Elvis 1956


segunda-feira, 15 de maio de 2017

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 34

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 34


O contrato de cinco anos de Elvis com a MGM terminou em 1968 e finalmente ele estava livre para lançar-se a novos desafios. Até mesmo o Coronel admitia que a carreira de Elvis precisava de uma sacudidela. A NBC propôs-lhe fazer um especial de televisão, sob a direção de Steve Binder. Não havia qualquer formato inicial definido, a idéia era tentadora e o dinheiro muito bom. O fato de não haver roteiro — era um "desenvolvimento em aberto" — fez com que o Coronel hesitasse em concordar. O Coronel exigiu mais controle, mas Elvis disse que queria conhecer Steve, certificar-se de que se dariam bem, falavam a mesma língua.

Há anos que não aparecia na televisão e por isso Elvis estava nervoso. Para sua surpresa, Steve era bem mais jovem do que ele imaginava, extremamente perceptivo e afável, um contraste surpreendente com os chefões de estúdio com quem ele trabalhava, homens muito mais velhos, com opiniões preconcebidas e fixas sobre a maneira como Elvis devia ser empacotado e vendido. Pela primeira vez em anos ele sentia-se criativo. Steve Binder conquistou a confiança de Elvis e teve a sensibilidade de deixar que Elvis fosse apenas Elvis. Steve observou, fez anotações mentais, aprendeu os jeitos de Elvis, descobriu o que deixava seu astro à vontade e o que o tornava tenso.

Durante as reuniões, Steve percebeu que Elvis estava temeroso porque há anos não se apresentava perante uma audiência ao vivo, mas também notou que Elvis se animava quando estava no camarim improvisado com os músicos.

A cada dia Elvis se tornava mais confiante e excitado com o novo projeto, orgulhando-se mais uma vez com sua aparência, vigiando o peso, seguindo a dieta, trabalhando com maior afinidade com o figurinista do espetáculo, Bill Belew, apresentando-se de uma forma que há anos não o víamos: um traje de couro preto. Fiquei surpresa quando disse:


— Sattnin, estou me sentindo um pouco tolo nesta roupa. Acha que estou bem?

Elvis sabia que aquele especial era um grande passo em sua carreira. Não podia fracassar. Durante dois meses consecutivos ele trabalhou com mais empenho do que em todos os filmes combinados. Era o mais importante evento de sua vida.

Durante esse período eu estava descobrindo novos mundos na música — Segovia; Sangue, Suor e Lágrimas; Tchaikóvski; Santna; Manson Williams; Ravel; Sérgio Mendes; Herb Alpert — e estava ansiosa em partilhar meus novos entusiasmos, música e dança, com meu marido. Queria introduzir energia em nosso relacionamento, na esperança de endireitar o casamento. As conversas ao jantar incluíam agora Leonard Bernstein e Carlos Montoya, mas não tinham a menor atração para Elvis; o especial de tv absorvia todos os seus pensamentos.

Ele se mantinha ausente durante a maior parte do tempo; quando nos encontrávamos, o nível de comunicação era superficial. Cada um absorvido em suas buscas separadas, tínhamos pouco em comum além de nossa filha. Minha posição em relação a Elvis era delicada: estava consciente da distância que aumentava entre nós. Mas por causa de sua preocupação com o especial, compreendi que a última coisa que ele precisava de mim era uma declaração de que estávamos nos afastando um do outro.

Em sua ausência, eu cuidava de Lisa, além de participar de aulas de danças pela manhã, balé ao final da tarde e duas aulas de jazz à noite, muitas vezes se prolongando até uma hora da madrugada. Vários dos meus colegas eram profissionais. Trabalhei com empenho para obter o acesso à companhia, ensaiando quatro horas por dia para dominar novos passos, constantemente me levando a novos limites, até que passei a integrar o elenco, apresentando-me anonimamente em espetáculos de fins de semana, nas universidades da área de Los Angeles.

O especial de Elvis foi um sucesso espetacular, o que alcançou o maior índice de audiência no ano. A música "If I Can Dream", foi a sua primeira gravação que ultrapassou a barreira de um milhão de cópias em



ELVIS E EU

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muitos anos. Sentamos em torno da TV assistindo ao programa, esperando nervosamente pela reação. Elvis se manteve silencioso e tenso durante todo o programa, mas assim que os telefonemas começaram todos compreendemos que ele conquistara um novo triunfo. Não perdera a classe. Ainda era o Rei do Rock-and-Roll.

Foi uma bênção para nós dois. As horas que eu devotava à dança liberavam-no da tensão da minha dependência. Meu novo interesse não representava uma ameaça, como aconteceria com uma profissão. Eu ainda estava ali para atender a suas necessidades, como ele queria que sua esposa fizesse, ao mesmo tempo em que criava meu próprio mundo, não mais intimidada pela magnitude do seu mundo. Eu estava crescendo, aprendendo e me expandindo como uma pessoa.

