Elvis 1956


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Sun Records




Sun Records foi o nome de quatro gravadoras,sendo a quarta,a mais famosa.Situada em Memphis,Tennessee,ela foi fundada por Sam Phillips,em 27/03/1952.Pela Sun,se lançaram,Elvis,Carl Perkins,Johnny Cash,Roy Orbinson e tantos outros.
Sam amava o Blues e queria que o ritmo fosse ouvido pelo público branco.Foi o engenheiro de som e tambem produtor,Jack Clement quem descobriu Jerry Lee Lewis,enquanto Sam viajava pela Flórida.
O som dos artistas da Sun Records ajudaram e influenciaram muitos músicos,ajudaram a formar a base da pop music americana,alem de formar muitas bandas.
 
 
 
 
 
 No verão de 1953,Elvis foi ao estúdio gravar um acetato para dar de presente a Mãe.Sam não estava e Marion Kreisker,secretaria o recebeu e perguntou se ele imitava alguem e o que iria cantar ao que ele respondeu:"Eu não me pareço com ninguem"
 Intrigada com a resposta,na hora da gravação,Marion aproveitou e gravou para si,um pedaço do acetato,tendo uma musica completa e a outra pela metade.
 
 
 
 
 
 
A segunda música gravada do outro lado do acetato foi "That's when your heartaches begin"tambem do Ink Spots.Anos mais tarde,Sam mudou a declaração,afirmando que era ele atras da mesa de gravação e não Marion,alegando que ela não sabia operar a mesma.
 
 
creditos de foto e testo a amiga dalva amaral e ao blog elvismania

Os Sapatos de Elvis



elvis tinha verdadeira paixáo em se vestir bem adorava roupas coloridas e chamar a atençao onde passava e tambem adorava sapatos veja aqui algumas fotos de calçados usados por elvis ou ispirados em elvis








estas sáo botas que elvis começou a usar durante os anos 70






como pode se notar elvis sempre adorou se vestir muito bem e seu estilo de roupas sapatos e cabelos virou moda, mudo a fora .........

creditos de fotos a amiga dalva amaral  e ao blog elvismania

Elvis em DVD:Return to Splendur

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Nova versão maravilhosa de um dos vídeos o primeiro a conter material raro 8 milímetros.Atualizado com imagens remasterizadas de Elvis, em vídeos com soundboard bônus, e um menu interativo faz deste dvd um cult.


Este DVD exclusivo apresenta 8 filmes mm de Elvis no palco e fora dele no final dos anos 1960 e durante os anos em turnê em 1970.
Return To Splendour nos leva de volta para ver Elvis tocando ao vivo em Las Vegas, Nova York, Havaí e muitos outros lugares nos EUA durante a década de 1970.
Return To Splendour também leva você de volta para o Houston Astrodome, em 1974, onde Elvis eletriza uma platéia de 88,000 pessoas em dois dias
Os comentários são de Anne E. Nixon em detalhes sobre as performances de Elvis e os jumpsuits que ele está usando.
Cinqüenta minutos surpreendentes que nenhum fã de Elvis simplesmente não pode viver sem conhecer!



O DVD contém os seguintes capítulos:
Elvis tocando ao vivo no International Hotel em Las Vegas, NV. Agosto,
1969/Elvis tocando ao vivo em Kansas City, MO. 15 de novembro de 1971/
Elvis tocando ao vivo em Detroit, MI. 11 set 1970
Elvis tocando ao vivo em Wichita, KN. 19 jun 1972
Elvis tocando ao vivo vestindo uma peça em dois ternos Las Vegas, NV. Agosto de 1972
Elvis tocando ao vivo durante o show matinê em Honolulu, Havaí, 18 de novembro, 1972
Elvis tocando ao vivo durante o show da tarde em Seattle, WS. 29 de abril de 1973
Elvis tocando ao vivo durante o show à noite em Seattle, WS. 29 de abril de 1973
Elvis tocando ao vivo em Columbus, OH. 25 jun 1974
Elvis tocando ao vivo vestindo o terno Aloha Águia durante o verão de 1973
Elvis tocando ao vivo no Houston Astrodome, em Houston, TX. 03 de março, 1974/Elvis deixando seu hotel em Houston, março 1970
Elvis tocando ao vivo durante a turnê de Março de 1974. Data desconhecida
Elvis tocando ao vivo durante o show à noite em Charlotte, NC. 9 de março de 1974
Elvis tocando ao vivo vestindo um terno de duas peças durante a turne de Maio de 1975
Automóveis que circulam em torno da casa de Elvis em Bel-Air, Elvis saindo e voltando para seu hotel em Charleston, WV. Antes e depois do show da tarde, 12 de julho 1975/Elvis deixando na mesma data para o show da noite / Elvis embarcando num avião, Abril, 1972/Elvis embarcar no avião Lisa Marie em Kansas City, MO. 22 de abril de 1976/Elvis deixando a Lisa Marie avião em San Diego, CA. 24 de abril de 1976/Elvis embarcando no avião Lisa Marie em Long Beach, CA. 26 de abril de 1976 / Elvis embarcando no avião Lisa Marie em Tulsa, OK. 05 de julho, 1976/Elvis embarcando em um avião de hélice, em Syracuse, NY. 26 de julho de 1976/Elvis embarcando no avião Lisa Marie em Kansas City, MO. 19 de junho de 1977
Elvis tocando ao vivo no Madison Square Garden, em Nova York, NY. Junho de 1972.
Fonte: King-elvispresley.com


creditos a amiga dalva amaral

livro Elvis What Happened? completo parte 9



continuaçáo do livro Elvis What Happened?

capitulo 10



Até o final de 1955 ainda não havia ofertas de milhões de dólares no horizonte, mas para Elvis Presley, o cantor, e Red West, o ajudante, o ano tinha sido muito divertido. O pai de Elvis tinha assinado um contrato com o disc jockey Bob Neal (Presley tinha apenas vinte anos, menor para um contrato desse tipo), e Presley estava na estrada com o guitarrista e pianista Scotty Moore, o baixista Bill Black, e o baterista D.J. Fontana. Eles eram chamados de Blue Moon Boys.
De Bob Neal, Red diz: “Ele era um bom rapaz, honesto e franco. Ele parecia estar mais por diversão do que por dinheiro. Ele era um cara bastante engraçado que poderia ter feito comedia stand-up, se tivesse se empenhado para isso. Às vezes Bob sairia e aqueceria a multidão antes que Elvis e os rapazes avançassem.”
O jovem Presley estava no circuito com alguns nomes bastante pesados do momento. Hank Snow, Webb Pierce e Eddy Arnold eram os top do momento. Elvis e outro rapaz chamado Johnny Cash estavam chegando rápido. Presley havia lançado um segundo disco chamado “Good Rockin Tonight”, e enquanto não incendiava o país, os redatores da Billboard, a bíblia da música na época, sabiam soletrar o nome de Elvis Presley sem ter que perguntar.


