados. Seqüestro, homicídio, assassinatos, havia todos os tipos de exposições e arquivos. Foi fascinante.
“Agora, antes de entrarmos no Edifício Federal,
 
 
 
 
 
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os Federais que nos apresentavam o lugar perceberam que estávamos carregando armas. Como é a regra, eles muito educadamente pediram para desfazermo-nos delas.
“Tirei o meu coldre do ombro e tranquei-o na mala do carro. Eu achei que Elvis não estava armado porque ele não fez nenhum movimento. Eu deveria saber. De qualquer maneira estamos atravessando essas exposições e coisas e Elvis quis ir ao banheiro. Os Federais entram no banheiro conosco. Como é usual Elvis sempre entra em uma cabine. Ele nunca ficará ao seu lado no banheiro quando você está urinando; ele sempre entrará na cabine. Então, quando ele sai da cabine eu e dois Federais esperamos por ele. Elvis debruça-se para amarrar o seu sapato, ou algo assim, e uma .25 automática cai no chão de ladrilhos e emite um ruído. Deus, meu coração parou. Ali estavam esses caras do FBI, prontos para nos levar para umas férias forçadas. Eles gentilmente nos pediram para tirar nossas armas, porque há regras que eu compreendo e respeito plenamente.
“Bem, Elvis olha para essa arma no chão e a apanha calmamente e a coloca em seu cinto. Ele apenas sorri, como um garoto para os agentes do FBI, e os Federais sorriem de volta. Ele simplesmente os encantou e eles não disseram uma palavra. O velho Elvis, quando ele irradia o encanto, ele pode trapacear alguém.”
 
 
 
 
 
continua...........
 

livro Elvis What Happened? completo parte 6



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Capítulo - 7


Nos últimos vinte anos, a adoração por Elvis Presley superou em muito a de qualquer outro artista do século XX. De acordo com uma pesquisa de opinião pública, seu primeiro nome, Elvis, ganhou mais reconhecimento do que qualquer nome inteiro no mundo todo. A adoração ultrapassou em muito a de Valentino, Frank Sinatra e os Beatles. Em provento puro, Elvis Presley superou em muito os três talentos combinados. Nada menos do que 350 milhões de discos vendidos, um feito impressionante. O Guinness Book informa que ele teve mais discos de ouro (127) do que qualquer outro artista na história da indústria fonográfica.
Se há algum segredo do seu sucesso fenomenal, é que ele é o único artista que a qualquer momento pode apelar para as crianças de dez anos como para seus avôs. Não existe uma faixa etária em especial obcecada por Elvis Presley, ele atravessa todas as faixas etárias, todos os grupos econômicos, étnicos e nacionais. O nome “Elvis” é bem conhecido em Tóquio, como em Berlim Ocidental ou Johanesburgo.
Além do talento que levou Elvis a esta posição, em primeiro lugar, a maior parte de sua apelação tem a ver com a imagem que ele projeta. Em um mundo que transgride tradições sexuais, Presley hoje é o sonho de toda mãe como filho, o sonho de cada menina adolescente de um irmão mais velho,




ELVIS: O QUE ACONTECEU?


o sonho da moça do amante gentil e perfeito. Presley está ciente de sua imagem, e ele a alimenta, isolando-se da imprensa, evitando entrevistas e aparições públicas que não sejam suas performances.
Dentro do seu círculo intimo de amigos e entre os outros artistas, ele é igualmente cuidadoso com sua imagem. Quando uma jovem alegou que Presley era o pai de seu filho, ele não fez como tantos outros artistas teriam feito: ignorar o fato ou pagar-lhe alguns milhares de dólares para deixá-lo. Ele lutou até que qualquer resquício de desconfiança fosse apagado da mente de seus fãs.
Presley é de imensa sensibilidade e inteligência. Quando encontra alguém de fora do seu circulo íntimo ele é o mestre da abordagem o Dale Carnegie para fazer amigos e influenciar pessoas. Consciente de que as pessoas esperam que um artista de sua envergadura seja algo fenomenalmente diferente, ele avança com tanta humildade quanto o tempo e as circunstâncias permitam. É desarmante.
Naturalmente, como qualquer outro ser humano, Presley tem seus altos e baixos, seus dias de alto astral e seus dias de depressão. Red West e Sonny West, como muitos da Máfia de Memphis, podem a qualquer momento falar de forma extravagante e excessiva sobre a esmagadora generosidade de Presley - e no momento seguinte relatar francamente sobre o que acreditam ser uma compulsão obsessiva, como uma criança egoísta Presley nunca apenas gosta de alguém, ele ama ao ponto da sufocação. Ele não somente não gosta de alguém, ele tem uma rara capacidade de odiar com uma paixão impressionante. Moderação nunca esteve no dicionário de Elvis Aron Presley.

Dave Hebler era um recém chegado ao redil. Red e Sonny costumam dizer que poucas pessoas poderiam ter sobrevivido a uma centena e trabalhado em tantos empregos como Dave Hebler. Denomine um trabalho e Dave Hebler em seu passado diverso já o fez. “Eu lembro que minha mãe,





ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Willy, que ainda vive em Massachusetts, sempre teve medo que eu acabasse na rua com um copo na mão,” diz Dave. Quando ele conheceu Elvis Presley, em 1972, muita infantilidade do cantor tinha desaparecido. O grupo de rapazes da Máfia de Memphis estava assistindo a mudanças irreversíveis na personalidade de Elvis Presley. Mas Dave não tinha base para comparação.
O encanto de Presley tinha o mesmo impacto em Dave, como nos fãs e pessoas intimas. Mesmo nas suas primeiras reuniões com Presley nos tatames do karate, primeiro no estúdio de karate de Ed Parker, em Santa Monica e depois em seu próprio estúdio de karate em Glendora, quando Presley parecia afligido por alguma doença, o encanto o acertou como um ciclone. “Sejamos realistas”, diz Dave, “Eu pensei que ele foi à melhor coisa que eu já havia conhecido. Esse cara não precisava me bajular. Mas de qualquer modo ele tinha aquele encanto, ou talvez fosse um jeito de me fazer sentir importante num momento que eu precisava me sentir importante.
“Talvez agora, eu vejo isso mais claramente, mas não há como fugir disto. Eu nunca havia conhecido – nem antes nem depois – nem lido, nem ouvido falar, que um homem poderia desarmá-lo totalmente com generosidade e encanto no que parecia ser de amor espontâneo, como poderia Elvis Presley. Hoje eles usam a palavra carisma. Bem, Presley tinha de sobra em caminhões. Ele pode andar em uma sala sem dizer uma palavra e a iluminar. Depois aprendi que ele pode andar naquela mesma sala e enchê-la de violência e jogo de nervos. Ele pode manipular as suas emoções como nenhum ser humano que já conheci. De repente você sente que esta conduzindo sua própria vida em uma série de altos e baixos a cargo de seus altos e baixos.”
Sem conhecimento de Dave Hebler, Elvis Presley, após seus dois primeiros encontros com Dave sobre os tatames de karate, havia lhe dado o seu selo de aprovação. Dave era ideal para um intimo de Presley. Ele era quieto, respeitoso, boca fechada