Essa nova liberdade quase chegou a um fim abrupto quando um novato no clã decidiu tomar a iniciativa de investigar minhas idas e vindas. Ele informou que eu fora vista a sair de um estúdio de dança de madrugada, queria saber se devia aprofundar as investigações. A imprevisibilidade de Elvis ao enfrentar certas crises da vida era espantosa. Logicamente, um homem tão instável deveria explodir. Em vez disso, porém ele não fez acusações, limitando-se a comentar:

— Baby, algumas pessoas estão insinuando que você foi vista a sair de um estúdio de dança de madrugada.

— É verdade. Você sabe que sou parte da companhia. E não sou a única que sai a essa hora.

É o momento em que encerramos o ensaio. Pedi a ele que me contasse quem estava atiçando o problema. Mas Elvis disse apenas:

— Não vamos levar a coisa adiante. Ele é novo e está pisando em terreno perigoso. Se souber o que é bom para ele, é melhor não se meter daqui por diante no que não é da sua conta.

Depois do sucesso do especial, Elvis dedicou várias semanas a uma sessão de gravação, mais uma vez altamente motivado. Pela primeira vez em quatorze anos ele fora persuadido a gravar em Menphis, no American Sound Studios, uma companhia negra em que muitos artistas importantes,


inclusive Aretha Franklin, haviam gravado os seus sucessos mais recentes. Os músicos do estúdio eram jovens e Elvis estabeleceu um grande contato com eles. Mais importante ainda: Elvis fazia uma música sensacional com eles.

Ele ficava no estúdio, cantando, até o amanhecer, voltava à noite, transbordando de energia, pronto para recomeçar. Sua voz estava em grande forma e seu entusiasmo era contagiante. Cada faixa ficava mais sensacional do que a anterior. Escutávamos as canções repetidamente e Elvis estava sempre gritando, exultante:

— Escutem só este som!

Ou então decidia:

— Vamos tocar tudo de novo!

O Coronel se manteve a distância dessa sessão de gravação. Elvis era o artista e estava entusiasmado. Acabou gravando tantas canções que a RCA levou um ano e meio para lançar todas, inclusive sucessos como "In the Ghetto", "Kentucky Rain" e "Suspicious Minds". Observando Elvis cantar outra vez com confiança, soltando cada palavra em seu estilo pessoal, todos sentimos o maior orgulho. Era um tremendo contraste com sessões no passado, repletas de ira, frustração e desapontamento. Em uma ocasião ele olhou para mim, sorriu e depois começou a cantar "From a Jack to a King". Sabia que era uma das minhas prediletas. E depois cantou "Do You Know Who I Am?". Escutando as palavras, não pude deixar de me relacionar.

Depois de quatro anos de canções insípidas, Elvis estava de volta às paradas de sucessos e a RCA não tinha mais do que se queixar. Eles vinham ameaçando o Coronel de relançar alguns sucessos antigos se Elvis não realizasse logo uma nova sessão de gravação.

Um sucesso levou a outro. Depois do especial de televisão, Elvis estava ansioso em recomeçar a se apresentar para audiências ao vivo, a fim de provar a todos que não perdera a classe. Procurando pela melhor fonte de receita imediata, o Coronel fechou um contrato com o quase pronto Las Vegas International para que Elvis se apresentasse ali por um mês, com um cachê de meio milhão de dólares.


Las Vegas era o desafio de que Elvis precisava para demonstrar que ainda podia conquistar uma audiência ao vivo. Era o que ele mais amava e o que melhor fazia. Mas era um grande desafio. Há anos que ele não fazia grandes exigências à sua voz e agora estava comprometido a realizar dois shows por noite, durante 28 dias consecutivos. Ansioso, Elvis especulou se conseguiria agüentar a pressão, se atrairia multidões, se seria capaz de manter uma audiência atenta por duas horas. Queria que o novo espetáculo fosse aceito, sentindo que tinha agora mais a oferecer do que apenas os giros do rock-and-roll.

Não apenas era um momento crucial em sua carreira, mas havia também a pressão adicional do cachê sem precedentes e o fato de Las Vegas ser a única cidade em que tivera uma apresentação desastrosa, treze anos antes, em 1956. Ele não era o tipo de homem que dissesse "Estou apavorado".

Eu tinha de perceber o temor em suas ações, a perna esquerda tremendo, o pé batendo no chão incessantemente. Ele reprimia os medos e emoções até o momento em que explodia, lançando-se contra qualquer um que estivesse próximo. Uma noite, ao jantar, Elvis comentou que estava preocupado com seu corte de cabelo. Mencionei que vira um cartaz de Ricky Nelson no Sunset Boulevard, com os cabelos compridos ondulados, num estilo que achava muito atraente.

Inocentemente, sugeri que Elvis desse uma olhada.

— Você ficou louca? — Gritou ele. — Depois de tantos anos, Ricky Nelson, Fabian e todos os outros seguiram mais ou menos os meus passos. Acha que agora eu deveria copiá-los? Só pode ter perdido o juízo, mulher!