Os big boys, em Nova York não tinham ouvido falar dele, mas Nashville sabia quem ele era, e que estava bastante bem, no momento. Foi só por volta dessa época que Elvis Presley fez uma das grandes mudanças de sua vida jovem. Ele largou seu emprego como motorista de caminhão e de agora em diante ele era Elvis Presley, cantor. Os sofisticados de Nova York e os esnobes de L.A., ainda falavam sobre o country and western e a “música caipira”, com um bocado de escárnio. Mas no Sul e Sudoeste, o country and western fazia muito dinheiro.
“Elvis, de um modo tranqüilo, estava bastante confiante que iria se fazer,” diz Red. “Ele não fazia idéia de quão grande ele seria. De qualquer maneira ele largou um emprego estável como motorista de caminhão, foi um passo muito grande. Elvis era muito otimista, mas naquele tempo havia centenas de jovens vagando com violões em busca do sucesso.
“Ele nunca disse isso, mas tenho certeza que ele tinha muitas dúvidas sobre mergulhar de cabeça e deixar o seu emprego definitivamente. Ele estava sempre preocupado em ganhar dinheiro para ajudar o seu pai e a sua mãe.” Red recorda, no entanto, o jovem Presley estava muito bem “no circuito.” Ele era querido por caras como Hank Snow, Webb Pierre, Eddy Arnold e Johnny Cash, embora, como em qualquer profissão, eles estavam muito conscientes da concorrência, que ele podia representar no futuro. “Acima de tudo, eles estavam se divertindo, e ele era um bom cara para estar.”
Típico do tipo de coisa que fariam foi uma viagem para Nashville em 1955. “Costumávamos fazer coisas no calor do momento. Como desta vez que fomos a Nashville. Chegamos lá sem dinheiro. Naquele tempo havia um grupo muito famoso conhecido como Mother Maybelle and the Carter Sisters. June Carter, então casada com Carl Smith, mas agora felizmente casada com Johnny Cash, era uma garota muito doce do Sul. Ela sempre tinha um olá caloroso para nós. Uma vez ela fez um show em algum lugar com Elvis, e ela disse algo como, ‘Se alguma vez você for a Nashville nos visite.”
“Bem, seguimos a sua sugestão.


Quando chegamos a Nashville, de qualquer maneira tínhamos perdido o endereço. Enfim, descobrimos onde ela morava e fomos de carona até o local. Bem, June não estava em casa. Parece horrível hoje, mas naqueles dias as coisas eram diferentes. Forçamos uma janela e invadimos a casa. Não demos à mínima. Era um belo lugar. Então, ficamos na casa.
“A primeira coisa que aconteceu é que ficamos com fome, portanto vou até a cozinha para arranjar algo para comermos. A cozinha era fantástica. Ao redor da cozinha havia belas panelas de cobre e caçarolas. O que eu não sabia era que elas foram especialmente compradas num antiquário e as malditas valiam uma fortuna. Enfim, eu preparo alguns ovos com bacon nestes recipientes. Eu não podia entender porque de repente eles derretiam. Arruinei-os completamente. Não prestamos qualquer atenção, a gente só queria comer. Bem, nós enchemos nossa barriga, e como um par de ursos decidimos dormir um pouco.

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“Nós estávamos como um cachorro cansado e sujo. Então, subimos a escadaria desta bela casa e procuramos uma cama. Bem, completamente vestidos e sujos, apenas nos jogamos nesta grande cama de casal no quarto principal e dormimos. Dormimos como bebês a noite toda. June Carter e suas irmãs estavam em um show fora da cidade. E seu marido Carl Smith, estava em outro lugar. Aproximadamente às nove horas da manhã seguinte eu ouço uma voz e alguns movimentos. Carl, o marido de June tinha voltado para casa. Primeiro ele vê a janela arrombada, então ele vê as panelas e caçarolas estragadas e a cozinha suja. Era como Cachinhos Dourados e os três ursos. Quem invadiu a minha casa? Quem comeu a minha comida? Quem destruiu a minha cozinha? E quem está dormindo na minha cama? Estou impressionado que ele não tenha pegado uma espingarda.
De qualquer forma ele caminha enquanto ainda estou dormindo. Elvis acorda e diz, ‘Oh, Carl oi.’ Agora ele vê Elvis, mas ele só vê uma grande protuberância sob os cobertores ao lado de Elvis que era eu. Você não pode culpar o cara se



ele pensou que Elvis estivesse na cama com sua esposa, apesar de June não ser aquele tipo de garota. Mas eu sou desconfiado, e estou pensando, Jesus, talvez ele pense que eu sou June e talvez ele vá explodir o meu rabo.
“Muito suavemente, eu espiei sobre os lençóis e disse de uma forma muito educada.” Oi, Carl. “Você pensaria que ele nos repreendeu por ter forçado a entrada, destruído a cozinha e logo depois dormir em sua cama. Mas ele nos deu um grande olá e riu. Ele pegou-nos em torno de sua cozinha e dormindo em sua cama. Mas ele nos deu um grande olá e riu. Ele nos mostrou todo o casarão, e naquela noite June e sua irmã voltaram para casa.
“Tivemos uma grande reunião informal, comemos um grande jantar do Sul e ficamos acordados cantando e harmonizando com todos eles. Quero dizer, esse é o tipo verdadeiramente decente de gente que eles eram. Eles nos acolheram como irmãos há muito distantes.
“Você sabe eu daria qualquer coisa para voltar para aqueles dias simples, os dias de loucura. Elvis era grande e nos demos muito bem. Era divertido e simples.” Daquela noite em diante, lembra Red, o jovem Presley pareceu estar apaixonado pela irmã mais nova de June, quando Anita Carter estava por perto ele agia como uma criança de seis pares de pés. “Olhando para trás agora, era bonito de se ver.
Elvis elaborou medidas para se aproximar da bela Anita. Red recorda que alguns meses mais tarde, Presley juntamente com Scotty Moore, Bill Black e D.J. Fontana estiveram no Gator Bowl, na Flórida fazendo apoio para as Carter Sisters. O show foi sensacional e a multidão estava comendo na mão de Elvis. No final do seu ato, as Carter Sisters se reuniram nos bastidores prontas para irem embora.
“Agora,” diz Red, “Elvis vê Anita na ala. Enfim, ele chega ao final, e começa a parecer muito doente. Ele chega aos bastidores, cambaleia em volta e desmaia diretamente nos braços de Anita. Eles o deitam e ele está inconsciente. Anita tem a sua cabeça no colo dela e está massageando a sua testa.
De qualquer maneira o levamos pra um hospital e, eu Scotty, Bill e D.J. ficamos muito preocupados.
“Os médicos nos dizem para voltarmos para o hotel que entraram em contato. Eles nos dariam um relatório completo assim que pudesse. Pensamos que talvez ele estivesse morrendo de alguma doença misteriosa.”
Preocupados, os rapazes de Memphis apenas sentaram sombriamente em seus quartos de hotel esperando pelo pior. À uma da manhã houve uma pancada na porta de Red. Todos os rapazes, assim como Red, olharam apreensivos e apressaram-se para abri-la.
“Porra, man, se não é o velho filho da puta do Elvis que está lá mais saudável do que um rebanho de gado, e está sorrindo de orelha a orelha. Não havia uma maldita coisa de errado com ele. Todos nós o bombardeamos com perguntas, e ele nos diz que esta bem agora. Mas quando os outros rapazes voltam para os seus quartos, Elvis me faz uma confissão. O colapso total foi apenas uma encenação para que ele pudesse deitar sua cabeça no colo de Anita Carter... apenas para que pudesse ficar perto desta garota, ele tinha paixão por ela.” A história da paixão não terminou aí.
Cerca de seis meses depois, em Memphis, o jovem Presley e as Carter Sisters estavam novamente no mesmo show. A mesma coisa aconteceu. Só que desta vez foi Anita quem desmaiou e era Anita quem estava fingindo. “E não havia nada de errado com ela,” Red diz com uma gargalhada. “Ela só queria um pouco de atenção de Elvis. Ambos eram muito tímidos para fazer uma investida. Eles nunca ficaram juntos, mas eram muito carinhosos um com o outro. Na cena do showbusiness atual, as pessoas vão para a cama umas com as outras mesmo antes de saberem seus nomes. Ficamos muito antiquados e, eu acho que Elvis era o mais antiquado de todos nós. Mas quer saber? não foi ruim. Com certeza não impediu de nos divertimos muito. Mas tarde ficamos rápidos demais para nossas botas.”
Bob Neal estava fazendo um bom trabalho para Presley e os rapazes do Blue Moon Boys. Seu show de disc-jockey matinal na estação WMPS era uma máquina promocional valiosa.
O show tinha um alcance de aproximadamente duzentas milhas, e no início Bob Neal dava um tratamento cômico ao programa como os Blue Moon Boys faziam com sua música.
Muitas vezes, quando queriam shows dos Blue Moon Boys fora do raio de alcance, Bob atuaria como agente e promotor, mas nem sempre iria junto. O acordo financeiro constituía em que Bob ficasse com dez por cento do bruto, e dez por cento era reservado para a publicidade e promoção. Durante aqueles primeiros dias os Blue Moon Boys tocavam em ginásios, auditórios, salas de igreja, prédios escolares e em cidades e aldeias tão pequenas que, desde então, de fato desapareceram do mapa.
Com a ajuda do talento cômico de Bob Neal, da estação WMPS, e alguns anúncios na Billboard, os Blue Moon Boys estavam adquirindo uma fama ampla e sólida. Depois de descontar os dez por cento de Bob e os dez por cento da promoção, Elvis ficava com cinqüenta por cento e o restante era dividido entre Scotty, Bill e D.J. Os músicos de acompanhamento não eram apenas homens de “aceleração.” Eles tinham um som diferente, próprio característico que nos primeiros dias foi tanto uma parte do “som Presley” como era o jovem Presley.
O som de acompanhamento era muito maior do que qualquer grupo de tamanho comparável. Mas, como Presley adquiria mais e mais confiança, tornou-se óbvio que ele era a estrela. Como a fama aumentou, houve cada vez mais ofertas de shows fora do raio de duzentas milhas de Bob Neal, e muitas vezes, Neal os iria despachar de Memphis para Lousiana, Florida, Arkansas e Texas. Eles embarcariam nessas longas viagens, e o fiel Red como o motorista “radical”, e conquistariam outra cidade.
Houve tempos que o jovem Presley faria duzentos dólares por semana, uma soma gigantesca naqueles dias difíceis. Ele comprarias suas roupas, encheria o tanque de gasolina , compraria alguns hambúrgueres e cocas e poria o restante na família Presley. Red West esteve ao longo da viagem; e não ganhou um único centavo. Recorda
Red: “Não me importei nem um pouco. Estava junto na viagem, aprendendo muito sobre o negócio e música, tendo um tempo realmente bom.” Ironicamente, Red, o motorista, sabia mais sobre a mecânica da música do que Elvis Presley. Ele lê música como um maestro e desde aqueles dias escreveu alguns números muito vendidos. Red o corpulento, de cabelo ruivo não se vê como um autor de canções: jogador de futebol, guarda-costas, sim; mas não um autor de canções.
“Elvis não lê uma nota de música (e, curiosamente, apesar de todos os seus saltos e giros em volta, ele não sabe dançar),” diz Red. “Mas ele tem um sexto sentido de tempo cantando em vários estilos. E ele me surpreenderia quando se sentava ao piano. Ele tem um dom natural como o Sinatra. Ele sabe quando um som está certo e quando está errado melhor do que a maioria dos condutores. Ele simplesmente tem o “ouvido.”
Quanto mais exposição Presley adquiria, mais Gladys Presley se preocupava que seu menino se esquecesse da sua criação e da sua igreja. A sua aclamação mais comum, seu argumento mais intenso para Red West, “Bob, cuide do meu menino.”
Perto do final do ano as coisas começaram realmente a embalar. Embora ainda não existisse nenhum grande impacto de Presley em Nova York e Los Angeles, ele rapidamente estava se tornando um ídolo no Sul.
Red se recorda de um dia na Flórida. “Tocávamos em Orlando, eu acho, lá perto, de qualquer maneira. ‘E’ realmente levou o público a loucura e ele está tocando-os como um violino, se ele notasse que um determinado gesto incitava gritos e mais gritos, então ele o repetia novamente e assim cada vez mais o fez.
“No final do ato, parecia um desses grupos evangelistas. Ele sabia exatamente quando e como fazê-lo. Assim como um desses pregadores inflamados da doutrina de Cristo. Eu lembro que ele estava vestindo uma jaqueta verde brilhante e calças preta bufante