ELVIS: O QUE ACONTECEU?


e ele se submeteu a Presley de uma maneira que Elvis admirava. Dave também estava em apuros, e estava falido. Em tempos posteriores Dave percebeu assim como Red e Sonny, que este era um requisito importante para ficar ao lado de Presley.
Aproximadamente duas semanas após a primeira reunião de Dave com Presley, no outono de 1972, Dave estava em uma reunião de karate liderada por Ed Parker. “Estávamos conversando sobre a organização de alguns torneios”, Lembra Dave. “Parker era um ótimo organizador. Fizemos planos de conseguir algum dinheiro para a arte. Parker conhecia muitas pessoas, e se alguém pode fazer algum trabalho, é Parker. Ele é um cara inteligente, sem falar de sua habilidade. Enfim, como a reunião terminou, Ed mencionou casualmente que estava indo à casa de Elvis. E se eu gostaria de ir? Diabos, sim, eu amaria.”
Dave não sabia até então, ninguém simplesmente vai ver Presley. Ele faz as coisas com muito mais planejamento do que as pessoas pensam. Ele nunca é espontâneo quando se trata de conhecer pessoas. Ele pensa nele, com quem quer estar perto, e então age. Isto não é porque Presley seja um planejador nato, longe disso, mas porque, fora do entretenimento, ele tem muito pouco para ocupar o seu tempo. Entre os momentos inebriantes de entreter um público insano, há períodos muito longos de tédio. Se Presley tem um desafio a cumprir está tudo bem. Mas em 1972, ele não tinha muitos desafios em sua vida. Uma das razões por que ele trocava de carros como homens trocam de meias é que não havia absolutamente nada fora do seu ambiente de trabalho que fosse do seu interesse. Carros, mansões, mulheres, objetos, amigos, todos eram brinquedos para quebrar a monotonia de um rei no exílio. Assim, nos últimos sete ou oito anos, quando o tédio tornou-se um pedágio para Presley, ele colocou grande esforço em coisas menores. Se alguma vez houver uma mudança de plano, que afeta a ele ou sua comitiva, ele fará uma reunião em grande escala para discutir



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o problema, não importa o quão pequeno, da mesma maneira que um presidente de banco vai discutir a crise orçamental.
Dave Hebler tinha sido objeto de uma dessas reuniões. Seu talento, personalidade, posição financeira e sua habilidade no karate tinham sido discutidas com a finalidade de sua introdução como confidente em potencial.
“Elvis tinha tomado uma simpatia imediata por Dave,” Sonny lembra. “Então naquela noite ele realmente disse a Ed Parker que o trouxesse a casa. A visita foi concebida.” Presley na época estava morando em outra mansão em Beverly Hills, em Monovale Road 144. Era uma bela propriedade ao estilo das verdadeiras estrelas de cinema.
Dave retoma a história. “Elvis estava lá sentado calmamente com os rapazes. Charlie Hodge, o seu guitarrista rítmico estava lá. Sonny e sua esposa, Judy estavam vivendo na casa com Elvis. Era uma noite fresca e tranqüila. Como de costume eu não falei muito. Elvis fez um gesto para mim e me levou para o exterior da unidade. Havia carros por todo o lugar. Mercedes, Rolls, Cadillacs. Parecia um showroom de carros de luxo. No meio de tudo isso estava à bela, brilhante, preta Stutz Blackhawk. Ufa, que carro! “Elvis estava extremamente orgulhoso desse carro. Ele sorriu para Dave e o levou até lá. Ele bateu no carro de forma paternal e disse, “Este me custou quarenta mil, Dave. Acredite em mim, man, é um puta carro.”
A noite estava clara e úmida, e após mais algumas palavras, Presley disse, “Ei, quer dar um passeio? Vamos pule aí e vamos dar uma volta.” Ed Parker tinha saído para se juntar a eles. Presley sentou no lugar do condutor. Parker sentou-se ao seu lado e Dave sentou-se atrás deles. Sonny e Charlie Hodge os seguiram em uma Mercedes. Presley acelerou o carro. Ele ronronou para fora da unidade como uma pantera. Sonny e Charlie seguiram atrás, e eles saíram em um tour, apenas para seu deleite. “Era cerca de meia noite”, diz Dave, “e não fomos a nenhum lugar em particular, e embora



ELVIS: O QUE ACONTECEU?


não houvesse muitos carros em volta, somente sua visão causava um verdadeiro impacto. Em Hollywood naqueles tempos não havia muitas Stutz.
“Então, naturalmente, Elvis foi altamente reconhecido. Havia carros fazendo retornos por todas as partes. Outros carros avançavam velozmente com pessoas para fora da janela com a boca abeta. O trafego da meia noite enlouquecia. Foi então que percebi o quanto esse cara não podia fazer um passeio de forma simples sem se transformar em um motim. Ele era o tipo de cara que simplesmente gostava de entrar num carro e dar uma volta pelos arredores, como qualquer outro rapaz. Mas isso foi negado a ele, e embora eu tivesse ficado impressionado com toda a ação, não pude ajudar, mas sinto pena dele, mesmo tendo um carro de quarenta mil dólares e todo o resto. Foi inútil. Ele teve que virar e voltar para casa. “Chegamos ele se sentou e ficou por ali.”
Depois de mais um bate papo, Ed Parker calmamente chamou Dave de lado, “Dave, nós temos uma coisinha aqui para discutir, um pequeno problema. Gostaria de saber se você poderia nos dar licença um minuto. “Dave tomou a sugestão óbvia e saiu para uma sala adjacente, ligou uma enorme televisão a cores fechou a porta e sentou-se tranquilamente enquanto o grupo no interior da outra sala discutia o seu negócio.
“Eu estava sentado na toca,” diz Dave, “quando a porta se abre e Elvis entra.” Dave ele sorriu e disse, “Dave eu queria saber se você poderia ajudar numa questão.” “Claro, qualquer coisa,” Dave respondeu. Presley continuou, “Nós temos um problema aqui.” Dave estava apreensivo, era a segunda vez que ele ouvia a palavra problema.
“Francamente,” diz Dave, “eu pensei que ele tinha problemas com alguns caras ou que alguns caras tivessem ameaçando Elvis, portanto contataram Parker e eu. Eu estava pronto para qualquer coisa.”
Presley guiou por gestos Dave até a porta. “Aqui está o problema...





ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Presley abriu a porta da frente. Dave esperou com apreensão. Ele ia enfrentar um homem com uma faca ou o que?
“Agora”, disse Presley, apontando para a fila de carros, “este maldito carro está bloqueando a entrada, e queria saber se você pode levá-lo daqui para sempre.” A mente de Dave deu uma sacudidela. Ele não estava certo do que ouviu. Elvis queria que ele colocasse esse carro para fora, esta Mercedes Benz deslumbrante? Sobre o que ele falava? Presley acenou para Charlie Hodge, pegou o molho de chaves de suas mãos, e depositou-os na palma da mão de Dave. “Vá em frente,” disse ele, “leve-o, man. É seu.”
Dave empalideceu. “Sobre o que você está falando? Quero dizer, o que está acontecendo? Perdi alguma coisa?”
“É seu, man,” repetiu Presley. “Estou lhe dando este maldito carro. É seu.”
“O que? Você está zombando de mim. É algum tipo de piada? Quero dizer...”
Quando Presley finalmente o convenceu que estava lhe dando uma Mercedes 280 SL de dez mil dólares, Dave se sentia como se tivesse sido atingido por uma machadinha no crânio.
“Eu me lembro, que cai em seus braços e o abracei e suspirei, ‘Você quer dizer... Elvis, man, o que posso dizer, você é como uma mãe. Quero dizer, man, Jesus, obrigado. O que posso dizer? Obrigado, obrigado... um milhão de vezes.” Dave se lembra que ele ficou bastante emocionado, e uma lágrima ou duas pode ter escorrido de seus olhos.
Com que freqüência alguém visita alguém e sai com um carro de dez mil dólares? Foi um pouco demais para Dave. Elvis agiu como se tivesse doado um clipe de papel. Ele sorriu e disse calmamente, “Ei, man,divirta-se.” Então, ele vagou para dentro e subiu para descansar.
De volta dentro da casa, Dave soube que o carro tinha sido originalmente comprado para Charlie Hodge, mas Presley havia decidido ali em cima da hora dá-lo para Dave, então ele disse a Charlie Hodge




ELVIS: O QUE ACONTECEU?


“arrume a papelada e arranje um novo”, - que significou a compra de um novo carro as três da manhã. Isso assombrou Dave, mas não foi nada para os outros rapazes naquela noite.
Charlie Hodge fez uma chamada telefônica para o Sr. Gold, vendedor de Mercedes em Hollywood, e em alguns minutos depois das três da manhã. “Eles o levaram em casa,” diz Dave. “Então, Charlie combinou com Sr. Gold, quero um Mercedes 450 SL imediatamente.” Dave virou-se para Sonny e, ainda confuso, disse, “Sonny veja o que Elvis fez, man? Ele simplesmente me deu uma Mercedes. “Sonny levantou os olhos. Ele não poderia ser julgado se parecia um pouco desligado. Ele tinha visto aquela cena uma dúzia de vezes.
“Oh, sim, eu sei, grande”, foi à única resposta. Então ele acrescentou, “Charlie apenas está encomendando um novo agora por uma questão circunstancial.” Dave olhou interrogativo. O que é isso? Ele pensou. Todos esses caras são loucos? Dois carros, dois carros de luxo, duas Mercedes Bens, todos comprados antes do café da manhã. Isto é uma viajem.
Antes do amanhecer, Charlie Hodge tinha a sua Mercedes nova.
“Elvis fez muitos negócios com o Sr. Gold”, diz Sonny. “Claro, que ele ia sair da cama e arrumar toda a papelada se pudesse contar com esse tipo de negócio. Vendedores de carros devem ter sempre esses problemas.”
Os meninos tinham pedido um pouco de comida Chinesa e comemoravam na madrugada enquanto o rei dormia lá em cima. “Eu me lembro que estava tão animado que eu queria comer a minha comida Chinesa no carro.” Dave nunca tinha comprado um carro novo. A sua forma de condução agora era um reluzente Mercedes.
“Isto significou algo a mais para mim,” lembra Dave. “Eu tinha me separado de minha esposa, e havia um trauma por causa das crianças. Eu me senti muito deprimido durante algum tempo.
“Eu tinha deixado meu trabalho e estava quebrando a cabeça





ELVIS: O QUE ACONTECEU?


para pagar as minha dívidas e coisas assim. De repente isso. Enquanto dirigia para casa estava nas nuvens pensei talvez isto seja a luz no fim do túnel. Talvez isto seja o começo de algo novo. Talvez agora venham alguns instantes de descanso, talvez seja o começo de uma nova era..”
Dave tornou-se um visitante regular da casa de Monovale Road, embora ele visse Presley só ocasionalmente. Elvis apareceria na toca, saudando-os, seria muito educado e desapareceria. Ele jamais mencionou o presente exótico a Dave. Foi um presente e não devia mais ser comentado. Toda vez que Dave via Elvis, ele seria muito caloroso. “Ola, Dave, como vai, man? È bom vê-lo.” Dave via muito mais Sonny e Red. “Quero dizer, Elvis não é a espécie de pessoa que você pode chegar ao bar da esquina e tomar uma cerveja. Então, realmente eu me tornei muito mais próximo de Sonny e Red, e Elvis teria sempre um caloroso olá cada vez que me via. Eu não queria parecer um parasita. Nem sempre queria estar aos seus pés.” Assim durante os próximos meses, ele tinha uma relação “fácil vêm fácil vai” com Presley.
Então, na primavera de 1973, Dave deveria ajudar Presley de uma maneira que era importante para o superstar. Isso aconteceu no campeonato de karate estadual da Califórnia em São Francisco. Os alunos de karate de todos os cantos dos Estados Unidos e de outros países tinham-se reunido. Na época, de fato, o maior torneio de karate do mundo.
“De Los Angeles fui para lá com Ed Parker,” lembra Dave, “e muitos dos meus alunos. Estávamos todos muito excitados. Era o maior momento do ano para todos os interessados em karate. Elvis estava chegando para assistir ao torneio. Um homem chamado Ralph Castro promovia o evento.
“Quando chegamos à cidade na noite de sexta-feira, notamos que havia anúncios nos jornais de que Elvis Presley estaria no torneio em pessoa. E na entrada da arena






ELVIS: O QUE ACONTECEU?