Ele saiu da mesa furioso. Sempre fora saudado como um original e agora receava que Las Vegas nem mesmo isso seria suficiente. Eu sabia que magoara seu ego e por isso pedi desculpa.

Ao se preparar para o espetáculo no International, Elvis esforçou-se ao máximo. Estava em grande forma — numa animação natural, independentemente das pílulas. Estava mais esguio e fisicamente mais bem preparado do que em qualquer outra ocasião anterior. Reunindo os melhores músicos, técnicos de som e iluminação, cenógrafos, ele não estava correndo qualquer risco desta vez. Vasculhou o mercado à procura dos



melhores. Houve várias audições e ele escolheu pessoalmente cada um — nomes como James Burton, John Wilkinson, Ronny Tutt, Glen D. Hardin, Jerry Scheff. Ele adorava o som dos Sweet Inspirations, o grupo de apoio de Aretha Franklin. Contratou-os para o ato de abertura do espetáculo e como coro. Também contratou seu grupo evangélico predileto, o Imperial Quartet.

Antes de deixar Los Angeles, Elvis ensaiou nos estúdios da RCA durante dez dias, depois deu os últimos retoques no espetáculo durante uma semana inteira, antes da estréia. Era o grande acontecimento do verão em Las Vegas. O Coronel Parker levou a publicidade a um auge febril. Cartazes foram espalhados por toda cidade. Os escritórios administrativos, no terceiro andar do International, fervilhavam de atividade. Nenhum outro artista que se apresentara em Las Vegas jamais despertara tanto excitamento. O saguão do hotel estava dominado pela parafernália de Elvis — fotos, cartazes, camisas, animais, estofados, balões, discos, programas de souvenir. Era de se pensar que Barnum & Bailey estavam chegando à cidade.

Em nossa casa também reinava o maior excitamento, com as mulheres discutindo o que usariam na noite de estréia.

— Quero que você esteja extra-especial, Baby — disse Elvis.

— É uma grande noite para todos nós.

Procurei em todas as butiques de West Los Angeles até encontrar a roupa certa. Embora já tivessem passado nove anos desde a última apresentação ao vivo de Elvis, nunca se poderia imaginar isso a julgar pela estréia. O público aplaudiu desde o momento em que ele entrou no palco e não parou mais durante as duas horas do espetáculo, com Elvis cantando, "All Shook Up", "Blue Suede Shoes", "In The Ghetto", "Tiger Man" e "Can't Help Falling in Love". Ele misturou o antigo com o novo, o ritmo acelerado e quente com o lírico e romântico. Foi a primeira vez que eu vi Elvis se apresentar ao vivo. Querendo me fazer uma surpresa, ele não me deixou assistir aos ensaios. Fiquei impressionada. Ao final, ele saiu do palco com o público aplaudindo e pedindo mais.

Cary Grant estava entre os astros que foram ao camarim depois do espetáculo para lhe dar os parabéns. Mas o momento mais comovente
 

ocorreu quando o Coronel Parker apareceu com lágrimas nos olhos, querendo saber onde estava o seu garoto. Elvis saiu do camarim e os dois se abraçaram. Creio que todos sentiram a emoção de ambos naquele momento de triunfo.

Acho que não dormimos naquela noite. Joe Esposito foi comprar todos os jornais e lemos as críticas entusiasmadas, declarando que "Elvis foi sensacional" e "Ele nunca cantou melhor". Elvis partilhou o crédito por seu sucesso com todos nós.

— Conseguimos — declarou ele. — Serão trinta dias compridos, mas valerá a pena se tivermos a mesma receptividade da noite passada. Posso ter sido um tirano, mas valeu a pena.

— Tem toda razão — concordaram todos, rindo. — Você foi mesmo um tirano.

O International Hotel estava na maior satisfação com a performance de Elvis e a bilheteria. Na noite seguinte a direção assinou um contrato com o Coronel Parker por cinco anos, para que Elvis se apresentasse duas vezes por ano, geralmente na mesma época, em janeiro e agosto, pelo cachê então sem precedentes de um milhão de dólares por ano.

Elvis literalmente dominou Las Vegas durante todo o mês em que lá esteve, apresentando-se para uma casa lotada em todos os espetáculos, com milhares de pessoas ficando sem ingressos. Para onde quer que olhássemos, tudo o que podíamos ver era o nome Elvis, na televisão, jornais, faixas e cartazes. O Rei voltara.

Inicialmente, o sucesso de Elvis em Las Vegas trouxe uma nova vitalidade ao nosso casamento. Ele parecia uma pessoa diferente. Mais uma vez, sentia-se confiante como um artista, continuou a vigiar o peso e a fazer treinamento de caratê todos os dias.