ELVIS: O QUE ACONTECEU?

Ele debruça-se no palco para beijar a mão de uma garota, eu acho. De qualquer maneira, ela o agarrou e rasgou a manga de seu paletó. Esse era o sinal, em particular quando Elvis fazia a sua performance.
“A seguinte coisa que sabíamos é que haveria garotas no palco e elas perderiam as estribeiras. Parecia que elas tentavam comê-lo vivo. Elas o rasgavam e arranhavam como animais então uma das pernas de sua calça se foi. E sua camisa foi rasgada em tiras. Foi assustador para mim ver o que seres humanos podem fazer. Eu sempre soube sobre desmaios e gritos, mas isto foi incrível. Conseguimos tirá-lo do palco em frangalhos.
“Naturalmente foi uma grande publicidade e os jornais o apanharam por todas as partes do Sul. Quando a Sra. Presley ouviu falar sobre isso e Elvis fez sua ligação regular no dia seguinte, ela estava preocupada. Elvis sempre minimizaria as reações da multidão e dizia a sua mãe que a imprensa exagerava. A situação era que as histórias da imprensa eram muito precisas. Foi uma loucura aquela noite.”
A Sra. Presley tornou-se tão obcecada com a segurança do seu menino que ela sonharia constantemente com ele à noite. “Havia sempre algo muito estranho sobre as coisas que ela diria.” Lembra Red, “como se ela fosse uma vidente ou algo parecido.
Sempre que tivéssemos uma cena especialmente selvagem no palco ou se um motim se instalasse, sempre que Elvis ligasse, ela teria de alguma maneira uma premonição de que alguma coisa saiu fora do controle, mesmo antes de ler os jornais. Agora, ambos os lados da família, tanto Gladys como Vernon, foram grandes sonhadores. E ambos os lados da família tinham uma história de sonambulismo. Elvis herdou isso, e quando ele não estava dormindo com uma garota, muitas vezes um dos seus primos, Gene Smith ou Billy, iria dormir com ele, caso ele começasse a caminhar dormindo.
“Quando ficávamos em arranha-céus, hotéis ou motéis, sempre trancávamos as portas e janelas a título de prevenção apenas no caso dele sair pela janela em uma de suas viagens de sonambulismo.
Digo lhe isso porque sempre me pareceu que havia algo muito estranho sobre os Presley.
“Quero dizer, acredito que todo esse sonambulismo, sonhos e premonições esteve de qualquer maneira relacionado a uma espécie de poderes especiais, algo como poderes psíquicos ou algo que realmente não compreendo ou posso por o meu dedo. A maior parte daquele material psíquico é um disparate, mas até um certo ponto acredito nele. Elvis comprovou-me muitas vezes.
“Agora eu me lembro vividamente de um caso em Texarkana, na fronteira do Texas e Arkansas. Estivemos num show lá e acho que estávamos dirigindo um Cadillac alugado. Isto deve ter sido em 1955. De qualquer maneira o motor superaqueceu, e em pouco tempo a coisa toda pegou fogo.
“Poderia ter sido uma situação perigosa. De qualquer maneira, pulamos para fora e simplesmente vimos o carro ser consumido pelas chamas. No dia seguinte, Elvis fez um telefonema para a sua mãe. E o que aconteceu foi assustador. Ela não tinha absolutamente nenhum modo de saber o que tinha acontecido. Não saiu em qualquer jornal ou qualquer coisa. Ninguém sabia sobre isso. Ao que parece eram aproximadamente duas horas da manhã ela subitamente sentou-se na cama, acordando de repente.
“Ela cutucou Vernon acordando-o e disse, “Eu vejo o nosso garoto ele está em um carro em chamas.’ Quando Elvis ligou naquela manhã, ela disse, ‘Oh, graças a Deus, você está bem. Eu sonhei que você estava preso em um carro em chamas.’ Elvis disse que estava tudo bem e que não havia acontecido nada. Naturalmente ele nunca faria nada para preocupar a sua mãe.
“Agora, eu estava lá do lado do telefone, quando a conversa prosseguia, portanto eu sei que é verdade. Após a conversa telefônica, Elvis e eu olhamos um para o outro, como se alguém acabasse de andar sobre nossas sepulturas. Foi assustador.”