havia uma grande faixa na marquise que dizia, Elvis Presley em pessoa. Não pensamos em nada naquele momento, mas causou uma enorme confusão. Fomos para Hyatt House, onde Elvis ficava. Encontramo-nos com Joe Espósito e Jerry Schilling.”
Schilling é um homem de boa aparência, um atleta, foi estrela na Memphis Catholic Schools. Ele se mantém em forma impecável e é um devoto da alimentação saudável. Ele é um garoto de Memphis e membro leal da Máfia de Memphis. Mas Schilling e Presley tinham suas diferenças. Schilling, juntamente com Sonny, Red e Dave, eram alguns dos muitos membros da comitiva. Na política ele parecia seguir uma linha liberal, e ele muitas vezes ofereceu argumentos convincentes nas longas sessões de política que os rapazes tinham com Presley.
Schilling foi o primeiro a admitir que Presley tivesse sido generoso com ele em relação aos presentes materiais. Mas, quando irritado, Presley costumava referir-se a Schilling como “aquele filho da puta.” Além disso, Schilling era católico. Presley havia feito muitas contribuições para diversas instituições de caridade católicas, mas, de acordo com os garotos West, ele considerava o Catolicismo um ramo perigoso do cristianismo. Apesar disso, Presley o manteve por perto. O relacionamento enfrentou muitas tempestades antes de Schilling deixar a comitiva.
Depois naquela noite, lembra Dave, alguém mencionou a Presley o fato dos jornais noticiarem que ele estaria no torneio em pessoa.
“Repentinamente, o inferno se instalou,” lembra Dave. “A noticia tinha chegado até o Coronel Tom Parker, e ele pulou como louco sobre ela.
“Eu não sabia sobre a confusão, e então alguém se dirigiu a mim. Ao que parece o acordo consistia que Elvis tinha que se apresentar em Lake Tahoe dentro das próximas três semanas. Havia uma cláusula no contrato que dizia que ele não poderia aparecer publicamente num raio de mil quilômetros no prazo de trinta dias antes do seu show em Tahoe. Agora o Coronel Tom Parker






ELVIS: O QUE ACONTECEU?


um dos empresários mais difíceis do mundo. Ele dirige um negócio extremamente difícil. Mas uma vez que ele dá a sua palavra ela é lei. Ele espera que todos cumpram a sua parte, e ele tem a maldita certeza que faz a sua parte. Se ele quisesse, ele poderia ter dito a Elvis para ir em frente e sentar na primeira fila e saudar a audiência. Isto os teria satisfeito. Provavelmente, estaria bem. Mas o velho não queria ninguém lhe dizendo que Elvis apareceu em uma demonstração de karate e que isto constituía uma aparição pública. Ele não ia dar um motivo para dizerem que ele quebrou sua palavra. Ele é obcecado por dar um aperto de mão em um negócio ou dar a sua palavra. É lei, e é por isso que ele tem tanto valor em um mundo cheio de enganadores.
“De qualquer maneira, a ordem veio: ‘Arranquem a faixa.’ E a ordem também proibia Elvis de aparecer no torneio. Elvis ficou muito decepcionado. E para mim foi apenas mais um caso em que ele não podia apreciar as coisas simples da vida. Agora, ninguém sabe ao certo quem colocou a faixa promocional indicando que Elvis estaria lá. Acho que foi apenas entusiasmo excessivo por parte de alguém.
“Mas onde eu estava o consenso consistia que a culpa era de Ed Parker, se a culpa era dele ou não. De qualquer maneira, durante algum tempo Ed Parker esteve queimado com Elvis.” Havia ainda um problema: Quem iria subir lá e dizer a dez mil praticantes de karate que Elvis não estaria lá?
“Bem,” diz Dave, “Eu peguei essa tarefa para mim. Subi em uma escada de mão e puxei a faixa. Então veio a parte difícil. Eu tive que ir em frente aqueles dez mil homens brutos e dizer-lhes que Elvis não estaria lá. Parecia como se havíamos os enganado, e, francamente, apesar de todos serem inocentes, parecia o contrário.







ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Enfim, levantei-me e fiz o anúncio. É uma sensação de abandono estar diante de dez mil rapazes, cada um deles muito hábel com suas mãos e pés, e dizer-lhes que todo aparato promocional foi um erro. Assim que estou fazendo o anúncio, os caras atrás de mim, organizadores do evento, começam a dizer, ‘Prossiga Dave, estamos lhe dando cobertura. Se alguém fizer um movimento em sua direção nós o apanharemos’ (todas às vezes rindo).
“Isso me fez sentir bem. Estava tudo bem para aqueles caras, mas era eu quem estava fazendo aquele anúncio. Eu realmente estava preocupado que um motim acontecesse. Houve muitas vaias, e eu finalmente disse a multidão, ‘Calem a boca; viemos aqui para apreciar o bom karate. Agora se alguém quer o seu dinheiro de volta, simplesmente vá até o guichê.’ Bem, eles ficaram calmos como cordeiros, e para meu grande alivio apenas quatro pessoas pediram o seu dinheiro de volta. Graças a Deus não houve tumulto no guichê, ou realmente as coisas teriam naufragado.”




Quando Ed Parker esteve queimado com Elvis por causa do ocorrido, Dave não sabia, mas ele também estava queimado. “Era o tipo de culpa por associação. Provavelmente Ed não sabia também, porque desde então ele ajudou Elvis com vários trabalhos relativos à segurança, mas ele estava sendo tratado friamente.”
Tanto Sonny como Red falaram com Elvis sobre Dave, dizendo-lhe que ele tratou o que de outra maneira poderia ter sido uma má publicidade para o próprio Presley. Elvis agiu como se ele soubesse o tempo todo. “Vocês me subestimam,” ele lhes disse. “Eu sabia que tipo de homem é Dave Hebler no instante que o conheci. Posso ver essas coisas muito antes do que outras pessoas possam. Eu sabia que seria Hebler quem lidaria com isso. Porque vocês acham que eu lhe dei um carro, então?”
Era um comentário típico de um homem que acredita sinceramente que tem poderes sobrenaturais, uma comunicação especial com o passado, futuro e com Deus. E, embora pareça grotesco, Red West não está totalmente convencido de que Elvis não possua tais poderes.






ELVIS: O QUE ACONTECEU?


“Um monte de coisas são muito loucas”, diz Red, “mas não posso deixar de acreditar que há algo especial sobre Elvis. Francamente, eu acredito em um monte de coisas que ele faz e o mesmo ocorre com Sonny. Eu vi algumas coisas estranhas acontecerem com aquele homem, e não posso achar que todas são coincidência.”