Era também a primeira vez que eu sentia que estávamos funcionando como uma equipe. Fiz diversas viagens a Nova Iorque, à procura de acessórios diferentes para ele usar no palco. Comprei lenços, jóias e um cinto de couro preto com correntes, que Bill Belew depois copiaria para os famosos cintos Elvis.

Adorei vê-lo saudável e feliz de novo, apreciei especialmente os nossos primeiros dias em Las Vegas. O International forneceu uma elegante
 
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ELVIS E EU



suíte com três quartos, que transformamos num lar longe do lar. Durante as apresentações eu sempre sentava à mesma mesa, na frente, jamais me cansando de assistir ao seu desempenho. Elvis era espontâneo e nunca se sabia o que esperar dele.

De vez em quando, depois de sua apresentação à meia-noite, íamos assistir aos espetáculos de outros artistas se apresentando em Las Vegas ou jogávamos até o amanhecer. Em outras ocasiões ficávamos descansando nos bastidores, conversando com os artistas visitantes que estavam fascinados por seu desempenho. Era a primeira vez que eu estava junto de Elvis num ponto alto de sua carreira.

Com a fama renovada também vieram os perigos renovados. Fora do palco, Elvis podia ser protegido por Sonny e Red. No palco, no entanto, ele era um alvo fácil. Uma noite, naquele verão, Joe e Sonny foram informados de que uma mulher na audiência estava com uma arma e ameaçara dar um tiro em Elvis.

Um verdadeiro profissional, Elvis declarou que se apresentaria de qualquer maneira. Foram adotadas precauções adicionais e todos se mantiveram alertas; Elvis foi instruído a permanecer na boca de cena, tornando-se assim um alvo menor. Sonny e Jerry estavam prontos para pular à sua frente ao menor sinal de movimento suspeito na audiência. Red estava postado meio da audiência, junto com agentes do FBI.

O espetáculo pareceu durar uma eternidade. Eu olhava a todo instante para Patsy, apreensiva; ela pegou-me a mão e ficamos confortando uma à outra, torcendo para que noite terminasse logo, sem qualquer incidente. Vernon permaneceu nos bastidores, jamais perdendo Elvis de vista e rezando: "Oh, Deus, não permita que aconteça alguma coisa com meu filho."

Por causa dessa e de outras ameaças, foi providenciada uma segurança extra onde quer que Elvis aparecesse. As entradas pelos bastidores, cozinhas, elevadores de serviço e portas laterais tornaram-se uma rotina. Elvis tinha uma teoria pessoal sobre assassinatos, baseada nas mortes do Reverendo Martin Luther King Jr. e de Robert F. Kennedy. Estava convencido de que os assassinos gabavam-se de seus crimes e disse aos seus guardas-costas que se houvesse algum atentado contra a sua vida



deveriam pegar o assassino... antes mesmo da polícia. Não queria que ninguém se gabasse para os meios de comunicação de ter matado Elvis Presley.

Sonny e Red viviam em tamanha tensão naqueles dias que estavam constantemente frenéticos. Desconfiados entre multidões de fãs delirantes, eles reagiam rapidamente a qualquer sinal de perigo. Em comparação com a diplomacia de Sonny, a reputação de Red era a de agir primeiro e fazer perguntas depois. Começaram a se acumular as acusações de agressão e lesões corporais contra Elvis. Quando Vernon advertiu-o sobre a agressividade de Sonny e Red, Elvis protestou:

— Assim não é possível, Red. Contratei você para manter os filhos da puta longe de mim, não para me envolver em ações judiciais. Você vai ter de dar um jeito e controlar temperamento explosivo dessa sua cabeça vermelha.

Embora Elvis gracejasse sobre as ameaças de morte — e haveria outras durante a temporada em Las Vegas — o fato é que o medo e a constante necessidade de segurança aumentavam a pressão das apresentações noturnas.

No início, quando Elvis começou a cumprir compromissos regulares em Las Vegas, nós, mulheres, íamos até lá com freqüência. Voávamos nos fins de semana, às vezes levando as crianças, ficávamos três ou quatro dias e voltávamos para casa. Nos dias em que estávamos separados eu tirava centenas de fotos Polaroid e fazia filmes de Lisa. Ela estava crescendo tão depressa que eu não queria perder nada de seu desenvolvimento. Todos os dias Elvis recebia os "presentes do amor", como eu os chamava, incluindo gravações minhas a ensinar novas palavras a Lisa e ela me imitando. Toda semana, ao chegar, eu pregava fotos nos espelhos de seu quarto, a fim de lembrá-lo que tinha uma esposa e filha.

Durante os primeiros compromissos ele ainda parecia humilde pelas dúvidas persistentes sobre a plena aceitação do público. A esta altura, Elvis não tinha o menor interesse por ligações amorosas ou flertes, concentrando-se nos ensaios e apresentações diárias, excluindo qualquer outra coisa. Mais tarde, porém, ele se tornaria petulante. A admiração das multidões o levava de volta a seus triunfos nos anos cinqüenta e era-lhe difícil voltar à




terra depois de um mês de aclamações noturnas. Seu nome na enorme marquise do International seria substituído pelo de outro superastro. Os escritórios esvaziados e os pedidos de reservas seriam interrompidos. Vicejando com todo o excitamento, glamour e histeria, ele achava difícil voltar para casa e retomar seu papel como pai e marido. E, para mim, a impossibilidade de substituir a adoração da multidão tornou-se um pesadelo da vida real.