Bob Neal, com uma publicidade, colorida, cuidada e muito honesta, por esta altura tinha guiado a carreira de Elvis Presley
ao ponto onde ele saltaria regularmente na pesquisa de opinião pública de popularidade da Billboard. Os adolescentes no Sul do país gritavam por ele. Era um mercado vital, mas naqueles dias eles ainda não estavam no mercado de consumo extremamente rico de hoje em dia. Bob Neal estava buscando mais apelação. Ele tinha apontado o jovem Presley dos Blue Moon Boys com o apelido de Hillbilly Cat – Gato Caipira – que foi escolhido para atrair um público maior; daí a adição da palavra de impacto da época, gato.
Era importante convencer os caras endinheirados de Nova York e L.A. que Presley não era apenas um cantor caipira. Ele tinha algo mais, algo novo para oferecer, além de sua boa aparência e três rapazes do Sul que o acompanhavam. O que ele precisava, raciocinou Neal, era de um pouco de exposição nacional. Um grande programa de televisão, a nível nacional seria ideal.
Bob organizou uma audição no Arthur Godfrey Show. Foi uma oportunidade interessante, e Hillbilly cat e os Blue Moon Boys voaram para Nova York em meio a uma atmosfera de otimismo. Este ia ser finalmente o grande momento. De agora em diante, não teriam que dirigir cem milhas em direção a um ginásio. Eles iriam sentar-se e esperar pelas grandes ofertas que chegariam em grande quantidade. Eles fariam à colheita e escolheriam o lugar dos shows.
Voaram para o cinzento frio de Nova York, sabendo que, como sulistas, eles provavelmente odiariam a cidade, mas dispostos a amá-la. Eles deram uma olhada em Nova York, quando chegaram ao solo e decidiram que preferiam estar num pântano. A equipe de audição do The Godfrey Show os ouviu passar por seus melhores números, e em seguida, decidiram que um brejo era o melhor lugar para o Hillbilly Cat e os Blue Moon Boys, na grande e má Nova York eles não passavam de um bando de cavalos caipiras. A equipe de teste pode ter cometido o maior erro de Nova York. O Hillbilly Cat e os Blue Moon Boys marcharam de volta para o Sul,
espancados até a submissão por aqueles malditos Yankess. O grande momento, a grande oportunidade realmente não aconteceu para Elvis – pelo menos não ainda.
Se alguma vez os rapazes recearam os Yankees, suas suspeitas foram confirmadas. Mas, embora tenha sido uma grande desilusão, os rapazes ainda estavam com tudo no Sul. Se isso é onde sua fama e fortuna iriam ser, então que assim seja.
Por essa época um homem chamado Oscar Davis chegou a Memphis. Davis era uma figura pitoresca do Sul. Ele estava ajudando o seu chefe a promover a sensação do dia no Sul, Eddy Arnold. O Chefe de Oscar Davis era ainda mais pitoresco que o próprio Oscar. Seu nome era Thomas Andrew Parker. Parker era um Coronel, honorário. Um daqueles coronéis “do Sul”. O governador Clement do Tennessee tinha lhe dado o título em 1953. Em 1968 Staley Booth, um escritor talentoso, descreveu Tom Parker na revista Esquire como “um dia depois de Barnum sair de W.C. Fields por William Burroughs.” A descrição não somente fecha a conta, como foi aquela que Parker apreciou e fez de tudo para incentivar sua propagação. Parker vinha da velha escola da promoção: “Não importa o que digam de você contanto que soletrem o seu nome.”
“Acredito muito no destino”, diz Red West. “Foi como se Tom Parker e Elvis Presley fossem destinados a se encontrar. Tom Parker foi e é assombroso. Elvis e ele tinham sido como uma lâmpada e soquete encaixando-se perfeitamente. As coisas estava prestes a decolar.”
continua.........

livro Elvis What Happened? completo parte 8



continuaçáo do livro Elvis What Happened?


Capitulo - 9


Presley é uma seqüência de paradoxos, contradição e complexidade. A sua generosidade compete com o seu egoísmo, seus momentos de alto astral com os seus momentos de depressão; sua confrontação e sua submissão extremadas. Naturalmente, essas contradições existem na maior parte dos seres humanos, mas a maior parte dos seres humanos tem uma força orientadora chamada maturidade, aquela semente de moderação que faz o sino bater quando vamos longe demais, para mais ou para menos. Dave Hebler diz, “Sem tentar ser um psiquiatra, o melhor modo de explicar, é que tudo o que Elvis faz tudo o que o interessa, tudo que ele toma, ele agarra, estrangula e espanca até a morte. Se ele repentinamente tomar gosto por uma comida, ele a comerá quatro vezes por dia, cada dia, durante um mês até que vomite.”
Há razões para esta aparente falta de maturidade. Uma delas é que, desde antes dos vinte e um anos, ele tem sido constantemente envolvido em seu status de celebridade, empacotado e vendido a milhões de adoradores. Não houve nenhuma necessidade de desenvolver maturidade. Possivelmente a imaturidade e o que faz um homem como Presley ser tão irresistível para milhões de pessoas. Ele é um dos poucos Peter Pans que conseguiu não apenas sobreviver, mas prosperar. Mas a razão básica remonta a infância. Durante os primeiros dezessete anos antes de sua





ELVIS O QUE ACONTECEU?


vida mudar, até ele deixar a Humes School tinha havido pouca definição para moldar o seu destino. Paradoxalmente, apesar do impacto normalmente claro de uma educação com contexto pobre do Sul, as influências que moldaram a sua masculinidade foram muito mais confusas e difusas que se poderia pensar.
Para as crianças pobres as metas de vida tendem a ser simplesmente deformadas. De muitos modos, em linha reta – de cima para baixo, para caras durões e resistentes como Red West era mais fácil. Eles pareciam ter menos objetivos, se bem que poucas opções. Jovens como Red West nunca se permitiram sonhos naqueles dias semi-feudais do Sul. Se eles os tinham, eles os guardaram para si. Falar sobre sonhos em Memphis era parecido como usar uma trança: de alguma forma não era inteiramente masculino.
Red recorda: “Eu não tive muitas dúvidas. Eu sempre quis ser músico ou talvez jogador de futebol, mas nunca pensei que nada viesse daqueles sonhos. Eu reconheço que era muito caipira. Alguém que receava algo que não viesse de minha vizinhança imediata do Tennessee. Joguei futebol, tive meu tempo de lutas. Vim de um lar desfeito, da mesma forma que meu pai. Para mim, um bom emprego fixo, dinheiro para cervejas, constituir uma família com um casal de filhos era o melhor que eu poderia esperar. Você sabe, somente seguir a vida.”
No passado, muitos rapazes do Sul achavam que o melhor e mais estável emprego era lutar na Guerra na Coréia ou no Vietnam. Red West entrou para a Marinha, sem saber o que fazer depois disso. É claro que, apesar de seu temperamento forte, Red foi uma criança sensível, como a sua carreira de cantor e compositor veio a revelar. Mas se houve qualquer estimulo daquela sensibilidade cedo em sua vida, quando ele conheceu Elvis Presley, ele sentiu mais do que demonstrou.
Com Elvis Presley, era diferente. Em primeiro lugar, ele era filho único, e sua mãe era louca de amores por ele, e o protegia dos outros meninos da rua.





ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Havia uma abundância de amor, no Sul, mas nesses tempos difíceis era dividido. Presley pareceu aos seus iguais ter uma parte enorme. Um dos poucos aspectos da vida de Elvis Presley que foi ventilado para fora por uma máquina de publicidade cuidadosamente controlada, foi o retrato de sua mãe, Gladys Presley. Quando jovem uma bonita menina de cabelos negros, ela cresceu e se tornou uma senhora rechonchuda e bondosa cujo interesse raramente se desviou de Elvis, Vernon Presley e da Igreja, nessa ordem. Moradores de Tupelo, Mississippi e Lamar Avenue, em Memphis são irredutíveis ao descrevê-la.
De acordo com a opinião geral, ela era de fato o santo de que as lendas são feitas. Ela morreu jovem, com apenas quarenta e dois anos. Apesar dos problemas de fígado recorrentes e fadiga constante, Gladys Presley insistiu em trabalhar como uma escrava em pequenos serviços, para convencer Elvis que não eram tão pobres como ele pensava que eram. Trabalhou em fábricas de costura, como garçonete, e como assistente de enfermagem para complementar o parco salário de Vernon Presley como envasador de latas de tinta. Nada era muito árduo, difícil ou desgastante. E a pior coisa que alguém pode lembrar-se dela falar sobre sua vida cansativa era: “Meus pobres pés estão me matando.”
 
 
 
O jovem Elvis Presley não foi insensível ao sacrifício de sua mãe. Ele fez tudo que estava ao seu alcance para tornar a vida de sua mãe mais ensolarada. Em novembro de 1950, quando ele tinha quinze anos, ele insistiu em arranjar um emprego como porteiro no Loew’s State Theater pelo ganho inicial de $12,50 dólares por semana. Bateu os pés nos carpetes das cinco as dez todas as noites e deu cada centavo para a sua mãe. Quando ele começou a dormir na sala de aula, sua mãe insistiu para ele parar de trabalhar, não importando o quão falido eles estavam. No ano seguinte, quando o dinheiro ainda estava escasso, Presley insistiu em voltar a trabalhar no Loew’s, apenas para dar de cara com o infortúnio. O gerente de teatro, Arthur Groon, segue tendo o recorde de ter dispensado o maior talento do mundo. A menina

 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


que vendia doces e pipoca parecia encantada com o jovem Presley e o favoreceu com algumas amostras grátis. Quando outro porteiro informou sobre isso, Presley respondeu com um soco e um chute e terminou assim a sua carreira como porteiro.
Em seguida, ele arrumou um trabalho na Marl Metal Company. Quando o seu professor novamente informou que o jovem Presley estava cochilando na sala de aula, sua mãe ficou verdadeiramente horrorizada e jurou que ele não iria trabalhar novamente, enquanto estivesse na escola. “Isto não é trabalho para um menino,” ela disse. “Você vai sair. Não somos tão pobres.”
Presley saiu, e quando as finanças novamente ficaram difíceis, Gladys voltou a trabalhar no St. Joseph’s Hospital, em Memphis. A sua saúde estava terrível, mas ela nunca se queixou. Alguns amigos se lembram de Gladys Presley estar louca de amor pelo jovem Elvis Presley: “Eu não consigo me lembrar direito até quando ela o levou a escola, talvez até os doze ou treze anos. Ela não estava tentando transformá-lo no filhinho da mamãe, ela simplesmente o amava demais.”
 
 
 
 
Apesar da sorte de Presley em ter Gladys como mãe, a pobreza estava enraizada na família de Presley em uma dimensão especialmente trágica. Foi o nascimento de Elvis pouco antes do meio-dia, no dia 08 de janeiro de 1935, que colocou em foco o verdadeiro significado da pobreza branca do Sul. Gladys Presley durante a gravidez ficou gorda, muito gorda. Algumas pessoas em Tupelo, Mississippi, pensaram que ela iria ter gêmeos. O médico, no entanto ridicularizou a sugestão.
Agora, como muitas vezes acontecia com os Sulistas pobres, brancos e pretos, o parto não era caso de um hospital. Ir ao hospital para ter uma criança era privilegio dos ricos, não dos pobres, que davam à luz a criança na mesma cama onde foi concebida. Quando Elvis Aron Presley nasceu, na pequena casa de cômodos minúsculos, em Tupelo, Mississippi, A Sr. Presley ainda se contorcia de dor. O médico tentou acalmá-la. Enquanto Elvis era limpo, ela continuava a ter mai contrações.
 
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Era a mesma dor, porque havia outro bebê no interior. O médico então trabalhou na remoção do segundo filho da Sra. Presley. Infelizmente, o pequeno Jesse Garon Presley, gêmeo idêntico de Elvis Aron, veio ao mundo sem vida.
Red West recorda de momentos em que Presley em clima de desânimo diria: “Merda, man, meu pequeno irmão morreu e minha mãe quase morreu porque não podíamos nos dar ao luxo de ir a algum maldito hospital.” Por esses tempos, Elvis Presley raramente viajava sem seu médico pessoal. Red recorda que as impressões mais marcantes de Presley foram os sacrifícios que sua mãe fez por ele.
Houve um estoicismo valente em Gladys Presley que Red West nunca pode esquecer. Ela pareceu bastante preparada para reconhecer que a boa vida nunca viria no seu tempo, mas ela fez tudo que estava ao seu alcance para que seu filho tivesse uma chance de algo melhor. Enquanto Presley, anos mais tarde, mostrou insensibilidade em relação aos outros, ele estava bem consciente de cada segundo de sacrifício de sua mãe. Ele revivia cada segundo de sacrifício com o qual ela enfrentou as dificuldades. Quando seu filho estava batalhando na Humes High School, como ela poderia saber que a casa onde ele nasceu caberia, um dia, na cozinha de qualquer uma de suas muitas moradas? São os ingredientes de que os sonhos são feitos na América, as coisas que Elvis Presley tornou realidade - possivelmente tarde demais.
Porque se Presley queria riquezas para si mesmo, ele queria muito mais para a sua mãe, uma mulher que merecia carros, diamantes e peles mais do que as mulheres com quem Presley tem dado presentes exóticos.
Talvez essa seja a chave para a sua imensa generosidade. Ele tem que dar para alguém, porque a única pessoa que merece tudo não está mais aqui para receber.

Vernon Presley também tinha sonhos. Eles se mostrariam raramente, mas quando Vernon notou a vida sombria que o cercava,
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


consumindo-o com pouca esperança de algo melhor, ele buscaria alívio temporário em algumas cervejas. Ele nunca foi um bêbado, apenas uma cerveja a mais do limite, quando a desesperança se tornava muito implacável. E então, o jovem Presley viu o drama de um homem que queria algo mais da vida do que somente um relógio de ouro da United Paint Company. Por essa época, salvo algumas exceções, Elvis Presley raramente se entregaria a bebedeira.
Então, também, o jovem Elvis tinha a sua própria complexidade. Ele estava em uma cidade difícil, em um bairro pobre, em uma escola dura, mas ele não era conseqüentemente difícil. Ele estava cercado por atletas de corte militar, mas ele não era um deles. Talvez, se Elvis Presley tivesse nascido em Nova York, Boston ou mesmo Chicago, ele poderia ter se encaixado muito melhor. Nas grandes cidades há mais tolerância para um garoto que quer ser diferente. Mas não na Memphis dos anos 50. “Era,” diz Red West, “como se dissesse para si mesmo, maldição, man, se eu não posso ser como vocês, vou ser diferente.” E ele foi.
 