Quando Dave foi bem vindo novamente na casa de Presley. Ele vinha principalmente para ver Sonny e Red, mas muitas vezes passaria para ver Presley. Naquela etapa não houve nenhuma sugestão para que Dave trabalhasse para Presley.
Em julho de 1974, Dave e Red West estavam trabalhando no gramado da frente da casa em Monovale Road 144, em alguns movimentos de karate. Red estava aprendendo com Dave. De repente, do nada, Dave ouviu um grito horripilante de uma janela aberta. “Olhei para cima e vi Elvis me acenando. Eu gritei para ele e acenei de volta,” lembra Dave. “Poucos minutos depois, como Red e eu ainda estávamos trabalhando lá fora, Elvis apareceu na porta da casa. Ele tinha um grande sorriso em seu rosto, que era muito usual quando ele me cumprimentava nesses dias. “O que foi notório era o que Elvis estava segurando em suas mãos. Uma metralhadora Thompson muito letal.
“Elvis apontou-a para mim,” lembra Dave, “e gritou, ‘Rat-tat-tat-tat-tat ... com certeza vence o karate, hein, Dave?’”
Dave sorriu levemente e disse, “Com certeza, Elvis.”
“Ali estava um cara com uma enorme metralhadora de merda”, diz Dave, ainda hoje, mostrando alguma surpresa. “Quero dizer, me diga, onde é que o cara adquiriu aquela maldita metralhadora gigante,” Era selvagem.
Red responde, “Eu acredito que a arma veio de Chicago e que nunca havia sido utilizada. Isso é tudo o que eu sei, honestamente. Ele freqüentemente a transportava por toda parte junto com o maldito M 16. Quando você tem jatos fretados e coisas assim, você não tem que passar tudo pela segurança.







ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Além disso, a maior parte do tempo Elvis viajava em aviões de sua propriedade, portanto não iriam apreendê-las. Então, ele não tem que passar por aqueles portões eletrônicos que detectam armas.
“Agora, por sermos do Sul, todos nós sempre estivemos muito próximos de armas, você cresce com elas. Mas Elvis é absolutamente excêntrico em relação a elas. Ele compraria um arsenal se tivesse a chance. Ele é estranho sobre as armas quero dizer bizarro, man. Como não se mete em problemas, eu não entendo.”






continua............

livro Elvis What Happened? completo parte 5



continuaçáo do livro Elvis What Happened?


Capítulo - 6


O último ano de Elvis na Humes High School não foi muito diferente de seus últimos anos na escola. Muito pouco sobre ele foi especialmente notório, além, é claro, de sua aparência. Seus professores se lembram dele como um aluno médio que, por pouco não se graduou.
A sua vida em Memphis havia sido apenas marginalmente melhor que a vida em Tupelo Mississippi, onde nasceu o gêmeo sobrevivente de um parto que quase matou sua mãe, a ex-Gladys Smith. A sua vida anterior foi vivida em grande miséria quase a mesma experiência de pobreza dos negros destituídos no Sul rigidamente segregado daqueles dias.
Em 1948, quando Elvis tinha treze anos seu pai Vernon Presley, decidiu que era hora de deixar a pequena casa – espingarda – em Tupelo. A grande cidade fronteiriça pode permitir a possibilidade de salários mais elevados e a chance de uma vida melhor. Ele arrumou todos os pertences em um Plymouth verde e numa noite a família foi para Memphis.
Vernon Presley não encontrou o sucesso em Memphis. Ele realmente arrumou um emprego na United Paint Company, embalando latas por menos de cinqüenta dólares por semana. Gladys ajudava com o trabalho de meio período nas fábricas de costura, em seguida, em cafés e restaurantes, como ajudante de enfermeiras no St. Joseph’s Hospital.




ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Se as condições de vida no retângulo branco minúsculo em Tupelo foram ruins, a vida não melhorou na nova casa, uma estrutura com três quartos em um complexo de concreto sem graça, onde a água e a energia elétrica se alternavam, ora um ora outro. Era parte de um sombrio projeto habitacional financiado pelo governo federal, chamado Lauderdale Courts, especialmente concebido para os sulistas pobres. Certa vez, descobriram que a renda combinada de Gladys e Vernon excedia o limite de duzentos dólares por mês permitido para os moradores do projeto, mas de alguma forma eles escaparam do despejo.
Red e Sonny West cresceram em projetos semelhantes de habitação a uma milha de distância, Hurt Village e Lamar Terrace. “Com certeza tinha o nome certo,” Red recorda, “porque as pessoas que ali viviam sofriam. Se você faturasse mais de duzentos dólares por mês em qualquer um desses projetos, você tinha que sair. Era como se considerassem que duzentos dólares por mês era dinheiro demais para que você pudesse viver em um projeto habitacional federal. Bem, acho que não perdi muitas refeições, mas com certeza adiamos muitas. Éramos pobres e assim era Elvis.”
 
 
 
 
 
Como a maioria das crianças transplantadas em uma nova cidade, Elvis fechou-se em uma concha de timidez e acanhamento. Tudo que lhe faltava em amigos na rua, Gladys Presley mais do que compensou com sua atenção e afeto. Presley disse que ele muitas vezes quis ir até o riacho local com os outros meninos do projeto, “mas Mamãe não me deixava. Ela nunca me deixava fora de sua vista. Eu costumava ficar chateado quando era pequeno. Mas depois comecei a perceber que foi tudo porque ela me amava muito.” Foi como se Deus tivesse dito a Gladys Presley, profundamente religiosa, que a morte do gêmeo de Elvis, Jesse Garon, foi um sinal do céu para dobrar o seu amor e vigília sobre Elvis.
A senhora Faye Harris foi amiga dos Presley quando eles viveram em Tupelo. “Gladys achava que Elvis foi à maior coisa que já lhe acontecera,” a Sr. Harris recorda, “e ela o tratava daquele jeito.
 
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Ela cultuou aquela criança desde o dia que ela nasceu até o dia da sua morte. Ela sempre o manteria em casa ou, quando o deixava sair para jogar, estava sempre olhando para fora para ver se estava tudo bem. E onde quer que ela fosse- se ia visitar alguém ou mesmo até a mercearia, ela sempre levava o seu menino junto.”
Apesar dos dólares apertados, os pais de Elvis fizeram tudo que podiam para fazer com que ele se sentisse melhor do que um monte de crianças que conviviam com ele na escola. O seu Natal e os presentes de aniversário sempre foram melhores ou mais caros do que o de seus amigos. Como resultado, Elvis poderia ser considerado uma criança mimada, certamente em comparação com as crianças que cresceram com ele. Quando Elvis tinha quatorze anos, ele queria uma bicicleta de Natal. Os Presleys não podiam pagar. Mas eles conseguiram economizar doze dólares para um violão. Com algumas lições de seu tio, Vester Presley, Elvis logo foi capaz de tirar os principais acordes.
“Elvis não toca violão, além dos acordes rítmicos”, diz Red West. “A maioria das pessoas pensa que ele é um perito, o que ele não é. Ele não lê uma linha de música, também. Embora, quando ele está cantando, ele sabe o que está fazendo. A música flui naturalmente nele. Ele nunca teve uma aula de piano, se quer, mas ele pode tocar um número com habilidade surpreendente. Mas existem guitarristas muito melhores do que ele por aí, o que é engraçado, porque aquele violão é a sua marca registrada, e a maioria das pessoas acha que ele é fantástico nisso.”
Enquanto Red West, na adolescência, praticava para se tornar um triturador de ossos, no campo de futebol, Elvis ficava em casa, praticando o seu violão e começou a desenvolver a voz na First Assembly Church of God, uma estrutura minúscula, frágil na Adams Street, em Tupelo.
Red recorda Presley dizendo-lhe em uma dúzia de ocasiões que sua mãe se lembrava dele com três anos de idade escorregando de seu colo em um culto na igreja
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