Na casa, em Los Angeles, havia apenas o grupo habitual — um ambiente estritamente familiar. Essa mudança abrupta era demais para Elvis e logo ele adquiriu o hábito de permanecer em Las Vegas por dias, às vezes semanas, depois de um show. Os rapazes estavam achando cada vez mais difícil resolver o conflito entre trabalhar para Elvis e manter uma vida familiar.
Atormentado pela inatividade e tédio, Elvis tornava-se nervoso e temperamental, uma estado exacerbado pelo Dexedrine, que ele estava tomando de novo, a fim de controlar o peso. Às vezes, para atenuar a transição, Elvis insistia que todos embarcássemos em carros e seguíssemos para Palm Springs. Desde o casamento que passáramos muitos fins de semana ali, tomando sol, assistindo a partidas de futebol americano e programas noturnos pelas televisão. Depois que Lisa nasceu, no entanto, minhas necessidades mudaram. O calor de Palm Springs era demais para ela, a ociosidade irritante. E num fim de semana sugeri:


— Elvis, por que você não vai apenas com os rapazes?

Desse momento em diante eles desenvolveram um estilo de vida próprio em nosso isolado refúgio no deserto. De vez em quando as esposas eram convidadas para o fim de semana, mas de um modo geral Elvis considerava agora que Palm Springs era o seu refúgio particular. Elvis deixou bem claro que esse tempo a distância era bom para ele, proporcionando-lhe uma oportunidade para pensar divertir-se com os rapazes. Na verdade, Elvis estava perdido. Não sabia o que fazer depois de Las Vegas. Escapava pelas drogas de receita médica mais poderosas e desnecessárias, a fim de elevar o ânimo e evitar o tédio. Depois que Elvis conquistou Las Vegas, ficou acertado que ele partiria em excursão. O Coronel começou imediatamente a contratar apresentações por todo o
 

país, começando por seis espetáculos gigantescos, totalmente vendidos, no Astrodome de Houston, que renderam mais de um milhão de dólares em três noites.

Fui uma noite ao Texas para assistir ao show, voando num jato particular, em companhia de Joanie e Judy. Contemplei o Astrodome lá de cima e achei difícil acreditar no que via. Tinha o tamanho de um campo de futebol... e toda a lotação já estava vendida. O que me deixava nervosa. Podia imaginar como Elvis se sentia. Elvis também achou o Astrodome impressivo e comentou, na primeira vez em que lá esteve:

— Esperam mesmo que eu lote todo este monstro? Parece um oceano! Por mais ofuscado que ficasse pelo gigantismo do local, Elvis eletrizou a audiência. Houston foi nosso primeiro encontro com a histeria de massa. A limusine foi estrategicamente estacionada junto à porta do palco, a fim de proporcionar a fuga imediata de Elvis. Mesmo assim, fãs frenéticas cercaram o carro, gritando seu nome, oferecendo flores, tentando tocá-lo. Se alguma coisa, Houston foi uma vitória ainda maior do que Las Vegas. O Rei do Rock-and-Roll estava de volta ao trono. A tensão pela manutenção do clima estava apenas começando e, no momento, eu ainda podia acreditar que tudo daria certo. Não percebi a extensão a que a excursão de Elvis iria nos separar, que aquilo era na verdade o começo do fim. Depois de Houston, Elvis passou a cruzar o país de um lado para outro, fazendo apresentações de uma noite, voando durante o dia, tentando dormir um pouco para manter o alto nível de energia necessário para os shows. De 1971 em diante Elvis excursionou mais do que qualquer outro artista — três semanas consecutivas, sem qualquer dia de folga e dois espetáculos aos sábados e domingos.

Eu sentia saudade. Falávamos constantemente em passarmos mais tempo juntos, mas Elvis sabia que se me deixasse ir ao seu encontro não poderia recusar os pedidos dos regulares, cujos casamentos também sofriam com as pressões das longas separações. Por algum tempo, algumas de nós voavam ao encontro do grupo de vez em quando, mas isso não durou muito. Elvis notou que seus empregados se tornaram relaxados no cumprimento dos deveres quando as esposas estavam presentes e adotou uma nova política:
 

Nada de esposas durante uma excursão. Eu não me preocupava muito com os shows de uma noite só, uma rotina tediosa na melhor das hipóteses: Embarcar no avião, correr para o hotel, tirar da mala o mínimo possível, já que se teria de sair no dia seguinte, fazer a apresentação, voltar ao hotel para descansar um pouco, antes de voltar ao aeroporto. Era sempre a mesma coisa, exceto pelo nome da cidade.