 
 
Quando Red estava dirigindo por aí, com Elvis no velho cupê verde amassado, naquele dia após o jogo de futebol de Red contra Bartlett, Red olhou para as roupas extravagantes, o penteado selvagem, e pensou, man, vai haver algum show, estando na estrada com Elvis. “Elvis não lhe disse,” ele recorda, “mas me pedir para acompanhá-lo foi a sua maneira de dizer obrigado por eu o ter livrado das complicações, quando outros jovens o azucrinaram. Ele quis alguém da sua própria idade na qual ele pudesse confiar, e não acho que ele conhecesse alguém da sua idade assim. Vamos ser realistas, até então não tínhamos sido amigos realmente íntimos, mas aposto que era o amigo mais próximo que ele tinha. Ele era um cara solitário. Era a sua forma de dizer obrigado.
“Elvis nunca reconhecerá de forma direta uma divida com alguém. Não em palavras. Mas ele nunca se esquece. Quando ele conheceu Dave, e Dave o ajudou em alguns momentos embaraçosos nos tatames, ele não disse
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


obrigado, mas sabe que Dave foi a favor dele. Ele nunca se esquece. Deste modo, você estará com ele e de repente ele irá agradecer, em uma ação, como um presente fantástico.
“Ele gosta de ver a sua reação quando lhe dá algo, mas não fala sobre ela. Ele nunca dirá, ‘Lembra quando lhe dei tal coisa?’ Ele está bem assim. Ele lhe dará um presente sensacional e se esquecerá. Em troca ele espera a devoção total e a lealdade total. Algo que, por causa do seu humor, é muito difícil dar o tempo todo.
“Depois que um estado de nervos se abranda, ele nunca dirá, ‘Ei, man, eu estava errado, me desculpe.’ Mas então um dia você estará andando por uma concessionária de automóveis e ele dirá algo como, ‘Ei, man, que grande carro, não?
“E alguém lhe dirá de volta, ‘Sem dúvidas, Elvis.’ No minuto seguinte, ele lhe dirá, ‘olhe, arrume a papelada, é seu, você merece.’ É isso aí. Não há nenhum argumento, apenas ‘é seu, man.’ Quando ele faz coisas como essa, eu já vi caras durões engasgar-se de emoção. Eu vi ele fazer isso, dezenas de vezes.”
Até o final de 1954, Elvis Presley esteve por baixo tanto tempo que finalmente começou a aparecer. Com o dinheiro extra que ganhava como motorista de caminhão e shows ocasionais, ele tinha sido capaz de contribuir para as finanças da família ao ponto que seu pai e sua mãe puderam se mudar para um apartamento em Lamar. Não era nenhum palacete, mas melhor do que Lauderdale Courts. Alguns dólares estavam entrando. O disco que ele gravou, “That’s Alright, Mama,” vendeu respeitáveis sete mil cópias. Presley tinha se tornado uma pequena celebridade com o apoio de Sam Phillips na Sun Recording Company e do disc jockey Dewey Phillips, e outro disc jockey popular chamado Bob Neal. Presley estava com grande demanda nos auditórios das high school e para shows de uma noite. Bob Neal
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


tinha uma enorme fé no potencial de Presley, e ele assumiu a sua direção. Em um negócio onde tubarão come tubarão, Bob Neal foi, antes de mais nada, muito honesto, tinha muitos contatos locais, e um afeto genuíno pelo cantor, o jovem de cabelos compridos. E quem não tinha?
O jovem Presley era o sonho de qualquer gerente. Pontual, educado e sem o menor traço de arrogância. Ele subiria e realizaria o seu show, ficaria fora de bares, e nunca se misturaria com o povo “mau” que infestava a música country naquele tempo. E havia um povo ruim. Embora os grupos de rock atuais sejam reconhecidos como altos sacerdotes da geração de drogas, o country and western engolia anfetaminas como amendoim, já em meados dos anos 1950, muito antes da geração de Mick Jagger deixar o primário.
Depois de um show, a coisa mais pecaminosa que Presley e Red fariam era sair para comer um hambúrguer ou um duplo malte.
“Ele saia de vez em quando, como qualquer um”, lembra Red, “mas ele não era um mulherengo. Na maior parte ele tinha uma namorada firme. Ele tinha uma belezinha local de cabelos escuros nos primeiros tempos e, se bem me lembro, ela deu o fora nele. Ela não sabia o que ele seria ou teria agido de outra forma. Muitas pessoas pensaram que ele poderia ter-se casado com ela, mas não aconteceu desse jeito. Ele era apenas um garoto muito bom, que gostava de coisas muito simples.
“Além de seus casacos extravagantes, a maior parte de seu dinheiro ia para uma única mulher em sua vida que importava mais do que tudo – sua mãe. Ele não era um grande gastador, esbanjador, nada disso.”
Apesar das exigências da população local, o jovem Presley gostava de cantar músicas gospel. Ocasionalmente, ele cantava com grupos de igrejas locais, e em festas ele seria visto com uma coca-cola na mão, harmonizando com cantores de música gospel, como o quarteto conhecido como os Blackwoods. Muitas vezes fariam o apoio para Presley, e se alguém tivesse gravado as sessões valeria
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


uma fortuna hoje. Mesmo cantando um número gospel altamente inspirativo, Red notou, o jovem Presley tinha um modo altamente não espiritual de entregar as suas canções. Era algo no jeito como sua perna esquerda tremia e no modo como balançava os seus quadris.
Red recorda: “Elvis me disse mais tarde que ele costumava tremer e bambolear em vez de ficar parado. Ele disse que fazia isso porque se ele ficasse parado a audiência iria vê-lo tremer e tremer de medo. Naturalmente, mais tarde não foram os nervos que o fizeram tremer.”
O próprio Presley disse do hábito, “Lembro-me, por vezes, na igreja você escutaria o coro e todos teriam grandes vozes. Mas muitas vezes era o pregador, que não tinha uma boa voz, que pulava em volta e fazia com que todos se elevassem, que era o centro de tudo. Parecia-se bastante com um show. E bom.”

Até o final de 1954, apesar da generosa mordida de sucesso, o jovem Elvis estava fazendo apenas dinheiro “extra”. Ele ainda tinha o seu emprego como motorista de caminhão. Várias vezes na semana, quando ele cantava em Memphis, em complexos de restaurantes locais como o Eagles’s Nest, o dinheiro nunca foi mais do que quinze dólares por noite. Bom dinheiro para a época, porém nenhuma recompensa real. No começo, se apresentando para o público adulto em salas semi-escurecidas, Presley era recebido educadamente, mas sem grande entusiasmo.
“Ele fez um show muito bom,” diz Red, “mas as audiências mais velhas no Sul eram muito conservadoras, e ansiavam pelo country and western tradicional e baladas sérias. Elvis subiria ao palco com mais energia do que dez homens, mas ele realmente não enlouquecia o público mais velho. Mas quando ele entrou no circuito profissional da high school (ensino médio), abertura de drogarias e coisas assim, foi diferente.”
 
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


O seu entusiasmo genuíno, natural, banhou as multidões mais jovens. Elvis era deles. Ele não era uma roupa usada de outra geração, ele era realmente deles. “A primeira vez que o vi inflamar aqueles jovens,” diz Red, “eu não sabia o que ele tinha, mas ele tinha de sobra.”
Os deveres de Red naquele tempo foram bastante definidos. Revezando com Presley no volante. Garantindo que todo o equipamento estivesse devidamente embalado e, geralmente, assegurando que as coisas corressem bem. A facilidade de condução foi melhorada quando Presley comprou um Crown Victoria rosa. Red recorda: “De todas as dúzias e dúzias de carros que Elvis comprou, em minha opinião era pelo Crown Victoria que Elvis parecia ter mais amor. Tenho certeza que se alguém lhe perguntar hoje, ele provavelmente concordaria comigo. Agora que parei para pensar nele, eu amei esse carro, também.”
Quando Red pegou a estrada com Presley, lá estava ele para companhia e amizade. Embora Presley nunca tivesse pedido para ele ser outra coisa, tudo saiu de forma diferente.
“Eu estava na estrada com ele fazendo noitadas durante aproximadamente um mês em 1955,” diz Red, “quando percebi que Elvis era um pacote realmente quente. As meninas simplesmente enlouqueciam por ele quando ele estava lá em cima no palco. Ele ainda era muito tímido, mas gradualmente as ondas de aplausos e loucura em volta dele começaram a liberá-lo um pouco mais. Ele adquiriu muito mais confiança. Repentinamente, para essas gatinhas Elvis era Marlon Brando e James Dean em um só. Eu tive uma idéia que o futuro seria assim, quando vi essas gatinhas pulando no palco tentando beijá-lo, eu sabia que teríamos algumas batalhas medievais.
“Agora, no Sul naquele tempo, se uma menina estava com um cara e se levanta e tenta beijar o homem que está no palco, era como lhe chamar para uma briga. Posso ver a cara de alguns daqueles namorados sentados lá enquanto suas namoradas enlouqueciam por Elvis, e, man, eles ficavam tão bravos como um trovão.
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