e indo até o coro. Lá a sua pequena voz tentaria acompanhar o canto. Deu-lhe o primeiro contato com a música e permaneceu com ele. “As pessoas sempre estão comentando sobre como ele adquiriu a sua capacidade natural,” diz Red. “Aquele pequeno filho da puta cantava uma porra naquela igreja em Tupelo. E quando ele tinha cerca de nove anos ele iria cantar em trio junto com sua mãe e seu pai. Hoje em dia, o velho Vernon pode jogar a cabeça para trás e cantar uma música infernal. Ele é um grande cantor. Vernon pode estar caminhando pela casa cantarolando, particularmente uma música gospel, como ‘Where No One Stands Alone.’ Sua voz esta tão boa, às vezes você parará o que está fazendo para escutá-lo. Então ele ficará constrangido e se apagará. Mas Elvis herda a maior parte de sua habilidade do velho homem... e a propósito, ele deve grande parte de sua boa aparência a ele também.”
Mais tarde em Memphis, ele vagaria pela parte da cidade dos negros, a famosa Beale Street, e escutaria o lamento do blues negro. A influência foi tão forte que as pessoas diziam que as primeiras gravações de Presley soavam como uma voz negra dentro de um corpo branco, uma referência que nunca agradou Presley. Ele tinha idéias definidas sobre negros, assim como com Católicos e Judeus.
 
 
 
 
 
Se Elvis foi protegido - Red West relembra que uma vez Gladys jogou mantimentos em uma criança que estava ameaçando bater em seu filho - ele foi, no sentido mais amplo, “um bom menino.” Red coloca desta forma: “Ele simplesmente adorava os fundamentos de sua mãe. Para ele ela foi mãe, amiga, uma grande irmã mais velha, todas em uma. Quero dizer, ela era a sua vida. Se alguma vez ele falasse sobre sua família, ele nunca falaria na família como um todo. Sempre seria sua mamãe e eles indo à igreja, ou a mamãe e ele indo ao cinema. Era como se ela fosse a única em toda a família, e o resto esteve apenas ao lado. Era como que, mesmo depois que ela morreu. Ele ainda falava sobre ela como se ela estivesse viva.”
No último ano escolar de Elvis, Red não o viu muito, além
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


de tirá-lo de encrencas ou um ocasional olá nos corredores – exceto na classe de carpintaria, dirigida por um professor chamado Sr. Hiltpole. Foi lá que Red viu o lado mais selvagem de Elvis. “E isso significa”, diz Red, “ele ocasionalmente lançava chapas de madeira em lutas com outros jovens quando o Sr. Hiltpole estava fora da sala. E isso era o mais selvagem que ele conseguiu. Ele era um jovem bastante tranqüilo.”
Elvis Presley, salvo os cabelos longos, taxado como altamente esquecível em uma escola que media o seu quociente de respeito, se você estivesse no topo de sua turma, ou se você podia enfrentar um cara grande. Elvis realmente não conseguia lidar com nada disso, então não havia lugar para ele na história da Humes High School, até a metade do seu último ano.
“Um dos grandes eventos do ano era o show de variedades da escola,” Red recorda. “Era composto por cerca de trinta atos. O diretor, o velho T.C. Brindley, era duro e rude por fora, mas por dentro ele tinha um bom coração. A idéia por trás do show de variedades era criar um fundo para arrecadar dinheiro para a escola. Durante o ano, se alguma criança não tivesse dinheiro para ir ao baile da escola ou comprar algum equipamento para o futebol, você ia até o velho Brindley e se a sua miséria fosse legítima, o fundo do show de variedades cuidaria de tudo para você.
A pessoa que dirigia o show era uma professora de história que lecionava para Elvis. Eu acho que ela sempre teve um fraco por Elvis porque ele era sempre tão educado com ela. Eu me inscrevi no show. Eu tocava trompete em conjunto com um violão e baixo. Foi um grande dia e estávamos todos muito nervosos. Não me dei conta dos outros, porque estava tão concentrado.”
As regras do concerto consistiam em quem conseguisse o aplauso mais alto seria dado à honra de um “bis” e seria declarado o vencedor. Red
 
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


recorda que tinha acabado o seu ato, quando ele teve o choque de sua vida, vendo Elvis subir no palco com seu violão. “Para falar a verdade, nunca pensei que ele teria coragem de subir lá na frente das pessoas. Sua coragem simplesmente nunca me impressionou. Eu nem sabia que ele cantava, foi uma surpresa.”
Elvis arrastou os pés timidamente para o palco. Sua timidez, no entanto, foi compensada pelo seu topete elaboradamente penteado e emplastado de vaselina e uma camisa vermelha brilhante. Então, aconteceu. Elvis colocou um pé sobre uma cadeira para atuar como um suporte, e ele começou a tocar pesadamente a melodia de “Old Shep.” Então ele chicoteou uma canção rápida, e logo uma balada. Red West sorriu. “Diabos, você sabe, enquanto Elvis cantava as canções de amor, havia uma professora de idade chorando?
E havia outras professoras, que tinham lágrimas em seus olhos. Quando ele terminou o seu show as garotas estavam extasiadas, elas aplaudiram e aplaudiram. Elas simplesmente enlouqueceram. Ele era o vencedor fácil. A princípio Elvis somente ficou lá, surpreso como o diabo. Ele parecia estar espantado, pela primeira vez em sua vida alguém, que não era de sua família, realmente gostou dele. Eu nunca saberei realmente quando Elvis foi mordido pela minha suposição que aconteceu logo em seguida, a Humes High School. Enfim, ao que parecia ele havia encontrado uma maneira de fazer os estranhos gostarem dele.
 