Foi no dia em que Elvis sugeriu que eu fosse com menos freqüência a Las Vegas que me tornei realmente transtornada e desconfiada. Ele decidira que as esposas só deveriam comparecer às noites de estréia e encerramento. Compreendi então que teria de lutar por nosso relacionamento ou aceitar o fato de que estávamos agora nos afastando gradativamente, como acontece com tantos casais no show business. Como um casal, nunca sentávamos para planejar um futuro. Elvis, individualmente, estava se desenvolvendo como um artista, mas como marido e mulher precisávamos de uma realidade comum.

As possibilidades do casamento sobreviver eram mínimas, enquanto ele continuasse a viver longe de Lisa e de mim. Tudo se resumia a quanto tempo mais eu poderia suportar a separação. Elvis queria tudo para si. E agora, quando as excursões e temporadas o levavam ainda mais para longe da família, cheguei à conclusão de que talvez nunca realizássemos os meus sonhos de união. Tinha dificuldade em acreditar que Elvis era sempre fiel; e quanto mais ele nos mantinha afastados, mais minhas suspeitas aumentavam.

Agora, quando íamos a Las Vegas, eu me sentia mais tranqüila nas estréias. Elvis estava sempre preocupado com o espetáculo e eu achava que precisava de mim. Nas noites de encerramento eu sempre ficava apreensiva. Muitos dias haviam transcorrido, tempo suficiente para que as suspeitas envenenassem meus pensamentos. Os maîtres de Las Vegas invariavelmente instalavam um bando de beldades nas primeiras filas. Curiosa, eu esquadrinhava seus rostos, ao mesmo tempo em que observava Elvis atentamente, a fim de verificar se ele parecia endereçar as canções a alguma garota em particular. Desconfiada de todas, meu coração sofria — mas nunca pudemos conversar a respeito. Era algo que se devia aceitar como parte do ofício.
 


ELVIS E EU

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Uma noite, nos bastidores, Vernon estava jovialmente disputando uma chave que fora jogada para Elvis. Era de uma atraente loura de meia-idade, o tipo de Vernon. Elvis disse:

— Papai, você já tem problemas suficientes em casa com uma só loura. Não precisa de duas.

— Tem razão — respondeu Vernon. — Mas você também vai ter problemas se sua esposa continuar a sair desse jeito.

Eu começara a usar vestidos mínimos, de tricô ou tecidos transparentes, ousadamente reveladores. Lamar e charlie assoviavam e uivavam para mim, enquanto Elvis me exibia orgulhoso.

As brincadeiras que eu fazia com ele também eram esforços para atrair sua atenção. Uma noite, depois que ele saiu cedo para um show, pus um vestido preto, com um capuz e um decote nas costas excepcionalmente baixo. Quando chegou o momento de Elvis dar beijos em garotas da audiência — uma parte regular do espetáculo — subi ao palco. Em vez de me beijar, Elvis continuou a cantar, deixando-me parada lá em cima. Com os cabelos escondendo a alça do vestido em torno do pescoço, parecia por trás que eu estava nua da cintura para cima. Podia ouvir as exclamações de espanto da audiência. Todos tinham a impressão de que uma garota topless acuara Elvis e ele não sabia o que fazer. Eu lhe sussurrei várias vezes:

— Beijei-me logo, a fim de que possa descer e sentar.

Mas Elvis resolveu virar a brincadeira contra mim e me obrigou a esperar sob o refletores até terminar a canção. Dando então um beijo em meus lábios, ele me apresentou à audiência. Senti-me um pouco embaraçada e voltei ao meu lugar.

Havia um momento no show em que Elvis andava de um lado para outro do palco brincando com a audiência, contando histórias, até mesmo fazendo confidências.

— Algumas pessoas nesta cidade estão ficando um pouco gananciosas — dizia ele. — Vocês poupam durante muito tempo para virem aqui e me ouvirem cantar. Quero apenas que saibam que nunca haverá qualquer aumento exorbitante de preço quando voltarem. Estou aqui para entreter vocês e isso é tudo que me interessa.


Elvis estava tendo um caso de amor com sua audiência. Na próxima vez em que me descobri em casa sozinha cheguei à conclusão de que não tinha opção a não ser iniciar uma vida própria. Foi pensado assim que Joanie, minha irmã Michelle e eu planejamos uma curta viagem a Palm Springs. Durante o fim de semana resolvi verificar a correspondência. Havia cartas de várias mulheres que obviamente haviam estado ali. Uma delas se assinava "Língua de Lagarto". Minha reação inicial foi de incredulidade, depois veio a indignação. Liguei para Las Vegas e exigi que Joe descobrisse Elvis e o trouxesse ao telefone. Joe alegou que ele estava dormindo, falei então sobre as cartas e insisti que Elvis me atendesse. Joe prometeu que faria com que Elvis me telefonasse assim que acordasse. Foi o que aconteceu. Mas ficou evidente que Joe lhe explicara a situação e Elvis já preparara uma explicação. Estava totalmente inocente, eram apenas fãs, tinham perdido o juízo se insinuavam que haviam estado na casa; além do mais, era a palavra delas contra a sua. Como sempre, ao final, pedi desculpas pela situação. Mas, aquela altura, as coisas estavam se tornando óbvias demais. Elvis recomendou:

— Aproveite para fazer coisas enquanto estou ausente. Se não o fizer, vai começar a se sentir deprimida.