“Quando Elvis viu as gatinhas reagindo a tudo se movendo e pulando em volta, ele realmente as provocou. As meninas ficaram mais selvagens, e os namorados tornaram-se mais zangados.”
Isto foi no Sul em 1955, quando as virgens não eram necessariamente uma espécie em extinção, como são hoje. A coisa mais louca que uma garota de boa família fazia naquele tempo, antes que se casasse, era dar um beijo de língua.
Para muitas dessas meninas, o jovem Presley praticamente despia-se na frente delas e dava-lhes o que elas queriam, mas tinham medo de deixá-lo ir. O culto a Elvis ainda estava longe de atingir a mídia, mas no circuito do ensino médio e em auditórios locais, as meninas varriam a poeira do palco onde Presley tinha estado para guardar como lembrança.
O instinto disse a Red para não se esquecer de como dar um soco, porque Presley ia ser objeto de inveja bastante violenta. Seus instintos estavam corretos. “Para ser justo,” Red diz, “Elvis não queria que isso acontecesse, ele não me queria como um protetor. Ele fazia um gesto, um gesto gentil me convidando para um passeio. Mas muito antes me dei conta que meu trabalho era cuidar de sua bunda. Eu o fiz de bom grado.”
A primeira semana de Presley com o novo Crown Victoria houve o problema de que Red esperava. “Chovia como o inferno,” recorda Red, “e todos nós tivemos que ir para Granada, Mississippi, cerca de noventa milhas de Memphis. Estávamos atrasados, e de repente ficamos presos na lama. Enfim, entro no assento do motorista e engato a engrenagem para nos tirar da lama. O velho ‘E’ está atrás empurrando o carro, quase morrendo, quando ele me ouve rasgando as engrenagens por todas as partes. Ele estava convencido de que eu estava destruindo o carro. Ele estava quase tendo um ataque cardíaco. De qualquer maneira escapamos, mas não antes dele adquirir uma pequena mancha em sua calça. As calças, se bem me lembro, eram cor de rosa claro, ficaram manchadas.
 
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


E realmente a lama destacou-se nelas. A mancha simbolizou algo que estava para acontecer naquela noite.”
Presley fez o show molhado e com a mancha em suas calças. As meninas na audiência fizeram a sua rotina de distúrbio habitual. “Aqueles rapazes do Mississippi estão de olho no velho ‘E’ estão indo arrancar-lhe a cabeça”, diz Red. “Essas garotas estavam abraçando-o e beijando-o e Elvis está retribuindo, o que só fez piorar a atmosfera. Os rapazes estão ficando irritados, cada vez mais irritados.”
Depois do show Presley sugere a Red visitarem um par de meninas que ele tinha conhecido na viaje anterior. Elas viviam juntas em uma casa. “Sentamo-nos, conversamos, tomamos algumas Cokes, mas não passou disso. Nenhuma gracinha. De qualquer maneira, levantamo-nos e fomos a uma loja de conveniência em um posto de gasolina para comermos um hambúrguer.
“Bem no meio do hambúrguer, dois caras caminham rapidamente e eu sei que vai haver problema. Eles começam a falar alto sobre Elvis. Então um deles diz apontando para a mancha nas calças de Elvis, ‘Ele está tão assustado que já está se cagando.’ Oh, Senhor, eu sei que alguma coisa está para acontecer. Então um deles cita o cabelo de Elvis e suas roupas extravagantes.”
Presley tornou-se um bocado tenso, e ele disse para Red, “Venha Red, vamos sair daqui.”
Red não concordou. Ele caminhou até os dois e disse, “Qual o problema com vocês?”
O maior disse, “Vocês estão brincando com nossas garotas? E isso vai lhes causar grandes problemas, ao menos que vocês deixem a cidade.”
Red ainda estava bastante calmo em sua resposta: “Man, não sabíamos que aquelas garotas eram comprometidas.”
O grandalhão respondeu, “Bem, elas são nossas garotas e você e sua namorada de cabelos compridos é melhor irem para o inferno fora daqui antes que comecem algo que não possam terminar. Olhe para ele ali, tão assustado que está cagando nas calças.”

 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Red lançou um olhar para Presley. Ele tinha aquele mesmo olhar em seu rosto que fez Red se lembrar da Humes High School. Se aquele olhar provocou a reação em Red ou se ele simplesmente ficou nervoso, ninguém sabe. Mas se o grande Red precisou de uma desculpa para socar o grandalhão, foi lhe dada segundos depois.
O falastrão pegou uma faca no bolso, e disse, “tenho algo aqui para você.”
Isso foi um erro. Red lhe aplicou um gancho no queixo. O boca mole caiu por cima das mesas em uma onda de sangue. Red pulou em cima dele. Assim que o fez, o outro brigão pulou por trás dele. Red virou-se e lhe acertou com dois socos projetando-o através do comensal.
Red levantou-se e bateu no segundo cara mais uma vez, mandando-o inconsciente por suas costas, sua cabeça batendo entre os pés de Elvis Presley, que ainda estava sentado.
Por agora o primeiro cara tinha corrido para trás do balcão, onde ele ergueu suas mãos gritando, “Tudo bem, cara, tudo bem. Não queremos mais problemas.”
Isto mostrou alguma sabedoria. Red se afastou pagou a conta e virou-se para Presley. Elvis levantou-se atravessou o local de forma inconsciente e ambos caminharam para o Crown Victoria estacionado do outro lado da rua. Red acabara de terminar a batalha de Granada.
“Agora, tudo aconteceu muito rápido para Elvis fazer alguma coisa,” Red recorda-se, “Mas talvez ele estivesse com medo ou talvez ele foi inteligente o suficiente para preocupar-se com os possíveis danos causados em seu rosto, mas Elvis realmente não era um cara corpulento. Não o culpo, pois naquele tempo Elvis nunca começaria algo e esperaria que eu terminasse. Ele sempre fora prudente, e nunca se aproveitou de quem ele era. Ele nunca daria em cima de uma garota de outro cara – embora o fizesse depois. Ele, eu percebi, não merecia entrar em qualquer tipo de luta porque ele era um perfeito cavalheiro.”
Antes de sair para uma apresentação, Red sempre passava na casa de Presley na Lamar Avenue para pegar Elvis.
 