 
 
 
“Ele ainda anseia por aquele dia que o público gritava e gritava por ele. Claro, é o mesmo para a maioria dos artistas, mas com Elvis penso que o leva de volta ao tempo da escola onde foi à única vez em que ele se sobressaiu. Eu vi naquele dia. Tímido como era ele tinha uma magia definitiva no palco. Após o show, ele pareceu voltar a ser o velho e ordinário Elvis. Mas no palco ele tinha o controle.”
Red continua. “Mais tarde, quando ele adquiriu um pouco mais de confiança ele começou a sentir, ele realmente sabia como manipular o público. Ele sabia exatamente como acertá-los com melodias rápidas que os chicoteavam
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


ele sabia exatamente quando bater neles com canções de amor e baladas. Se a audiência não se acendesse imediatamente, ele usaria todos os truques do negócio. Até lhe direi de um tempo mais tarde quando ele de fato comprou o público que era demasiado tranqüilo. Ele conquistava-os então os chicoteava até que perdiam o controle.”
Durante os últimos seis meses de escola, Elvis se tornou um sucesso instantâneo nas festas da escola. Apesar de sua timidez, ele muitas vezes chegaria com seu violão batido a tira-colo em seus ombros. Ele ia para um canto da sala, mas logo os jovens o pressionariam e ele os brindava com uma canção. Depois que Elvis se formou, no entanto, suas ambições estenderam-se ao que sua aparência sugeria um motorista de caminhão. Ele conseguiu um emprego na Crow Electric Company dirigindo um caminhão a $ 1, 25 por hora. Ele daria a maior parte do dinheiro para sua mãe pagar as contas domésticas. Com Elvis fazendo quase cinqüenta dólares por semana, a família Presley pôde dar ao luxo de sair de Lauderdale Courts para um apartamento um pouco mais limpo e maior na Lamar Avenue. O pouco dinheiro que guardava para si, ele ocasionalmente fazia compras na Lansky Brothers especializada em calças rosa choque e ternos amarelo limão com os ombros tão grandes que o usuário teria que passar de lado através das portas se quisesse evitar o contato com os batentes.
 
 
 
 
Nos anos posteriores, Presley freqüentava costureiros famosos como o Sy Devore e Nudies, onde ele costumava pagar quatro mil dólares por um terno gold lamé. E mesmo em 1974, ele ocasionalmente visitava a Lansky Brothers e escolhia algo que gostava. “Eu me lembro quando ele tinha cerca de dezessete ou dezoito anos,” um dos proprietários, Bernard Lansky lembra. “Ele chegava e pressionava o nariz contra a vitrine, como se fosse uma loja de doces. Ele não tinha dinheiro. Agora ele vem e compra o lugar inteiro. Ele nunca se esqueceu de nós. Não há nenhuma presunção naquele homem.
 
 
 
Você conhece algumas pessoas que subiram na vida e nunca voltam para lhe dizer olá. Não Elvis. Ele sempre tem uma palavra para você.”
Em seu último ano na escola Red manteve-se jogando futebol, e Elvis continuou a dirigir um caminhão. Ocasionalmente se encontravam e apenas um olá, isso era tudo. Elvis estava feliz como motorista de caminhão, extremamente feliz, e ele tinha a expectativa de trabalho constante. Mas a ambição de cantar nunca ficou fora de sua mente.
 
 
 
 
 
 
Na rota do caminhão de Elvis ficava a Sun Recording Company, uma pequena gravadora dirigida por um homem genial chamado Sam Phillips, cujo sonho era um dia colocar o seu nome no mapa, começando algo novo “um novo som”.
Entre os serviços realizados pela Sun a gravação foi à ferramenta que ofereceu ao público a possibilidade de “gravar o seu próprio disco.” Por quatro dólares qualquer um poderia entrar e gravar uma mensagem de aniversário, uma canção de aniversário, ou qualquer coisa que quisesse. Uma tarde de sábado, Elvis vagueou pelos arredores da Sun Recording carregando o seu violão no ombro. Naquela tarde em particular, a secretária da Sun, Marion Keisker, dirigia o estúdio. A Senhorita Keisker, uma mulher entusiástica que sempre estava à procura de novos talentos para dar uma mão amiga, era uma “ex- Miss Rádio de Memphis.” Se Marion Keisker não estivesse de plantão naquela tarde de sábado em 1954, Elvis Presley ainda poderia estar dirigindo um caminhão hoje. Possivelmente tanto como o coro na First Assembly of God Church em Tupelo como o fato de Gladys e Vernon Presley terem comprado um violão de doze dólares para ele, Marion Keisker deve ser creditada na ajuda de gerar o fenômeno conhecido como Elvis Presley. O próprio Presley certamente pensava assim. Diz Red West: “Uma coisa tenho que dizer sobre Elvis, ele nunca se esqueceu daquela senhora. Ele diria a revistas e jornais toda a história sobre como começou. E todas as histórias tinham Sam Phillips como o homem que descobriu Elvis. Bem, Elvis me disse não sei quantas vezes
 
 
 
 
 
que Marion Keisker foi realmente quem fez o trabalho. Ela foi aquela que guardou o seu número de telefone, e era ela quem sabia que Sam estava procurando um branco que soasse como um negro. Agora Elvis tinha o respeito de Sam, mas ele me dizia: “Se não fosse por aquela senhora, eu nunca teria um começo. Aquela mulher era a única que acreditava. Foi quem me empurrou. Com certeza Sam tinha o estúdio, mas foi Marion que fez isso por mim.’”
 
Elvis Presley, um rapaz chocantemente bonito de dezoito anos, não percebendo que estava prestes a pisar no primeiro degrau de uma escada que o levaria as alturas e o deixaria sem fôlego, tão alto que seria o artista mais bem pago da história. Ele jogou seus quatro dólares na frente de Marion Keisker e disse que queria gravar um disco de presente. Não surpreendentemente, o presente era para sua mãe. A primeira canção foi “My Happiness”, um número que ficou famoso com The Ink Spots. O outro lado foi um número chamado “That’s When Your Heartaches Begin.” Por alguma razão a Senhorita Keisker decidiu gravar parte do primeiro lado e todo o segundo lado. Havia algo vagamente interessante na voz do jovem Presley. Ela queria que seu chefe ouvisse.
Sam Phillips ouviu a gravação com um interesse brando, ele raciocinou, pode ser o que ele estava procurando um branco que podia cantar como um negro. Phillips trouxe o garoto para o estúdio para algumas sessões, mas realmente não podia decidir-se. A voz tinha algo errado. Havia muita ausência. Depois de várias tentativas, Sam Phillips tinha dúvidas se Elvis Presley, afinal, seria a grande esperança branca.
Mas Phillips era um homem bondoso. Ele decidiu dar uma chance a Elvis uma possibilidade junto com dois rapazes locais fazendo o acompanhamento para ele, o guitarrista Scotty Moore e seu vizinho Bill Black, um baixista. Eles ajudaram a compor um grupo local.
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


chamado Starlight Wranglers. Depois de fazer algumas canções rápidas, tanto Scotty como Bill ficaram marginalmente impressionados com o talento do novo rapaz. Possivelmente o problema naquele momento era que Elvis Presley não estava cantando da maneira como ele queira cantar, ele cantava de uma forma como pensava que queria cantar.
Uma tarde, quando Presley, Scotty e Bill estavam juntos no estúdio apenas bebendo coca-cola e não fazendo nenhum verdadeiro progresso, Elvis pegou o violão e começou um estilo livre, lamuriando “That’s Allright, Mama,” do compositor negro Arthur Crudup. Scotty e Bill pegaram o ritmo, estilo Jam session. De repente, Sam Phillips saiu correndo da cabine de gravação, como se estivesse sendo perseguido por um touro enfurecido. Presley lembra que naqueles primeiros números do início parecia que ele estava batendo em um balde vazio, mas Sam Phillips gritou-lhes: O que eles estavam fazendo, continuem fazendo! Tinha encontrado o acorde perdido. Este era o som que ele estava procurando.
 