Embora minhas opções fossem limitadas — Elvis ainda objetava que eu aceitasse um emprego ou me matriculasse em cursos na universidade — continuei as aulas de dança e iniciei aulas particulares de pintura. Elvis era um artista nato; embora tentasse evitar as multidões, detestasse restaurantes e se queixasse de que "não podia sair na rua como uma pessoa normal", o fato é que o estilo de vida lhe convinha. Escolhia pessoalmente as pessoas que queria ao seu redor — para trabalhar e viajar — e todas se ajustavam à sua rotina, seus horários e temperamento. Ao longo dos anos, tornou-se como um clã bastante unido. Houve algumas discussões e umas poucas pessoas se afastaram por causa de mal-entendidos, mas geralmente voltavam depois de uma ou duas semanas.

Minha visão da vida fora moldada por Elvis. Entrara em seu mundo como uma garotinha e ele me proporcionava segurança absoluta. Elvis desconfiava de quaisquer influências externas, que considerava como uma ameaça ao relacionamento, temendo que pudessem destruir sua criação,
 

ELVIS E EU

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seu ideal. Nunca poderia prever o que estava acontecendo como conseqüência de suas prolongadas ausências de casa. Um período importante em meu crescimento estava começando. Ainda receava as nossas separações, mas achava que nosso amor não tinha limites, que eu era sua e que mudaria se ele assim quisesse. Por anos nada existia em meu mundo além de Elvis; mas agora que ele se mantinha longe por períodos prolongados o inevitável aconteceu. Eu estava criando uma vida própria, começando a conquistar uma segurança pessoal e descobrindo que havia um mundo inteiro fora de nosso casamento.

Ao longo dos anos de apresentações em Las Vegas, outras pressões foram aumentando. Houve mais ameaças de morte e ações judiciais, inclusive processos de paternidade e lesões corporais. Maridos ciumentos afirmavam terem visto Elvis flertando com suas esposas, outras pessoas acusavam Sonny e Red de agressão física. Elvis começou a se sentir entediado com essas inconveniências e também com a mesmice do espetáculo. Inevitavelmente, tentou mudar o esquema, mas depois sentiu que o novo não tinha o mesmo ritmo do original. Acrescentava algumas canções aqui e ali, mas sempre voltava ao original. Sugestões insistentes de que promovesse mudanças antes da próxima temporada em Las Vegas aumentavam a pressão.

Entediado e inquieto, Elvis aumentou sua dependência de agentes químicos. Achava que a animação o ajudava a escapar do pensamento destrutivo, quando na verdade apenas lhe proporcionava uma falsa confiança e uma agressividade anormal. Ele começou a perder a perspectiva de si mesmo e dos outros. Para mim, foi se tornando cada vez mais inacessível.
 




CONTINUA,,,,,,,,



 

LIVRO ELVIS E EU CAPITULO 33

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Continuação do livro Elvis e EU  Elvis And Me CAPITULO 33


Voltamos a Los Angeles, onde Elvis estava filmando Live a Little, Love a little. Ele começou a readquirir seus antigos hábitos. Frustrada, passei a procurar cursos de dança para me matricular. Procurei nas páginas amarelas, até encontrar um curso que me atraiu a atenção, uma escola para jazz e balé, não muito longe de nossa casa. O estúdio era pequeno e despretensioso; o proprietário, Mark, era um homem extremamente atraente e dinâmico, 45 anos. Era um excelente dançarino e um ótimo mestre; ao sair de lá, naquela tarde, eu me matriculara para aulas particulares.

Ainda muito inibida para dançar na presença de um grupo, queria esperar até me certificar de que queria acompanhar os outros. Tinha aulas particulares três vezes por semana. O interesse pessoal e a atenção de Mark eram lisonjeiros e não demorou muito para que eu estivesse realizando passos que nunca imaginara que poderia conseguir. Mark disse que eu possuía o potencial de uma boa bailarina e me exigia até os limites. Por frustração e dor, tive vontade de largar tudo. Exigindo que eu continuasse, Mark assegurou-me que eu estava assim desenvolvendo o meu caráter. Forçava-me a repetir a mesma rotina até que era quase perfeita. Isso me levou a compreender que poderia ir além do que jamais sonhara. Ele acreditava em mim e eu estava realizando alguma coisa. Pela primeira vez, estava criando, sentindo-me bem comigo mesma, e ficava ansiosa pela próxima aula.