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


“Eu gostava de ir àquela casa, somente para ver a Sra. Presley. Ela estava doente, muito ruim, mas sempre que eu entrava, ela me recebia. Ela se levantava, me servia um pedaço de torta ou fazia-me uma xícara de café e sempre parecia genuinamente interessada no que eu estava fazendo. Ela era muito calorosa e você poderia ver o amor brotar nela cada vez que falasse de Elvis. Se alguma vez passássemos a noite em um show, ele sempre ligaria para a sua mãe em casa e falaria com ela durante um tempo. Ela não dormiria enquanto ele não fizesse aquela ligação. Sempre que íamos para longe, ele sempre lhe comprava alguma coisa.
“Muitos fãs de Elvis lhe presenteavam, muitos deles com ursos de pelúcia. Man, ele tinha quartos cheios de ursinhos de pelúcia que ele sempre traria para a sua mãe. Ele adorava aquela mulher e eu também, ela parecia gostar muito de mim, embora eu ache que ela nunca ficou sabendo sobre as brigas e coisas assim. Isto a teria deixado doente. Mas em algum lugar no fundo de sua mente, ela sabia que tipo de interferência correu para ele, e quando saíamos da casa dos Presleys ela sempre dizia para mim, ‘Agora, Red cuide de meu filho, apenas cuide de meu filho.’ Essas foram palavras que eu nunca esqueci.”
Quando a popularidade de Presley cresceu, as lutas aumentaram rapidamente para Red. Havia sempre algum cara que tinha em sua mente que sua namorada estava apaixonada por Presley. Ele era a ameaça numero um das mulheres do Sul. Às vezes Red farejava as confusões e as esfriava antes que começasse. Outras vezes, se ficava contra a parede, ele passaria por dificuldades. Naqueles primeiros anos, Red chutou tantos caras que ele poderia ter alugado as solas de seus sapatos para espaço publicitário. Red está cheio de lembranças em sua mente, “Foram tempos divertidos, mas foram tempos violentos também. Man, uma noite em um clube chamado Rio Palmisle – penso que em algum lugar fora de Lubbock, Texas, não houve luta, houve guerra. 
No Texas eles fazem as coisas de maneira exagerada, deixe-me explicar. Naquela noite, ele teve sorte, todos nós tivemos, de não sermos mortos.
 
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


“Elvis estava lá fazendo o seu show no palco é como me lembro, algum cara bêbado, dizia a outro para calar-se. Eles tem algo um com o outro. E logo o inferno está feito. Repentinamente o lugar todo entra em polvorosa. Parecia com uma daquelas cenas de filme que Elvis e eu costumávamos fazer. Simplesmente uma briga incrível com mesas e copos voando por todo o lugar. Devia ter mais de cem pessoas fora de si.
“Elvis está em um daqueles palcos baixos. E agora que todos os homens estão lutando, as meninas estão pulando no palco. Elas não ligaram a mínima para o que os seus homens estavam fazendo. A briga está chegando ao palco e Elvis ainda está cantando com as gatinhas em volta de seu pescoço. Um cara coloca o pé diretamente em cima de um dos violões de Elvis, e começa a ficar ruim. Alguns caras estão arrastando as mulheres do palco. Há socos e garrafas voando por todas as partes. O cara que colocou o pé no violão de Elvis me golpeou e grito para Elvis, ‘Vamos dar o fora daqui.’
“Elvis não estava respeitando nenhum aviso meu. Ele agora estava começando a dar autógrafos, e acho que a qualquer momento alguém vai pegá-lo. Ele estava cercado por garotas. Agarro-o no meio do círculo de garotas e o trago.”
Red meio arrastando, meio transportando Presley, ao mesmo tempo abrindo caminho com as mãos para escapar.
Red continua, “Quando chegamos a campo aberto, a briga tinha se espalhado pelo lado de fora. Man, um acre inteiro de caras lutando, caras recebendo garrafadas de cerveja na cabeça. Sangue por toda a parte. Levei Elvis para o carro e saí em disparada. À medida que escapávamos, Elvis ria como um louco. Ele nunca havia incendiado uma multidão assim antes, e ele adorou. Ele ria, e então comecei a rir também. Havia uma guerra civil lá atrás.”
Como Butch Cassidy e Sundance Kid, que saiam da cidade deixando o caos para trás.
 
 
 
 
ELVIS: O QUE ACONTECEU?


Foi uma das muitas experiências que fundiram o jovem Presley e Red, um ao outro.
Além de seu amor verdadeiro por Presley, Red sempre saltava para defendê-lo por outra razão. “Até hoje, man, nunca esqueci o rosto da Sra. Presley sentada ali e dizendo-me ‘Red, cuide do meu menino.’ Sempre esteve em minha mente, não importa onde eu estivesse com ele. E isto é o que fiz da melhor maneira que pude.”
Uma noite, depois de algumas cervejas no Hollywood’s Hyatt House, Red curvou os seus ombros e ajustou o coldre de ombro que transporta o seu .38, que está constantemente com ele. “Você sabe,” ele disse, “Eu acho que fiz o meu trabalho, mantendo a promessa que fiz para a Sra. Presley. Eu posso ver o seu rosto como se fosse ontem me dizendo para cuidar do seu filho. Não importa o que se passou entre eu e ‘E’, e se alguma vez achei que alguém iria prejudicá-lo fisicamente, eu apenas tinha que espantar o almofadinha.”
 

 
 
continua......
 
 

as guitarras do rei

 Resultado de imagem para elvis gold lame suit 1957


Elvis Presley era  um artista cheio de manias e polemicas durante muitos anos e até hoje tudo o que diz respeito a elvis presley e sua vida e carreira é motivo de polemica sua vida sua fama sua queda fisica e sua táo inesplicada e inesperada morte,  mais elvis virou polemica muito cedo e muito jovem em 1954 com 18 anos ja era polemico nos estados unidos por sua musica e dança, mais com o passar dos anos elvis presley virou polemica pela táo grande mudança visual com os cabelos compridos e longas costeletas e roupas coloridas e suas varias guitarras caras e cheias de estilo


e nesta sessáo do blog se destaca as muitas guitarras usadas pelo rei..........



este sem duvida é o mais raro de todos o primeiro violáo de elvis comprado por sua máe quando elvis era um garoto





MARTIN 00-18.

Usada em novembro de 54!



a baixos fotos  do instrumento hoje








1942 MARTIN D-18



Elvis a usou em 1955.



a baixo fotos do instrumento hoje












. 
Elvis com sua D-28 em Dallas, 16 de abril de 1955.
1955 MARTIN D-28  hoje
Atrás do palco em Overton Park Shell dia 05 de agosto de 1955.
Modelo D-28 de 1950. hoje


Jimmy Velvet e Elvis em Jacksonville, 10 de Agosto de 56.
Elvis com sua J200 no filme Loving You em 1957.

 

Em King Creole, 1958.





Em G.I. Blues 1960






 

NBC TV SPECIAL 1968.


veja a baixo fotos do istrumento hoje









modelo 1956 GIBSON J200.





Ela está à mostra em Graceland!





Com este modelo da J200 ele se apresentou em 1969. e 1970

veja a baixo a foto do istrumento hoje







guitarra modelo 1968 HAGSTRON VIKING II.






esta bela guitarra foi usada por elvis em seu lendario especial de tv em junho de 1968
o NBC TV ESPECIAL que marcou a volta do rei aos palcos depois de 10 de filmes feito por elvis
ele volta para ficar


veja a baixo fotos do instrumento hoje








A Hagstrom Viking II estava plugada neste amplificador Al Casey's Benson 200.









guitarra modelo 1963 GIBSON SUPER 400 CES .
esta é sem duvida a guitarra mais famosa usada por elvis presley este modelo tambem foi usado no especial de tv de 1968


veja a baixo fotos do instrumento hoje







 








 




guitarra modelo 1964 GRETSCH COUNTRY GENTLEMAN !!.
 
 
este modeo foi usado por elvis nos shows em vegas de 1969 e 1970
 
 
a baixo veja fotos do istrumento hoje
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
guitarra modelo 1969 Ebony Custom Gibson Dove.  tambem usada por elvis nas temporadas em vegas de 70 e 69
 
 
 
 
violáo modelo 1968 Ebony Gibson J200. muito usado por elvis em shows nos anos 70
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elvis com sua Ebony Gibson, em Houston, Texas em 03 de março de 74.
 
 
a baixo veja fotos do instrumento hoje
 
 
 
 
 
hoje todos os istrumentos de elvis estáo em graceland sáo muitos istrumentos gurras violáo baixo istrumentos usados em varios lugares que podem ser vistos em graceland a casa do nosso rei...........