 
 
 
Sam Phillips gravou “That’s Allright Mama” e começou a empurrá-lo para os disc-jockeys. Muitos dos peritos locais tinham suas dúvidas sobre a gravação – era 1954, e o Sul estava longe de ser integrado. Elvis parecia perigosamente negro.
Apesar das dúvidas, a gravação vendeu sete mil cópias, um número bastante respeitável para Memphis naqueles dias. Foi feito com a ajuda de um disc-jockey popular chamado Dewey Phillips, nenhuma relação com Sam, que tinha um programa chamado Red Hot and Blue na estação WHBQ. Sam Phillips pressionou Dewey a tocar “That’s Alright, Mama”
Dewey Phillips, já falecido, lembrou uma noite, quando “Toquei quinze vezes a gravação. De repente, as chamadas telefônicas e os telegramas começaram a despencar na estação. Todo mundo queria saber quem era o novo rapaz. Eu queria fazer uma entrevista com Elvis,
 
 
 
 
 
Agora, neste momento, muita gente pensava que Elvis era negro. Falei com Vernon, pai de Elvis, que disse que ele estava no cinema, logo abaixo no Suzore Number Two Theater. Eu disse a Vernon para levar o seu garoto até a estação. Pouco tempo depois, Elvis entra correndo na estação.”
Dewey disse a Elvis que iria entrevistá-lo. Elvis respondeu que não sabia nada sobre ser entrevistado. Entre as perguntas que Dewey tentou enfatizar uma foi onde Elvis tinha estudado. “Eu queria perguntar isso porque muita gente pensava que ele era negro,” disse Dewey. Humes era lírio branco. Finalmente Dewey agradeceu e disse adeus. Decepcionado, Elvis perguntou se ele não seria entrevistado. Dewey respondeu que o microfone esteve aberto o tempo todo. Ele havia sido entrevistado. Dewey recorda: “Ele começou a suar frio.”
Red West lembra-se da música e da entrevista também. “Eu disse para mim mesmo, caramba! Elvis Presley realmente chegou lá. O cara que estudou comigo agora esta no rádio.”
 
 
 
 
Red é claro estava no seu último ano da escola. Era o início de outono de 1954. Ele e seus companheiros estavam levando o futebol seriamente. A equipe estava pronta para enfrentar o seu rival, Barllet, através da cidade. Red estava embarcando no ônibus escolar com sua equipe, comandada pelo técnico Boyce, o homem que tão tenazmente se opôs ao comprimento do cabelo de Elvis. “Eu estava prestes a entrar no ônibus, quando observei Elvis andando no sentido oposto. Ele estava prestes a entrar num Lincon cupê batido. Era verde com cerca de dez anos. Sua Mamãe e seu Papai tinham comprado para ele. Era difícil para eles pagar por ele, mas isso lhe da uma idéia do quanto o amavam para juntar esse dinheiro. Poucos rapazes de sua idade, dezenove anos penso eu, tinham um carro próprio. Não mesmo.”
Para Red o protocolo do herói do futebol foi invertido neste momento. Uma vez que era para o tímido Elvis que Red se dirigia.
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Agora era Red quem acenava e gritava em saudação: “Oi, Elvis.” Red lembra, ele estava vestido com uma jaqueta de vaqueiro preta e branca com calças pretas. “Elas eram verdadeiramente apertadas. Enfim, ele acenou de volta para mim. Fiquei impressionado. Como em Memphis naquela época se você estivesse no rádio, era como ser uma estrela de cinema. Elvis era uma celebridade. Ele era grande.” Quando o ônibus saiu, Elvis seguiu a equipe até Bartlett.
“Notei que Elvis estava passando o tempo calmamente à margem, apenas assistindo debaixo de uma árvore, muito tranqüilo. Eu estava tomando banho e um dos rapazes me disse que Elvis estava lá fora. Sequei-me e saí para dizer olá.” Red lembra que a aparência de Elvis tinha melhorado drasticamente. Ele tinha encorpado, e seu rosto já não era agredido pela acne. Seus cabelos estavam devidamente aparados, embora ele ainda parecia muito ultrajante, ele parecia ter perdido aquela olhar delinqüente, e havia indícios reais de uma boa aparência.
Elvis parecia muito satisfeito em ver Red. “Oi, Red, como vai você? Bom jogo, man. Red estava satisfeito com sigo mesmo e com a forma calorosa e acolhedora de Elvis.
“Ei, man, parabéns. Hey, você está tendo muito sucesso. Ouço a sua música por todas as partes. É muito boa. Você é uma estrela.”
Apesar de seu sucesso, Elvis sorriu timidamente. Ele ainda estava um pouco admirado com Red West. Era como se Red fosse o tipo de cara que Elvis queria ser. “Certo, então”, diz Red, “Elvis era o tipo de cara que eu queria ser.” Eles atravessaram o campo em direção ao carro. Quando
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


chegaram ao Lincon verde batido, Presley disse, “Hey, pule aí, man, vamos dar uma volta.”
“Claro que sim,” Red respondeu. “Bem, o que você tem feito?”
Presley parecia um pouco inseguro. Não houve nenhuma menção as encrencas que Red o havia livrado. Então, repentinamente Presley disse, “Hei, porque você não aparece uma noite? Talvez no fim de semana. Se você não estiver fazendo nada, vá a qualquer hora que quiser.”
A agenda social de Red West não estava exatamente cheia. “Diabos, sim, man, com certeza. Parecia muito divertido.” Logo em seguida, talvez Elvis não soubesse e talvez Red não soubesse, mas a partir daquele momento até julho de 1976, quando a amizade começou a desmoronar, Red foi o companheiro de Elvis, protetor e amigo, o homem que zelou por ele do mesmo modo que seu irmão gêmeo poderia ter feito se tivesse sobrevivido.
“Eu dei muitas risadas, muitos momentos bons com Elvis”, diz Red. “Também muitos momentos difíceis com ele. Elvis modificou-se ao longo dos anos, infelizmente... Mas cada vez mais amei o filho da puta, e talvez ainda o faça.”
 
 
 
continua...........