Mark era carismático e eu me encontrava bastante vulnerável. No lugar de um casamento apaixonado, a dança estava se tornando minha vida; sentia-me obcecada, levando todas as minhas frustrações e sentimentos para o estúdio. Descobri-me a pensar em Mark até mesmo



quando estava em casa. Só o vira umas poucas vezes em toda minha vida e já me sentia incapaz de tirá-lo dos pensamentos. Racionalizei, dizendo a mim mesma que isso acontecia porque ele estava sempre à minha disposição. Parecia me compreender, enquanto o homem que eu realmente amava se encontrava absorvido em seu próprio mundo. Comecei a relaxar, divertindo-me quase contra a minha vontade. Já se passara algum tempo que eu não me encontrava com um homem que dava valor aos meus talentos e apreciava ficar a sós em minha companhia. Era também a primeira vez que eu não estava competindo por minha própria identidade. Era um experiência emocionante que há muito tempo eu não tinha.

Tivemos uma breve ligação e resolvi encerrá-la. Saí desse caso com certeza de precisava muito mais do meu relacionamento com Elvis. Nós dois resolvemos fazer uma viagem ao Havaí. Era a primeira vez que saíamos em férias e eu esperava que fosse uma segunda lua-de-mel, que a experiência com Mark seria esquecida. Levamos Lisa, sua babá, Joe, Joanie, Patsy e o marido, Gee Gee, Lamar e sua esposa, Nora, e Charlie. Fomos para IIikai Hotel, em Waikiki, mas logo descobrimos que Elvis não podia ir à praia sem atrair uma multidão. Resolvemos alugar uma casa com uma praia particular e passamos lá o resto das férias.

Foi maravilhoso e Elvis e eu éramos outra vez como duas crianças, longe das pressões e das filmagens — e longe de Mark, para quem minha atenção de vez em quando se desviava.

Foi lá que conhecemos Tom Jones e Elvis se afeiçoou muito a ele. Sempre gostara do estilo vocal de Tom, especialmente em "Gren, Gren Grass of Home", que Elvis ouvira pela primeira vez viajando de Los Angeles para Memphis. Ele me ligara ao pararem no Arizona, dizendo-me para comprar o disco.

Elvis tinha certeza de que Tom era preto; nenhum cantor branco poderia cantar assim, à exceção dos Righteous Brothers, que para sua grande surpresa também eram brancos.

Tom Jones e Elvis experimentaram uma simpatia mútua instantânea. Depois de uma apresentação no IIikai, Tom convidou-nos para sua suíte, juntamente com o nosso grupo. Poucos minutos depois o champanhe estourou e a festa começou. Rimos, bebemos, gracejamos, bebemos ainda
 


ELVIS E EU

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mais (muito mais), cantamos... e deixamos o IIkai ao amanhecer. Elvis gostou tanto que pessoalmente convidou Tom e seu grupo a se juntarem a nós na casa da praia, no dia seguinte, uma amizade cresceu assim, uma amizade feita de admiração e respeito mútuo.

Um dos atributos mais destacados de Elvis era a sua convicção de que havia espaço no mundo das diversões para qualquer um que tivesse talento. Em minha experiência, somente uns poucos astros são tão generosos. A ganância, insegurança, inveja e o ego geralmente impedem as celebridades de se concederem um apoio mútuo.

Elvis era capaz de reconhecer o talento imediatamente. Em Las Vegas assistíamos regularmente aos espetáculos de artistas em ascensão; se Elvis gostava, passava a freqüentar o lugar, estimulando os artistas a prosseguirem em suas carreiras, incutindo-lhes confiança e entusiasmo. Alguns de seus prediletos eram Ike e Tina Turner, Gary Puckett e o Union Gap, os dançarinos Tybe e Bracia e os veteranos Fats Domino e os Ink Spots, todos talentosos, merecendo reconhecimento em sua arte.

Uma noite visitamos Barba Streisand nos bastidores do Internacional Hotel, que é agora Hilton. Fora um desempenho clássico de Streisand e Elvis, depois de tomar Bloody Marys demais, queria lhe transmitir suas impressões. Fomos levados ao seu camarim e as primeiras palavras de Elvis foram:

— O que você viu em Elliott Gould? Nunca fui capaz de suportá-lo!

À sua típica maneira, Barba respondeu, deixando Elvis com a cara no chão:

— Mas que história é essa? Ele é o pai do meu filho!

Elvis tinha alguns outros favoritos especiais — Arthur Prysock, John Gary, o astro da ópera Robert Merrill, Brook Benton, Roy Orbison e a gravação de "Where Has Love Gone?" por Charles Boyer. Não suportava os cantores que, em suas palavras, eram "todos técnica e nenhum sentimento emocional", incluindo nessa categoria Mel Torme e Robert Goulet. Ambos

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ELVIS E EU

foram responsáveis por dois aparelhos de televisão sendo destruídos com uma Magnum 357.





CONTINUA,,,,,,,,,,